
Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).
anónimo
Inflexível, incorruptível – Homem de fortes convicções que não se rende perante o que quer que seja.. Refém de dois principios fundamentais: Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.. e Sempre fiel..

Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).
anónimo
Portugal A Caminho do Abismo
Portugal tem um governo que não sabe fazer mais nada senão prometer e nunca cumprir.
Sócrates e os socialistas que nos (des)governaram durante quase 15 anos, prometeram tudo!
Prometeram um mundo de sonho mas os portugueses despertaram com um pesadelo: o pesadelo do Buraco das Contas Públicas (BCP).
Pode agora prometer "mundos e fundos" que já poucos acreditam nele. Ele prometeu Aeroportos e TGV's... prometeu melhor saúde, melhor educação, melhor segurança social, melhores reformas, melhor estado social... melhor tudo... Mas nada cumpriu. E despertamos, de um dia para o outro com a realidade, nua e crua das contas públicas. Buracos e mais buracos... E os Gestores Públicos levam a maior fatia. É incrível como apenas 46 gestores já levam 7,5 milhões de euros. Um autêntico assalto aos cofres das empresas públicas. Não faz qualquer sentido. Vêm sempre com a desculpa da excelência nos resultados, quando os há e são bons. Mas quando há prejuízos (como os da TAP) aí a coisa já muda de figura. Ora, se gerem bem, não fazem mais do que a sua obrigação. Foi para isso que os contrataram E se gerem mal a empresa, rua com eles. E que paguem pelos prejuízos... ! Afinal, quando houve ganhos, levaram a pasta...! Mas não é isso que se passa! Se as empresas dão prejuízo (como o caso da TAP) pagamos nós, os portugueses, com os impostos. Onde está a política do utilizador pagador se quem nunca andou de avião está a pagar os prejuízos da TAP?
Lérias, lérias... Claro. Os ricos (ou remediados na sua maioria!) que viajam diariamente de avião (por certo devem lembrar-se da notícia sobre As Viagens da deputada Inês de Medeiros...!) que paguem os bilhetes mais caros ou que fechem a companhia. Vamos lá jogar com as mesmas regras dos demais sectores... Ou só se fala de excelência quando dá jeito?
Afinal, Ryanair consegue vender os bilhetes muito mais baratos para um grande número de destinos. E terá de dar lucro caso contrário fecharia. mas as empresas do estado funcionam de maneira diferente. Se dão lucro, distribuem a maioria dos ganhos entre os seus administradores subindo-lhes o ordenado (e o Estado fica a ver navios!). Se dão prejuízo, lá vão buscar dinheirinho dos contribuintes ao Orçamento de Estado... Mas que porcaria de governação é esta? Até quando teremos de aguentar com isto? E, o pior ainda, é que muitas daquelas que dão prejuízo anualmente desde longa data, têm administradores ou gestores com salários chorudíssimos (como o caso da TAP, superior a 400.000 euros por mês!...). Uma vergonha nacional. Um atentado à dignidade de quem se suja e sua a camisa para no fim do mês ganhar menos de 600 euros!
Por isso, este governo incompetente pode até prometer a Lua e as Estrelas... prometer o Céu e a Terra... que o único que deles poderemos esperar é um Inferno. É um Governo medíocre que só sabe exigir aos outros "excelência" mas que é constituído, essencialmente, por incompetentes. Por isso caminhamos, seguramente e a passos largos, para o abismo. Ora, temos um governo chefiado por um vaidoso que nunca irá perceber que, quando o destino é o abismo... a melhor forma de seguir em frente é... dar um passo atrás ! Por isso, Sócrates só se dará conta do destino do barco tiver o mesmo destino do que aparece na Tempestade Perfeita.
Os governos de José Sócrates tentaram destruir o que funcionava bem nos mais diversos sectores da sociedade. Simplesmente porque há que mudar as coisas. O objectivo é claro: justificar a nomeação de uma quantidade de amigos para os mais diversos lugares públicos. E isso só se consegue destruindo o que funciona bem para, funcionando mal, justificar a intervenção dos (ainda que mais incompetentes) boys do partido que se encarregarão de dominar as classes e destruir o funcionamento do sistema democrático.
Desde a saúde à Educação, passando pelas estruturas rodoviárias, Portugal está cada vez mais na cauda da Europa. Aos socialistas portugueses ficaremos, eternamente gratos, por nos darem esta honra de sermos os melhores em alguma coisa: a afundar o país. Aliás, Sócrates é o timoneiro de um barco que enfrentou a Tempestade Perfeita. Eram estes os temos que Sócrates utilizava para, vaidosamente (pobre, coitado, nem sabia de que ia o filme!) resumir o balanço final da sua primeira legislatura. É triste. Mesmo muito triste. É triste que Portugal tenha um Primeiro Ministro que, mesmo com um diploma de licenciado em engenharia envolvido em tantas polémicas, seja tão ignorante. Para onde vamos com tanta incompetência? Vejam o noticiado no PÚBLICO :
Carlos Moreno (O autor do livro "Onde o Estado Gasta o Nosso Dinheiro") auditou os contratos de muitas das PPP quando estava no Tribunal de Contas. E disse que os contratos da Parcerias Público-Privadas (PPP) deveriam ser renegociados. Ora, tal situação só confirma a incompetência de governantes que sempre falam de exigir mais e mais excelência aos trabalhadores da Função Pública, mas que mais não fazem senão arruinar as finanças do país, de dia para dia... Percebe-se! Percebe-se! Com as "Novas Oportunidades" são os incompetentes que têm direito a exigir mais competência a quem já deu provas dela. Enfim. Uma palhaçada criada pela incompetência (de que nunca serão responsabilizados) dos nossos (des)governantes que continuam a arruinar o país. Nos contratos efectuados, o Estado fica seriamente prejudicado. Carlos moreno referiu que é preciso renegociar os contratos das PPP. E especificou: "Aqueles que se mostram manifestamente desequilibrados em desfavor do Estado concedente, na relação entre o risco assumido pelo Estado, nomeadamente financeiro e comercial, e a taxa de rentabilidade dos concessionários." Exemplos: Metro Sul do Tejo, novas subconcessões da Estradas de Portugal e renegociações dos contratos Scut.
Carlos Moreno disse ao Público que há contratos de PPP que é urgente renegociar. Enquanto membro do tribunal de Contas, Carlos Moreno contabilizou 50.000.000.000 € (CINQUENTA MIL MILHÕES DE EUROS) de encargos só nas parcerias rodoviárias, ferroviárias e da saúde.
Porém, incompetentemente (ou, talvez apenas para enganar, uma vez mais o pacóvio que, com o caminho que Sócrates empreendeu para a Educação, cada vez menos perceberá de contas mercearia quanto mais de finanças...) os documentos publicados pelo Governo "só" atingiam os 28.000.000.000 (VINTE E OITO MIL MILHÕES DE EUROS . Legitimamente, queremos saber, por onde andam os restantes 22 mil milhões? E reafirma que "os bancos e os consórcios concessionários devem participar, ao lado do povo, no saneamento das contas públicas".
E esperam-se novos cortes... É claro que depois é o povo que terá de "apertar o cinto". E optam sempre pelo caminho mais fácil. E a medida mais fácil, como se pode ver, é reduzir os apoios às famílias... Prometeram fazer uma coisa na campanha eleitoral e agora levam a cabo políticas totalmente contrárias às promessas eleitorais que serviram para derrotar a oposição. A isto se chama "jogo sujo". Agora que chegaram ao poleiro, deveriam ser postos na rua imediatamente a seguir à primeira medida que tomaram contrária ao seu programa eleitoral. E, se Durão Barroso, em 2002, desconhecia a situação das finanças (porque quem governava anteriormente era o partido socialista em que o Estado fazia vida de milionário!) que os amigos deste senhor José Sócrates (que já então também fazia parte do (des)Governo da Nação, quando José Sócrates se recandidatou a um novo mandato depois da Tempestade Perfeita do primeiro (que, como se pode ver no vídeo acima, só poderia ter como objectivo afundar o barco!) não tem qualquer desculpa para não saber o estado em que tinha deixado as contas públicas. Ainda assim, na campanha eleitora, prometeu mundos e fundos: desde o TGV ao novo aeroporto (como que se estivesse a sonhar da mesma forma irresponsável com que sonhava Alice no País das Maravilhas). Ora, ele bem sabia como tinha o país. Por isso se recandidatou para continuar a enganar o país... Não estava lhe interessava que viesse "outro como o Durão Barroso" e lhe desmascarasse mais rapidamente a incompetência governativa de que a sociedade se vai agora dando conta, a conta-gotas, porque os mercados internacionais e a Alemanha assim o exigiu: Transparência. Verdade. Eficiência. É o "vale tudo" para se manter no poder deu no que deu. Eles compraram carros novos, submarinos, carros de combate... Eles pagaram para GNR's no Iraque e no Afganistão... Enfim... E o povo que passe fome.
Ora perguntamos:
Por que não se corta na despesa e luxos dos representantes máximos do Estado, ou nos salários milionários de administradores ou gestores de empresas públicas? Ah. Isso, nem pensar: é lá que se encontram os boys nomeados pelo partido. Claro. É lá que estão os boys... E nos boys não se pode mexer... O Zé pavóvio que pague a crise... enquanto outros vão enchendo cada vez masi os bolsos e as contas off-shore até o país ir de uma vez por todas à ruína, isto é, até que se cumpra o destino da Tempestade Perfeita.
E Perguntamos também:
Por que motivo se recuou na medida anunciada segundo a qual "O Governo avança ainda com a eliminação da possibilidade de acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação. "
Mas, se é verdade neste jogo de poder, com a viabilização do Orçamento do Estado para 2011, José Sócrates acaba de ganhar "mais uma vida", não é menos verdade que ela está por um fio. Temos que esperar que essa vida seja suficiente para que o Governo de Sócrates encontre onde cortar os 500 milhões que faltam para acertar as contas do Estado.
Por tudo isto se conclui que na campanha eleitoral José Sócrates enganou o povo. José Sócrates enganou o país. e o Presidente da República. Apresentou um país com capacidade económica e financeira para grandes investimentos e nem sequer tem a possibilidade de manter o abono de família... Uma vergonha, senhor "injinheiro"...
Assim se confirma o que há já muitos anos defendemos: que enquanto um Presidente da República não for eleito para um único mandato (de 7 anos, por exemplo) nunca mais teremos um Homem na Presidência da República (que é eleito nominalmente!) capaz de obrigar os governantes eleitos (sejam de que partido forem) a falar verdade ao povo, a servir o país e não a servirem-se do país. Só num democracia retrógrada como a nossa é possível que um bando de incompetentes enganem o povo e continuem no poder...
in: http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/38917.html
- Um jovem de 18 anos recebe 200€ do Estado para não trabalhar; Um idoso recebe de reforma 236€ depois de toda uma vida do trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
- O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; O Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Um professor leva uma coça de um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados.
- No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 metros E não tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo E depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, Mas é proibido consumir droga nas prisões!
- No exame final de 12º ano se és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou-o por fax num domingo e é engenheiro.
- Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal.
- Um jovem de 15 leva uma chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem.
6 Presos que mataram e violaram idosos vivem numa cela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, Mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar coima e juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
- Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança.
Se fosse drogado, não pagava nada!
Obrigado Portugal. Estamos ORGULHOSOS
in: anónimo
Utentes de Xabregas acusam a direcção de prepotência e denunciaram o caso ao PGR. Centro não o nega.
Uma mulher idosa "bastante debilitada" entrou no Centro de Acolhimento de Xabregas numa sexta-feira à tarde para lá ficar o fim-de-semana. Dormiu e, no dia se- guinte, não entregou a chave do cadeado do armário como obriga o regulamento. Nessa noite, não foi autorizada a entrar e "dormiu à porta". "Foi encontrada morta. O INEM já nada pôde fazer."
A morte da mulher é denunciada pelos sem-abrigo antigos do Centro de Acolhimento de Xabregas (CAX), que garantem que aconteceu em 2010 e foi a gota de água que fez transbordar as queixas em relação à gestão de João Barros, em funções desde 2007.
"Um auxílio não se nega a ninguém. O caso foi abafado e não foram apuradas as responsabilidades", protesta Osvaldo Moleirinho, 53 anos, que frequenta o CAX há 12. É quem dá a cara pelos utentes mais antigos e que escreveu cartas para várias instituições públicas, nomeadamente a Câmara Municipal de Lisboa, a Segurança Social e a Procuradoria-Geral da República (PGR). "Acabei de receber uma carta do PGR a dizer que o caso está a ser investigado", informa.
O Centro de Acolhimento de Xabregas é entendido como uma solução de emergência e não uma residência. Logo, os sem-abrigo deixam os objectos pessoais num cacifo durante a noite e são obrigados a retirá-los no dia seguinte.
"O dr. João Barros implementou uma nova regra: todos os utentes que à saída se esqueçam de entregar a chave do cadeado do armário passam essa noite na rua", conta Osvaldo Moleirinho.
ex fp16.01.2011/11:48 |
Esse senhor é exemplo do que acontece quando se dá poder a mesquinhos. "Joões Barros" grassam por toda a função pública infelizmente...
Anónimo16.01.2011/11:47 |
vergonha16.01.2011/08:12 |
Quando ninguém quer saber dos outros e o Estado se demitre de se fiscalizar é o que acontece. Miséria na mais triste acepção da palavra. Que vergonha.
Mário Pinto16.01.2011/08:01 |
É questão de continuarem a votar no PS/D, cheios de medo daquilo que não conhecem, cheios de medo de que os salarios sejam aumentados, as grandes, grandes, empresas nacionalizadas e que tenhamos saude, educação, trabalho e opinião. Que medo dá a liberdade a quem se sente incapaz de perder o "poder" sobre outros, na sua mínima parcela, se atender-mos à dimensão do universo e ao curta que é a nossa vida.O 25 de Abril foi emancipação, mas, realmente, só alguns cresceram.
Anónimo16.01.2011/08:54 |
Gil Fonseca16.01.2011/07:12 |
É à «facho». Típico do país de idiotas com a mania da autoridade que temos. Se fosse nos EUA...meu caro «dr» director, ia provavelmente preso
Ricardo Antunes Ferreira (Porto)16.01.2011/02:45 |
A miséria e a pobreza envergonhada aumentam a cada dia. Aqui no Porto o fenómeno é notório. Basta passear nas ruas à noite sobretudo. E li há dias que por causa da nova pobreza (e enquanto se estoira dinheiro do contribuinte nas "modernices" socráticas do tipo abortos pagos a 100% às 13 000 abortadeiras dos primeiros oito meses de 2010), a taxa de mortalidade infantil está a aumentar em Portugal pela primeira vez em muitas décadas... Aumentou em 2009 e aumentou novamente em 2010. Fenómeno único na Europa. Por isso o governo correu com a Alta Comissária da Saúde, Prof. Maria do Céu Machado, que teve a coragem de denunciar a situação que Sócrates quis a todo o custo esconder.
JOSÉ SÓCRATES TAL COMO OS RESTANTES QUE NOS GOVERNARAM NOS ÚLTIMOS 35 ANOS É UM HOMEM DE CIRCO
Será que a economia vai derrotar a democracia de 1976.
José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.
O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas.
A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.
É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.
Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar.
Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
Ainda há dias eu estava num supermercado, numa fila para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar « 6 x 3 = 18 », contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!
Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.
Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.
Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"
Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...
Nós tivemos nos últimos 10 / 12 anos 4 Primeiros-Ministros:
- Um desapareceu;
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou.
Foi "exilado" para Londres.
O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris.
O Alegre depois não sei para onde ele irá...
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.
Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400?
Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos?
E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!
De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.
Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:
- Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
A minha opinião desde há muito tempo é: TGV - Não !
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro?
Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!
Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...
Receber os prisioneiros de Guantanamo?
Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros.
Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!
Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?
Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."
Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."
Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».
Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.
Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...
Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.
Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!
Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.
Todos os dias tem a sensação que é enganado!
Hernâni Gomes, 53 anos e hoje advogado, chegou a estar em prisão preventiva, entre 2 de Julho de 2002 e 13 de Junho de 2003. Mas, no processo em que foi acusado de corrupção e peculato, acabou absolvido. Em causa estavam suspeitas de ter recebido comissões ilícitas no âmbito de venda de património de uma empresa falida.
Após ter saído da cadeia, pediu licença sem vencimento mas não se livrou de um processo disciplinar que, porém, ficou suspenso enquanto decorria o processo-crime. O procedimento disciplinar foi arquivado em Junho passado.
Hernâni Gomes conserva, portanto, o estatuto de funcionário público mas, mesmo assim, ficou surpreendido com a carta que, há dias, lhe apareceu no correio.
Em concreto, tratava-se do resultado da inspecção ordinária efectuada pelo serviço de Inspecção do Conselho dos Oficiais de Justiça, que incidiu sobre o período entre três de Maio de 1999 e 29 de Dezembro de 2002 - ou seja, o período em que se teria desenvolvido a suposta actividade criminosa e parte dos meses que esteve preso. A classificação final foi de "muito bom" (a nota máxima), com vários elogios nos vários itens de avaliação.
"Depois de ter sido proposta a minha demissão e, mesmo assim, ter sido arquivado o processo por falta de provas, não deixa de ser caricato que, oito anos depois, o Ministério da Justiça venha condecorar-me com muito bom. Afinal, sou um criminoso ou um bom funcionário?", comenta Hernâni Gomes ao JN.
O agora advogado explica que, tal como decidiu quando foi absolvido pelos juízes das Varas Criminais do Porto, em Janeiro do ano passado, o passo seguinte será um processo contra o Estado.
"Vou exigir 1,3 milhões de euros. Foram 11 meses de prisão preventiva. O Estado é o primeiro a violar a presunção de inocência", diz Hernâni Gomes, queixando-se, também, de perseguição do Fisco. "Queriam cobrar IVA de comissões ilícitas que nunca recebi. Tenho colocado o Estado em tribunal por causa de liquidações de impostos ilegais e tenho ganho sempre", diz.
Jornal de Noticias 2010-10-10
Governo recua e permite a acumulação de pensões com salário aos actuais funcionários
A regra que obriga os aposentados que estão em funções públicas a prescindir da pensão só se aplicará no futuro.
Primeiro sim, depois não e agora de novo sim. O Governo recuou e, afinal, os aposentados do Estado que acumulam salários com pensões vão manter-se nesta situação e não serão obrigados a prescindir da reforma.
Em causa estão responsáveis de empresas públicas, consultores, médicos, deputados, autarcas e o próprio Presidente da República, que estejam a acumular o salário pelas funções públicas que desempenham com pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações. Quantas pessoas estão nesta situação é uma incógnita. O único número que existe diz respeito a 66 pessoas que acumulam um terço da pensão com o salário pelo exercício de funções em organismos ou empresas públicas, mas o Ministério das Finanças desconhece "quantos acumulam um terço do salário com pensão, porque esses casos não têm de ser declarados à Caixa Geral de Aposentações".
O recuo foi anunciado ontem no final do Conselho de Ministros que aprovou alguns dos diplomas que permitirão reduzir as despesas do Estado ainda este ano. A justificação dada pelo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, foi a da prudência e a tentativa de evitar eventuais choques com alguns princípios constitucionais.
"O Governo procedeu a uma ponderação acrescida após a consulta aos sindicatos, bem como dos ditames de ordem constitucional. O princípio da tutela e da não retroactividade podiam estar em causa e, por conseguinte, o Governo considerou mais prudente aplicar a norma apenas no futuro e não permitir renovações", precisou o secretário de Estado da Administração Pública, Castilho dos Santos.
Porém, confrontados com o recuo, os sindicatos manifestaram-se perplexos, já que defendiam que a regra se deveria aplicar a todos os que já estão acumular salários e com um terço da pensão ou vice-versa. "Nos encontros de quarta-feira, nada dissemos sobre esta matéria. Sempre defendemos que a regra devia abranger todos", frisou ao PÚBLICO Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que acusa o Governo de proteger estas situações à semelhança do que está a fazer quando decide cortar salários "nos escalões onde há maior número de funcionários".
Já um dos dirigentes do Sindicato para a Administração Pública, José Abraão, vai mais longe. "Estamos indignados. Como é que se corta o abono de família a quem ganha 600 euros e se mantêm pessoas a acumular vencimentos com pensões?", questiona, acrescentado que o recuo denota "falta de coragem política".
Anteontem à noite, fonte das Finanças tinha garantido que a proibição de acumular salários com pensões iria abranger todos os que estivessem já nessa situação e que seriam obrigados a prescindir de uma das remunerações. Mas ontem, e depois de uma análise "legal e de carácter constitucional", o Governo acabou por recuar na aplicação retroactiva da norma.
Só em casos excepcionais é permitido ao aposentado trabalhar no Estado e é necessária a autorização do primeiro-ministro. Mas enquanto na lei em vigor é possível acumular o salário com um terço da pensão ou o contrário, consoante o que for mais favorável para o funcionário, na proposta que o Governo ontem aprovou isso não é possível. Os aposentados que têm autorização para trabalhar nos serviços da Administração Pública têm que prescindir da pensão enquanto estiverem a desempenhar as funções pagas pelo Estado. A regra aplica-se tanto a quem trabalhe em organismos do Estado como a quem desempenha serviços de natureza pública, como os presidentes de câmara ou os deputados. A nova regra é para aplicar ainda este ano.
Público - 09 de Outubro de 2010
Salários MENSAIS
420.000,00 € TAP Fernando Pinto
371.000,00 € CGD Faria de Oliveira
365.000,00 € PT Henrique Granadeiro
250.040,00 € RTP Guilherme Costa
249.448,00 € BANCO PORTUGAL Carlos Costa
247.938,00 € ISP Fernando Nogueira
245.552,00 € CMVM Carlos Tavares
233.857,00 € ERSE Vítor Santos
224.000,00 € ANACOM Amado da Silva
200.200,00 € CTT Mata da Costa
134.197,00 € PARPÚBLICA José Plácido Reis
133.000,00 € ANA Guilhermino Rodrigues
126.686,00 € EDP Pedro Serra
96.507,00 € METRO PORTO António Oliveira Fonseca
89.299,00 € LUSA Afonso Camões
69.110,00 € CP Cardoso dos Reis
66.536,00 € REFER Luís Pardal
66.536,00 € METRO LISBOA Joaquim Reis
58.865,00 € CARRIS José Manuel Rodrigues
58.859,00 € STCP Fernanda Meneses
3.706.630,00 € - TOTAL MENSAL
“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornarmo-nos os autores da nossa própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”
SÓCRATES E A LIBERDADE
Em consequência da revolução de 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos.
Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres?
Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas.
Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.
Em traço grosso, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.
Por isso sinto incómodo em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.
O catálogo é enorme. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.
Mas nem é preciso ir lá fora. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A vídeovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na "comunicação social' em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.
Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.
Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação?
Acordo? Só se for medo...
António Barreto in "Público"