quinta-feira, 1 de abril de 2010

ganhamos e eu estava lá..

Valeu a pena apanhar o avião e ir à catedral ver o glorioso ganhar sem espinhas ao Liverpool.. Mesmo com 62000 nas bancadas o meu afilhado conseguio-me encontrar nas bancadas - obrigado amigo :)
Vitória do Benfica encontrando a família, lá ganhou a dona Josefa o cascol AMO-TE BENFICA cor de rosa :)
O Benfica venceu o Liverpool por 2-1 em jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa.

Os ingleses marcaram primeiro, aos 9 minutos, num livre indirecto finalizado de calcanhar pelo central Daniel Agger.
Os encarnados viraram o resultado na segunda parte. Aos 59 e 79 minutos, de penalty, Cardozo bisou


Di María - De longe o melhor jogador do Benfica em campo esta noite. Quase todos os lances de ataque na primeira parte passaram pelos pés do argentino, durante muito tempo o único que conseguia desbloquear a bem organizada defesa dos «Reds». Começou no lado direito, mas foi da esquerda que criou a primeira oportunidade com um cruzamento tenso e bem medido para Cardozo. Voltou a enganar os ingleses, com uma abertura da zona central a destacar Ramires. Fez ainda nova assistência para o brasileiro, antes de começar a incomodar Reina com uma série de remates. Até ao intervalo somou quatro, afastando-se da zona de turbulência na área, para rematar fora dela. Começou a segunda parte com mais duas assistências perfeitas para Cardozo e foi ele que arrancou a grande penalidade que permitiu ao Benfica dar a volta ao resultado. Uma exibição em cheio.
Gerrard - Um senhor jogador. É a grande referência do Liverpool de Benítez. Sempre que os ingleses ganhavam a bola, levantavam a cabeça à procura do número oito que ao longo de toda a primeira parte não falhou um passe, destacando-se como o grande dinamizador do ataque, com passe verticais, a pedir a aceleração de Babel, Dirk Kuyt ou Torres. Apareceu no jogo na marcação do livre que deu origem ao primeiro golo com uma assistência perfeita para Agner. Depois da expulsão de Babel, Benítez encarregou-o de fechar o lado esquerdo e perdeu parte do protagonismo que vinha evidenciando até então. Mas continuou a aparecer, de forma mais esporádica, assumindo a marcação de quase todos os lances de bola parada.
Mascherano - Se Gerrard é o general do ataque, Marchenaro tem a mesma patente no meio-campo defensivo. Numa combinação quase perfeita com Lucas, o argentino construiu uma portagem na zona central por onde o Benfica raramente conseguiu passar. Com uma rigorosa marcação a Aimar, conseguiu anular grande parte do fornecimento a Cardozo.
Carlos Martins - Demorou a entrar no jogo mas, aos poucos, foi ganhando protagonismo, ultrapassando a barreira de Mascherano e Lucas com passes precisos para o interior da área. Destaque para uma assistência perfeita para Aimar, ainda na primeira parte. Incansável, foi dos mais persistentes na difícil luta com a defesa inglesa.
Torres - Uma ameaça constante para a defesa encarnada, obrigando não só Luisão e David Luiz, mas também Maxi e Fábio Coentrão, a concentração máxima. Mestre nas desmarcações, consegue oferecer linhas de passe aos companheiros, com inesperadas mudanças de direcção e de velocidade. A forma esguia como escapava aos defesas encarnados, tornou-o no jogador mais massacrado do jogo. Chegou a festejar um golo, anulado por fora-de-jogo de Dirk Kuyt. Voltou a estar perto de marcar depois de mais uma desmarcação no limite na sequência de um inofensivo lançamento lateral. Na segunda parte, com o Liverpool mais recolhido, deixou de contar com o apoio dos companheiros, mas continuou a incomodar, muitas vezes solicitado por lançamentos em profundidade. Desperdiçou uma oportunidade soberana para fazer o 2-1 a passe de Dirk Kuyt. Deixou o relvado, rendido por Ngog, sob um enorme coro de assobios. Sinal que incomodou.
Cardozo - Não se pode queixar de falta de oportunidades. Só Di Maria fez-lhe cinco assistências, mas o paraguaio esta noite não estava bom da cabeça. Quatro cabeçadas, três frouxas, sem a convicção necessária, e uma outra por cima da barra. Mostrou-se mais convicto com os pés, primeiro com uma bomba por cima da barra, depois nas grandes penalidades, sem hipóteses para Reina.
Petardos - Por duas vezes o jogo foi interrompido por petardos lançados pelos adeptos do Benfica que só prejudicaram o clube e a equipa da Luz. O clube, porque a UEFA não vai ser meiga com a multa. A equipa, porque os petardos quebraram o ritmo elevado que os jogadores estavam a conseguir a imprimir em alturas cruciais do jogo.