segunda-feira, 11 de maio de 2009

ARTIGO DE NUNO MARKL P/ OS TRINTÕES


A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.

E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. 'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...

Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.

O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche;
Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs;

Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares;

O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus;

O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos;

A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?);

O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa.

Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso.

Não estamos cá?

Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?

E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'

(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)

publico porque sim, só lê quem quer..


"A SIC montou uma gigantesca campanha de promoção para a sua nova série/novela/monte de merda, que dá pelo nome de Rebelde Way.Depois de anos a apanhar bonés, percebeu que a melhor maneira de combater a morangada da TVI era...imitar. É lógico. Era inevitável.Depois de 20 minutos a ver a nova série (o que me provocou uma crise de cólicas da qual só um dia depois começo a recuperar) sinto-me preparado para uma análise.Bora lá. A fórmula é a mesma nos dois canais. Aqui fica a receita:

1 - Pitas boas. Muitas, quanto mais descascadas melhor (as séries de verão são, naturalmente, as melhores, porque eles vão todos juntos para a praia).

2 - Gajos "estilosos". A coisa divide-se em dois: há aqueles que têm quase 30 anos mas fazem de adolescentes, e depois há os que são mesmo adolescentes. Estes últimos são aqueles que se levam a sério enquanto "actores". O requisito essencial para qualquer gajo que entre nestas séries é ter um penteado ridículo.

3 - O Rebelde Way tem gajas do norte. Fazem de gajas daqui, mas aquele sotaque é fodido de perder. Fica ridículo, mas as gajas são boas.

4 - Nos Morangos, a palavra "pessoal" é dita 53 vezes por minuto, normalmente inserida nas frases "Eh pá, pessoal!", no início de cada conversa, ou então "Bora lá, pessoal", antes do início de qualquer actividade.

Agora vamos à bosta que a SIC acabou de parir, com pompa, circunstância, varejeiras e mau cheiro. Chama-se Rebelde Way. Cool, man! O slogan dos Morangos era "Geração Rebelde", mas a inspiração deve ter vindo de outro lado, de certeza.

O que me irrita na poia da SIC é que os gajos são todos betinhos (até os mânfios são todos giros e cool e com uma caracterização ridícula, como se fossem a um baile de máscaras vestidos de agarrados ou arrumadores de carros). Mas depois são bué rebeldes. São bué mauzões, man! A brincar com os seus iPhone, com as suas roupinhas fashion, grandes vidas, mas muita mauzões.

Se há algo que esta geração de morangada não pode ser, não tem direito a ser, é ser rebelde. Rebelde porquê, contra quê? Nunca houve em Portugal geração mais privilegiada do que a actual, à qual esses putos pertencem. Nunca qualquer puto teve tanta liberdade e tanta guita no bolso como esta malta. Nunca as pitas foram tão boas e tão disponíveis para foder com a turma inteira como agora. Nunca houve tamanha liberdade de mandar os pais à merda e exigir uma melhor mesada porque é altura dos saldos.

Rebelde porquê? Em nome de quê?
É claro que isto são pormenores com os quais as novelas não se deparam, nem têm de o fazer. O objectivo é simples: para uma geração tão privilegiada como aquela que é retratada, há que criar uma rebeldia fictícia, porque não é cool ser dondoca aos 16 anos. Mas é o que todos eles são.
Há uns tempos vi, no Largo do Carmo, um bando de uns 15 putos e pitas, vestidos à "dread" com roupinha acabada de comprar na "Pepe Jeans". Um dos putos que ia à frente, não devia ter mais de 16 anos, vem a falar à idiota como se fosse dono da rua, saca duma lata de tinta e escrevinha qualquer coisa de merda na parede. Todos se riram, todos adoraram, e ele foi, durante cinco minutos, o maior do bairro. Não fiz nada, mas devia ter-lhe partido a boca toda.

Todas as últimas gerações antes desta (incluindo a minha, a Geração Rasca, que se transformou na Geração Crise - bem nos foderam com esta merda) tiveram de furar, de lutar, de fazer algo. Havia uma alienação mais ou menos real, que depois se podia traduzir nalguma forma de rebeldia. Não era o 25 de Abril como os nossos pais. A nossa revolução é a dos recibos verdes e da consolidação orçamental. Mas esta morangada sente-se, devido à merda que a televisão lhes serve e aos paizinhos idiotas que (não) a educaram, que é dona do mundo. Quando já és dono do mundo, vais revoltar-te contra quem? E por que raio haverias de o fazer?! E assim vamos nós. Com novelas de putos "rebeldes", feitas por "actores" cujo momento de glória é entrar numa boys band ou aparecer de cú ao léu na capa da FHM, ensinando a todos os outros putos que temos que ter cuidado com as drogas (mas todos os agarrados são limpinhos, assépticos, com os mesmos penteados ridículos), que a gravidez adolescente é má (mas todas as pitas querem foder à grande, porque são donas da sua própria vida e os pais não sabem nada, etc) e que, sobretudo, este mundo lhes deve alguma coisa. Os tomates!!!

A mim e aos meus, o mundo deve alguma coisa. Aos que foram atrás da merda do canudo para trabalhar num call center, aos que se matam a trabalhar e são forçados a ser adultos antes do tempo.

Não a esta cambada de mentecaptos. E depois estas séries vão retratando "problemas sociais da juventude", afagando a consciência de quem "escreve" aquela merda, enquanto ao mesmo tempo incentivam esta visão egocêntrica, egoísta e vácua desta geração acabadinha de sair do forno.

Talvez eu esteja a ficar velho e a soar como o meu pai. Lamento se não é cool. Mas esta merda enoja-me.» Vão ser rebeldes pó caralhete."

Anónimo (senão ainda vou dentro)...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ser professor

"Um grande professor tem uma vida exterior com pouca história. A sua vida integra-se noutras vidas. Estes homens são pilares na estrutura das nossas escolas. São mais essenciais do que as suas pedras e vigas. E continuarão a ser uma força estimulante, e um poder revelador na nossa vida."
anónimo

excertos..

“A juventude envelhece,
a imaturidade é superada,
a ignorância pode ser educada,
a embriaguez passa;
mas a estupidez dura para sempre.”
Aristófanes (sábio grego)

domingo, 3 de maio de 2009

Ayrton Senna da Silva


Neste dia estava em Lisboa a trabalhar na organização da prova de 1º de Maio da CGTP para a Xistarca e foi à hora do almoço que ouvimos que um acidente tinha provocado a morte de Ayrton Senna da Silva.
É impossível esquecer os três campeonatos do mundo de Formula 1 que ele venceu em 1988, 1990 e 1991; as 41 vitórias, as 65 poles, a primeira vitória em Portugal sob uma chuva copiosa ou as seis vitórias no Mónaco, um dos circuitos mais carismáticos de toda a formula 1.


O profundo conhecimento que possuía de mecânica, coragem e determinação conferiram-lhe uma extraordinária capacidade competitiva que dificilmente será igualada.
Numa era em que a formula 1 dependia verdadeiramente das capacidades competitivas dos pilotos, é impossível relembrar o passado sem um travo de emoção e angustia no peito.
O dia 1 de Maio de 1994 eternizou na nossa memória o nome de Ayrton Senna da Silva, o "mago da chuva", o Rei do Mónaco. "O Rei morreu, viva o rei".

Depois desse dia a Formula1 para mim simplesmente acabou..

Estaremos na ante-véspera do Apocalipse??

Armagedon, segundo o Livro do Apocalipse, é o mítico vale em que vai ocorrer o confronto final entre Deus e os espíritos malignos.



Estamos a caminho do Armagedon?

Os sombrios cenários actuais fazem com que biólogos, bioantropólogos e astrofísicos avaliem a possibilidade de extinção da espécie homo sapiens demens, ainda neste século. Apresentam argumentos que merecem ser ponderados. O mais forte parece ser o da superpopulação, articulada com a dificuldade de adaptação às mudanças climáticas.
Na escala biológica verifica-se um crescimento exponencial. A humanidade precisou de um milhão de anos para atingir, em 1850, uma população de um bilião de pessoas. Os espaços temporais entre os índices do crescimento populacional diminuem cada vez mais, e é cada vez mais previsível que até 2050 haverá dez mil milhões de humanos.

É um triunfo da espécie ou um prejuízo para toda a humanidade?


A bióloga Lynn Margulis e seu filho, o escritor científico Dorion Sagan, afirmam no livro Microcosmos que um dos sinais do colapso que afectará a espécie é a rápida superpopulação, com base em dados dos registos fósseis e da própria biologia evolutiva.

Microcosmos da bióloga Lynn Margulis e do filho Dorion Sagan

Isto pode ser comprovado colocando-se colónias de bactérias e nutrientes na cápsula de Petri. Pouco antes de chegarem à beira da placa cilíndrica, e antes de esgotarem os nutrientes, os microorganismos se multiplicam de maneira exponencial. E, repentinamente, morrem. Para a humanidade – comentam os autores – a Terra pode assemelhar-se a uma cápsula de Petri. De fato, ocupamos quase toda a superfície terrestre e deixamos livres apenas 17%: desertos, floresta amazónica e regiões polares. Estamos bem perto da borda física do planeta.

Será um sinal precursor de nossa próxima extinção?



O prémio Nobel de Medicina em 1974, Christian de Duve, afirma no seu livro Vital Dust que estão sendo verificados sintomas que no passado precederam grandes extermínios. A cada ano desaparecem 300 espécies vivas porque chegam ao seu clímax evolutivo. Devido à pressão industrial global sobre a biosfera, o total de desaparecimento de espécies está a chegar a 3,5 mil por ano.


Esta destruição progressiva não ameaça também a nossa espécie?




O falecido astrónomo Carl Sagan via, na tentativa humana de explorar a Lua e enviar sondas espaciais para fora do sistema solar, uma manifestação do inconsciente colectivo que pressente o risco de uma extinção próxima.
A vontade de viver induz-nos a imaginar formas de sobrevivência além da Terra. O astrofísico Stephen Hawking concebe a possibilidade de uma colonização extra-solar com uma espécie de veleiros espaciais impulsionados por raios laser. Contudo, para chegar a outros sistemas planetários, teríamos de percorrer biliões e biliões de quilómetros, faltariam séculos.




O que pensa a teologia cristã deste eventual desaparecimento da espécie humana?


Se o ser humano frustrar sua aventura planetária, significará, sem dúvida alguma, uma tragédia inominável.
No entanto, não seria uma tragédia absoluta. Quando o Filho de Deus assumiu a nossa humanidade, foi ameaçado de morte por Herodes. Durante sua vida foi rechaçado, preso, torturado e, finalmente, assassinado na cruz. Somente então se formalizou o pecado original, que é um processo histórico de negação da vida. Maior perversidade do que matar uma criatura, tirar-lhe a vida, é matar o Autor da vida, o Deus encarnado. Porém, os cristãos testemunham que a última palavra não é a morte, mas a resolução, que não é a reanimação de um cadáver. É a plena realização das potencialidades do ser humano, uma verdadeira revolução dentro da evolução.
Talvez aconteça um salto na direcção anunciada por Pierre Teillhard de Cardin, em 1933: uma irrupção da noosfera, isto é, daquele estado de consciência e de relação com a natureza que inaugurará uma nova convergência de mentes e corações e daí a uma nova era da condição humana. Nesta perspectiva, o cenário actual não seria de tragédia, mas de crise. A crise é purificação e maturidade. Prenuncia um novo início, a dor de um parto promissor e não as penas do naufrágio da aventura humana. O que pode acabar não é a vida humana, mas esta vida humana insensata que ama a guerra e a destruição em massa.
Temos que inaugurar um mundo humano que respeite a vida, dessacralize a violência, que seja pródigo em amor e cuidado a todos os seres, que pratique a justiça verdadeira, que venere o mistério do mundo ao qual chamamos fonte originária ou Deus. Ou, simplesmente, que aprendamos a tratar humanamente todos os seres humanos e com compaixão e respeito toda a criação. Tudo o que existe merece existir. Tudo o que vive merece viver. Especialmente o ser humano.


Autor: Leonardo Boff - Portal do Meio Ambiente

por vezes é precisso pensar qual o fim..

simples exemplos da destruição que estamos a provocar na nossa casa comum

Crescimento urbano de Sidney: 1975 e 2002..

(Fonte: UNEP)

Desflorestação no estado brasileiro da Rondônia: 1975 e 2001..

(Fonte: UNEP)

O Tsunami que atingiu a Indonésia, 2004..

(Fonte: Guardian)

O Lago Chade, em África: 1972 e 2001..

(Fonte: UNEP)

PORTUGUESES os peregrinos do mundo


(Início: 1415; Fim: 1999 ou 2002)

Norte de África:

Aguz (1506-1525) • Alcácer-Ceguer (1458-1550) • Arzila (1471-1550, 1577-1589) • Azamor (1513-1541) • Ceuta (1415-1640) • Mazagão (1485-1550, 1506-1769) • Mogador (1506-1525) • Safim (1488-1541) • Agadir (1505-1769) • Tânger (1471-1662) • Ouadane (1487-meados do século XVI)


África subsariana:

Acra (1557-1578) • Angola (1575-1975) • Ano Bom (1474-1778) • Arguim (1455-1633) • Cabinda (1883-1975) • Cabo Verde (1642-1975) • São Jorge da Mina (1482-1637) • Fernando Pó (1478-1778) • Costa do Ouro (1482-1642) • Guiné Portuguesa (1879-1974) • Melinde (1500-1630) • Mombaça (1593-1698, 1728-1729) • Moçambique (1501-1975) • Quíloa (1505-1512) • Fortaleza de São João Baptista de Ajudá (1680-1961) • São Tomé e Príncipe 1753-1975 • Socotorá (1506-1511) • Zanzibar (1503-1698) • Ziguichor (1645-1888)



Ásia Ocidental:

Bahrein (1521-1602) • Ormuz (1515-1622) • Mascate (1515-1650) • Bandar Abbas (1506-1615)


Subcontinente indiano:

Ceilão Português (1518-1658) • Laquedivas (1498-1545) • Maldivas (1518-1521, 1558-1573) • Índia Portuguesa: Baçaím (1535-1739); Bombaim (Mumbai) (1534-1661); Calecute (1512-1525); Cananor (1502-1663); Chaul (1521-1740); Chittagong (1528-1666); Cochim (1500-1663); Cranganor (1536-1662); Dadrá e Nagar-Aveli (1779-1954); Damão (1559-1962); Diu (1535-1962); Goa (1510-1962); Hughli (1579-1632); Nagapattinam (1507-1657); Paliacate (1518-1619); Coulão (1502-1661); Salsete (1534-1737); Masulipatão (1598-1610); Mangalore (1568-1659); Surate (1540-1612); Thoothukudi (1548-1658); São Tomé de Meliapore (1523-1662; 1687-1749)


Ásia Oriental e Oceânia:

Bante (séc. XVI-XVIII) • Flores (século XVI-XIX) • Macau, como estabelecimento português, colónia e província ultramarina (1557-1976); como território chinês sob administração portuguesa (1976-1999) • Macáçar (1512-1665) • Malaca Portuguesa (1511-1641) • Molucas (Amboina 1576-1605, Ternate 1522-1575, Tidore 1578-1650) • Nagasaki (1571-1639) • Timor Português (Timor-Leste), como colónia e província ultramarina (1642-1975), invadida pela Indonésia, sob o nome de Timor Timur (1975-1999), como protectorado (1999-2002)



América do Norte:

Terra Nova (1501–1570?) • Labrador (1501-1570?) Nova Escócia (1519–1570?)


América Central e do Sul:

Brasil (1500-1822) • Barbados (1536-1620) • Província Cisplatina (1808-1822) • Guiana Francesa (1809-1817) • Colónia do Sacramento (1680-1777) • (Colonização do Brasil)



Madeira e Açores

Estes dois arquipélagos, localizados no Atlântico Norte, foram colonizados pelos portugueses no início do século XV e fizeram parte do Império Português até 1976, quando se tornaram regiões autónomas de Portugal; no entanto, já desde o século XIX que eram encaradas como um prolongamento da metrópole europeia (as chamadas Ilhas Adjacentes) e não colónias. O estatuto especial dos arquipélagos (região autónoma) continuou até hoje, sem grandes alterações.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

29 de Abril de 2009

Confesso que hoje é um dia especial para mim.. é como que o terminar de uma época na minha vida que em bom pensamento marxista diria que foi um plano quinquenal concluído com sucesso na curta, longa caminhada que é a vida temporal.
E nesta hora que chega à hora de ver terminada a hora de conduzir este sonho tornado realidade deixo-vos aqui como tudo começou.. e no início era a delegação regional da Associação de Professores de Geografia..


Junho de 2004


Passámos a grande ilha da Madeira,
Que do muito arvoredo assi se chama;
Das que nós povoamos a primeira,
Mais celebre por nome, que por fama;
Mas nem por ser do mundo a derradeira,
Se lhe avantajam quantas Vénus ama;
Antes, sendo esta sua, se esquecera
De Cypro, Gnido, Paphos e Cythera.”
In Lusíadas


Estrutura Regional do Secretariado

“... porque não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares e a experiência social que eles têm como indivíduos”
Paulo Freire

Assembleia-geral:

Presidente:
Maria Filomena Alves Velho Soares (Escola Secundária Jaime Moniz) número 1174
Secretários
Marco Barbosa Teles (Escola Básica e Secundária de Machico) número 937
João Daniel Gomes Luís (Escola Básica e Secundária da Torre) número 838

Conselho fiscal:
Presidente
Maria Hiolanda da Silva Vieira (E. B. e S. Ângelo Augusto da Silva) número 1172
Secretários
Maria Inês Mendonça Andrade (Escola Básica e Secundária de Santana) número 1175
Edgar Valter Castro Correia (Escola Básica e Secundária do Porto Moniz) número 1177

Direcção:
Presidente:

Joaquim José Sousa (Escola Básica do Porto da Cruz) número 1167
Vice-Presidente
José Ilídio Sousa (E. B. e S. Ângelo Augusto da Silva) número 1178
Vogais
Ana Luísa Cunha Rodrigues (Escola Básica e Secundária de Santa Cruz) número 1166
Hélder Joaquim Ferreira de Sousa (Escola Básica do Porto da Cruz) número 1169
Sara Cristina Caldeira Martins dos Santos (E. B. D. Lucinda de Andrade ) número 1180
Sérgio Paulo Alves Carvalho (Escola Básica e Secundária de Machico) número 1168
Tesoureiro
José Arlindo Aguiar Gouveia (Escola Básica e Secundária de Santa Cruz) número 1163


Áreas de Intervenção/Actividades


“A Educação Geográfica contribui para (...) que os indivíduos tenham consciência do impacto do seu próprio comportamento e do das sociedades onde vivem”.


Relações Institucionais
Coordenador: Joaquim Sousa


A Nível Regional


Secretaria Regional da Educação – Trabalhar em conjunto com a Secretaria Regional de Educação para a implementação da Geografia como disciplina geradora de princípios básicos de cidadania;
Defesa da habilitação própria dos docentes de Geografia para a docência da disciplina de História e Geografia de Portugal;
Elaboração do manual de Geografia da Madeira, enquanto complemento do processo de ensino aprendizagem;
Integração da Geografia nos projectos de desenvolvimento educativo;
Desenvolvimento de todos os protocolos que visem uma melhoria e um aprofundamento da Educação Geográfica em geral e da que diz respeito à Região Autónoma da Madeira, em particular.


A Nível Regional/ Nacional/Internacional

Congressos e Seminários – propõe-se a delegação da Madeira dar visibilidade à actividade dos professores de Geografia, assim como à importância que os mesmos podem ter para o desenvolvimento da região, através da realização de um congresso anual e de outras actividades, das quais destacamos as seguintes:

- Julho de 2004 – “Repensar a Madeira no contexto das Regiões Ultra-periféricas da União Europeia” – integrada no âmbito da Madeira Região Europeia de 2004;

- 2005 – Organização de Congressos – para o qual nos propomos fazer parcerias cientificas e logísticas com diversas entidades, nomeadamente Universidades e Departamentos do Governo Regional

- 2006 - Organização do XX Encontro Nacional de Professores de Geografia;

- Relações com organizações internacionais que possam contribuir para a valorização da educação geográfica.


- Regionalização do currículo de Geografia.


Formação Contínua
Coordenadora: Bernardete Gonçalves


Formação – pelo menos quatro acções por ano;
· As novas tecnologias e o ensino da Geografia;
· A educação Geográfica como factor de Cidadania;
· Geografia – da investigação aplicada à sala de aula;
· Expressão Dramática – práticas de intervenção/animação no quotidiano da Escola;
· Formação dos docentes de Geografia ao nível da Geografia Regional;

- A formação contínua terá, sempre que o solicitar, o apoio do Centro de Formação Professor Orlando Ribeiro, nas modalidades que vierem a ser definidas caso a caso.

- Ligação às Escolas – Pretende a delegação apoiar os docentes de Geografia em todas as suas actividades, na sua integração no meio, na actividade lectiva através de uma base de recursos que os docentes poderão utilizar.


Centro de Recursos
Coordenador: José Ilídio Sousa

Multimédia – Grupo de trabalho que pretende estimular a ligação em rede de todos os docentes de modo a possibilitar um real intercâmbio de informação
· Criação de um grupo de trabalho para, em conjunto com os órgãos nacionais da APG, produzir e fazer a manutenção da página do Secretariado e da Delegação Regional da Madeira;
· Divulgação na Internet do trabalho desenvolvido pelos professores;
· Ligar a página desenvolvida pelo Secretariado Regional da Madeira à página da Associação de Professores de Geografia;
· Criação e manutenção de uma base de dados de e-mails, de modo a possibilitar a troca de experiências e práticas didácticas;

- Mediateca – A delegação na Madeira da A.P.G. propõe-se organizar na sua sede uma biblioteca temática com o apoio de instituições públicas e privadas.

- Promover protocolos com editoras, entidade públicas e privadas de modo a podermos sem despesa criar um espólio bibliográfico.


Publicações
Coordenador: Sérgio Carvalho


- Boletim “ Geo-madeira ”– A delegação propõe-se divulgar as actividades desenvolvidas pelos professores de Geografia em toda a região, assim como as actividades desenvolvidas pela Associação e pela delegação da Madeira.

- Arquivo – A delegação pretende fazer a recolha de todas as informações/ notícias de carácter geográfico na imprensa escrita, na T.V. e na Rádio, regional e nacional.

· Associações de Professores e Sindicatos - Pretende a delegação da Madeira da A.P.G. estabelecer com todas as associações de professores e instituições sindicais relações de partilha de informação, sempre no âmbito pedagógico-didáctico.

Educação Ambiental
Coordenador: Sara Santos


A humanidade vive um momento de viragem decisiva na sua história. Pela primeira vez, é legitimo falar num futuro comum a todas as mulheres e homens. Hoje, ao contrário do que sempre ocorreu nas épocas históricas anteriores, as transformações técnicas, científicas, políticas e económicas não demoram milénios ou séculos a manifestar-se à escala global. As grandes mutações do nosso tempo tornam-se planetárias, nas suas consequências positivas e negativas, quase em tempo real.
Esta é uma época de vertiginosa e acelerada transição. Uma mudança atravessada, todavia, pela presença de forças e tendências fortemente contraditórias.
Nunca o conhecimento atingiu horizontes tão vastos, contudo, jamais foram tão penosos os obstáculos para gerir com sabedoria e equidade as suas aplicações técnico-práticas.
Neste contexto esta associação procurará ser o elo de ligação entre a preservação e a protecção do meio ambiente.

- Secretaria Regional do Ambiente. Se um dos pressupostos do ensino da Geografia é o desenvolvimento de competências ambientais, e se a Secretaria Regional do Ambiente tem por objectivo a defesa e preservação do ambiente, propõe-se o Secretariado da Delegação R.M., trabalhar conjuntamente com esta SRA em projectos de sensibilização e protecção do ambiente.

- Associações de defesa do ambiente – Pretende a Delegação Madeira da A.P.G. estabelecer protocolos com ONGA’s, de modo que o trabalho de uns e a função dos outros se tornem realmente complementares, em continuidade com o trabalho já desenvolvido a nível nacional, pela APG.

- Projectos de inovação ambiental – a escola tem de ser um espaço moderno e activo, nesse sentido procurará esta delegação participar (e proporcionar informação a todos os grupos disciplinares) em todos os projectos regionais, nacionais e internacionais de educação ambiental.


Educação para o Ordenamento do Território
Coordenador: Ana Luísa Carvalho


O ordenamento do território é uma das preocupações fundamentais da sociedade em que vivemos, pois constitui um elo importante para a qualidade de vida dos cidadãos. A Geografia tem aqui um papel de primazia no sentido de educar as novas gerações para um correcto olhar sobre o território e o seu ordenamento. Neste contexto esta Delegação diligenciará várias acções, nomeadamente junto das seguintes instituições:


- Câmaras Municipais no sentido dos geógrafos participarem em grupos de trabalho, seja ao nível do plano sócio ambiental. Esta interacção permite ao Geógrafo desenvolver-se enquanto profissional pois está a diversificar a sua área de actuação e ao mesmo tempo está valorizar a formação e o papel da Geografia na sociedade.


Valorização Sócio-Educativa da Geografia
Coordenador: Hélder Sousa

- Projectos e concursos – ligação e cooperação entre professores, intra e inter-escolas, nomeadamente através da promoção de actividades de diferentes tipos, que permitam a partilha e o aprofundamento de aspectos lúdico-didácticos valorizadores do papel formativo da educação geográfica.

· Organização de passeios pedestres pelas levadas da Madeira.

· Concurso de Fotografia – “Madeira uma terra de mil lugares” para alunos de Geografia;

· Organização em conjunto com a APG nacional da quinzena da Geografia;

· Concurso Regional de Geografia – com o apoio da Secretaria de Educação e da RTP- Madeira; - para os alunos de Geografia da Região;

· Taça da Madeira de Futsal – com a supervisão da Associação de Futebol da Madeira – e aberto a todos os professores a leccionarem nas escolas da Região

· Gala anual da Geografia - com a apresentação pública de trabalhos realizados pelos alunos de todas as escolas da região, assim como a atribuição dos prémios de mérito


Prioridades

“... porque não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares e a experiência social que eles têm como indivíduos” Paulo Freire


Estabelecem-se as seguintes metas para os próximos cinco anos:
· Instalação física da Delegação da A.P.G., e do centro de formação Prof. Jorge Gaspar;
· Estabelecimento de protocolos com instituições públicas e privadas no sentido de articular a Delegação, as escolas e a comunidade;
· Promoção de estratégias que permitam a formação integral do aluno com sucesso;
· Participação em todas as actividades que tornem a Escola um lugar privilegiado de estudo e de reflexão onde o trabalho em equipa e a interdisciplinaridade seja uma realidade;
· Participar activamente em consultas públicas relacionadas com a gestão e ordenamento do território;



e assim foi até 29 de Novembro de 2004..dia que conjuntamente com o Zé Ilídio e o marco Melo decidimos avançar para a AIG

Ontem como hoje padecemos do mesmo mal e deviamos seguir a mesma sugestão..


terça-feira, 28 de abril de 2009

e pensar??? não..


Quando a última árvore tiver tombado,


Quando o último rio tiver secado,


Quando o último peixe for pescado,


Vamos entender que o dinheiro não é comestivel.


(Greenpeace)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

pelo sul do grande Alentejo em Abril de 2009

"el peregrino" em Aljezur

Aljezur é uma graciosa vila portuguesa situada entre o grande Alentejo (berço de Portugal e de portugueses celebres) pertencente ao sub-distrito alentejano de Faro, com cerca de 2700 habitantes.
É sede de um município com 323,65 km² de área e 5 349 habitantes (2006), estando subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município alentejano de Odemira, a leste pelos algarvios Monchique, a sueste por Lagos e a sudoeste por Vila do Bispo e a oeste tem uma extensa costa atlântica. A costa litoral do município faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

sábado, 11 de abril de 2009

hoje fui ao estádio..

e senti-me defraudado, diria mesmo roubado, pois vi um jogo decidido pelo arbitro, não tinha gostado do estrela - Benfica e por isso mesmo fui à catedral ver o Glorioso jogar bem, falhar bastante e ver uma criatura sem nível para apitar nos regionais adulterar o resultado de um jogo :(..
Quere-me parecer que o futebol tal qual o resto da sociedade padece da impunidade nacional, em que não interessa saber ou fazer bem, mas antes conhecer as pessoas certas..

quinta-feira, 9 de abril de 2009

23 de Março de 2009 A decisão está confirmada


Associação Insular de Geografia

Nesta hora em que termina o mandato para o qual fui eleito à quatro anos e no respeito pela coerência de rotatividade que sempre defendi para a nossa instituição, venho por este meio e enquanto presidente em exercício comunicar a todos os sócios e amigos que não serei candidato a um novo mandato.
Na hora da despedida e com a consciência que à medida que se foi tornando parte integrante da vida dos Geógrafos, a Associação Insular de Geografia consolidou-se, nos hábitos de professores e técnicos, com as conferências, seminários, galas, publicação de trabalhos, revista, formação, onde ciência, conhecimento, cultura, sociedade e inovação se conjugam para fazer da geografia uma ciência nobre no universo das ciências.

Considerando que o projecto de oito anos com que convosco me comprometi à quatro está cumprido, decidi em plena consciência não ser candidato a um novo mandato. Podemos dizer que muito mais à a fazer, sem dúvida e é por sentir que temos entre nós colegas que poderão nesta nova fase ter um papel muito mais importante que o meu neste novo ciclo que tomei em consciência a decisão de não ser candidato a novo mandato como presidente da Associação Insular de Geografia. Queria nesta hora que medeia a entrega de listas que ocorreu até 27 de Março e a data das eleições 30 de Abril prestar a minha sentida homenagem a todos aqueles que neste mandato respiraram e suaram por esta nossa camisola:

Assembleia Geral:
Presidente Gilda Dantas
Vice-Presidente Bernardete Pestana
Vogal Luísa Góis

Concelho Fiscal:
Presidente Sérgio Carvalho
Vice-presidente Duarte Silva
Vogal Margarida Gomes

Assembleia de Representantes

Presidente Victor Gomes
Vice-Presidente Valter Correia
Vice-Presidente Inês Mendonça

Direcção:

Presidente Joaquim José Sousa
Vice-Presidente João Daniel
Vice-Presidente Ilídio Sousa
Secretário-Geral Marco Teles
Director Financeiro Marco Melo

Na certeza que continuaremos na senda da inovação e da qualificação da nossa nobre ciência peço também a todos os colegas que no próximo dia 30 de Abril façam o esforço para sufragarem a nova direcção que será liderada pela Mestre Gilda Dantas (Direcção) pelo Dr. João Daniel (Assembleia Geral), pelo Dr. Sérgio Carvalho (Concelho Fiscal) e pelo Mestre Victor Gomes (Assembleia de representantes)..

Com gratidão e profunda amizade agradeço a todos os amigos que nestes dias me contactaram para repensar a decisão tomada, agradeço, com especial relevo as múltiplas conversa que mantive com a Professora Gilda Dantas que várias vezes me procurou dissuadir da decisão tomada..

que sociedade queremos??


Que mundo estamos a construir para passar às próximas gerações e será que o mesmo é passível de ser recordado com admiração e respeito???


Tenho muitas dúvidas.

Parece-me que estamos no final duma era, numa era de desregulação, não só da economia mas também dos valores, preocupa-me que sobre o que poderei dizer a meus netos no ocaso de minha vida, como irei classificar este nosso mundo sem alma ou sentido.

Recordo com saudade os livros e ensinamentos de minha infância, onde não tinha a panóplia tecnológica que hoje nos absorve, aproxima de mundos distantes (leia-se outros povos, países e continentes) mas que inevitavelmente nos deixa reféns dos meios tecnológicos e nos afasta de todos os que nos rodeiam, temos e estabelecemos amizade com pessoas distantes que muitas vezes nunca iremos conhecer, mas não temos oportunidade de conhecer aquelas pessoas que encontrávamos na mercearia, na padeiria , a quem dizíamos bom dia e tratávamos pelo nome.

Que aprendemos hoje e com quem?

Ganhamos dinheiro, perdemos tempo para a família, para os amigos, não vemos ver os filhos crescer e admiramo-nos que estes não se revejam em nós, ou sequer não tenham os nossos valores e princípios.

Sou filho dum homem para quem a sua palavra era lei, coscuvilhice coisa de quem não tinha tacto ou trambelho, convicções - forma de carácter, ambição - projecto de família, dedicação - a tudo o que se faz, ao trabalho, à família e aos amigos, que assumia com frantalidade o que fazia de bom ou de mau, que não era homem de criar casos ou meter veneno, que ouvia os amigos sem necessidade de repetir desabafos ou pensamentos..

É este o mundo que me norteou, um mundo que não existe mais, que cresceu, floresceu e que vai terminar quando o último daquela geração de gente simples proveniente do mundo rural já cá não estiver.

Que temos nós hoje para dar a nossos filhos?

Que o trabalho não compensa, mas um emprego de chefia sim, que a palavra vale enquanto nos interessar, que a coscuvilhice desde que nós dê alguma vantagem é boa, que as confidencias dos amigos são armas de arremeço contra os mesmos, que a ambição é enriquecer depressa ainda que por caminhos tortuosos e o amigo é aquele que nos é útil num dado momento..

Que pessimista dirão alguns?

Recordo uma celebre frase de Albert Einstein "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer" e nesta hora digo e afirmo, tenho a minha profissão consolidada, sou professor, tenho o privilégio de trabalhar com os mais jovens, com o nosso futuro enquanto sociedade.

Vivi e dei aulas na cidade e no campo, no sul, no norte, nos Açores e na Madeira, conheço o meu país, digo mais eu amo o meu país, jurei a nossa bandeira, sinto na mesma e no nosso hino a herança dum povo de bravos e valentes homens e mulheres.

Um povo dum país pequeno e amargurado, que tem vergonha da sua história grandiosa, que por vezes não dignifica os seus heróis, mas enaltece pseudo estrelas conduzindo-as ao Olimpo, uma comunidade em que o saber é preterido em relação ao muito nacional xico-espertismo.

Pois eu digo que admiro a força da palavra de Egas Moniz, a coragem de Martim Moniz, a audácia de Afonso Henriques, a visão do Infante Dom Henrique e de Dom João II, o Humanismo de Aristides de Sousa Mendes, a convicção de Salgueiro Maia que fez a revolução e entregou o poder ao povo sem querer honrarias ou mais proveitos e o heroísmo daqueles que caírem em combate pela nobre bandeira. Com a mesma força com que abomino traidores como o conde andeiro ou aqueles que traíram a pátria aquando da loucura subsequente à abrilada que traiu a pátria e abandonou todos aqueles que nascidos sob a nossa bandeira, lutando pela nossa pátria ficaram abandonados à mercê dos amigos facinoras do poder facinora que se instalou em Portugal, com a mesma força abomino e desprezo aqueles que nos últimos 25 anos roubaram o povo e enriqueceram feito marajás com os dinheiros da União Europeia enquanto estavam como administradores da coisa pública.

Não acredito em Profissão Político - acredito em cidadãos de bem, com profissões tão diversas como professores, advogados, médicos, funcionários diversos, agricultores, etc, etc.. que durante um determinado período de tempo se predispõem a servir a a sua pátria com o seu empenho e saber..


Joaquim Sousa um homem ao serviço da sua pátria e da sua comunidade

"A corrupção é um cancro que mina a nossa democracia e que é suportado duplamente pelos contribuintes que pagam serviços mais caros e de menor qualidade. Desde presidentes de câmara (...) a ex-primeiros ministros com níveis de enriquecimento dignos de mandatários dos petrodólares de Angola, não faltam casos de enriquecimento mal explicados".
Armando Esteves Pereira, "Correio da Manhã", 09-04-2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

sonhos de infância



tinha viste em 1983 - 84 e voltei a ver agora novamente e o encanto mantém-se..

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Champions League - 2008/ 2009

José Águas
Primeiro capitão de uma equipa portuguesa campeã europeia
O sorteio para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões Europeus colocou frente a frente alguns dos grandes favoritos ao título. O que significa que oito destas equipas serão eliminadas nesta fase. Os principais confrontos serão Chelsea x Juventus, Real Madrid x Liverpool e Inter de Milão x Manchester United.

Os confrontos:

Chelsea x Juventus – Serão dois grandes jogos, onde estarão frente a frente Deco, pelos Blues, e Del Piero, pela Velha Senhora. O ponto fraco da Juventus continua a ser a defesa. Como me parece uma equipa mais equilibrada nos três sectores do campo, os ingleses partem com algum favoritismo na eliminatória. – Apurado: Chelsea

Panathinaikos x Villarreal – A equipa grega fez uma fase de classificação extraordinária, tendo mostrado uma boa capacidade competitiva. Porém, o “Submarino Amarelo” tem uma equipa com mais opções e mais regular. O avançado Nihat tem feito a diferença e poderá ser o destaque do duelo. – Apurado: Villarreal

Bayern de Munique x Sporting – Se jogar como jogou contra o Glorioso Benfica o Sporting poderá ter uma palavra a dizer – há que dizer a Liedson que o Bayern é o Benfica. A equipe do Bayern é mais compacta e tem nos seus quadros atletas como Lúcio, Lanm, Zé Roberto, Ribery, Van Bommel, Klose e Luca Toni. Os bávaros devem ganhar o primeiro jogo e empatar o segundo. Apurado – Bayern de Munique

Atlético de Madrid x Porto – Com um investimento forte para a temporada 2008/2009, a segunda equipa da capital espanhola realizou uma óptima primeira fase na Champions. Já a segunda equipa de Portugal o Futebol Clube do Porto não ficou atrás. Tendo-se reforçado com o super herói Hulk primeiro destaque da Liga Portuguesa, o Porto ficou em primeiro lugar no seu grupo à frente do favorito Arsenal. Será um jogo muito equilibrado. Ainda para mais quando dum lado estará um conjunto de grandes jogadores Kun Aguero, Maxi Rodrigues, Forlan, Simão Saborosa (Atlético) x e do outro uma Equipa com grandes jogadores como Lucho González ou Hulk (Porto). Apurado – Porto

Lyon x Barcelona – O tradicional vencedor do campeonato francês defronta o melhor ataque da Europa. O trio catalão Messi, Henry e Eto’o vão atormentar a defesa do Lyon. Mesmo com o Lyon muito perto de conquistar o oitavo título nacional seguido, este será o duelo mais desequilibrado de todos. O Barcelona deve atropelar e vencer as duas partidas. Apurado – Barcelona


Real Madrid x Liverpool – Para mim este será o confronto mais espectacular desta eliminatória Serão certamente dois jogos fantásticos e que prometem muito aos adeptos do futebol. Grandes jogadores dum lado e de outro e dois estilos antagónicos de encarar o jogo. O Real joga mais aberto pelas laterais e aposta na velocidade para surpreender os adversários. Já o Liverpool é uma equipa que privilegia a posse de bola, um jogo de passe de longa distância, alicerçado numa forte componente física. Comparando as duas “escolas”, e a história recente o lógico seria a classificação do Liverpool. Porém, não será tão fácil assim, o Real de Juande Ramos está confiante e a jogar muito futebol, e depois a camisa blanca dos merengues tem muito peso. O problema é que a vermelha dos “Reds” também tem. Apurado – Liverpool
Arsenal x Roma – Provavelmente dois jogos de futebol de ataque, solto, alegre e bonito. As duas equipas estão a fazer um campeonato abaixo das expectativas nas respectivas ligas, mas têm grandes jogadores e de grande qualidade técnica. Os ingleses do Arsenal já devem poder dispor da muita artilharia ofensiva que dispõem. Pelo lado italiano, a Roma ainda que tendo perdido alguns jogadores para esta temporada, mantém a base do ano anterior. Apurado - Roma
Inter de Milão x Manchester United – Provavelmente o melhor confronto dos oitavos de final! Os actuais campeões terão pela frente a experiente equipa de José Mourinho o Inter de Milão, tri-campeão italiano. Certamente serão duas verdadeiras batalhas técnico-tacticas para definir o vencedor. Cristiano Ronaldo, Tevez, Berbatov, Ferdinand e Rooney do lado inglês e Adriano, Figo, Muntari e Ibrahimovic para os italianos. Se nos concentrarmos no ataque então os campeões europeus serão os favoritos. No entanto, o clube neroazzuri tem um técnico especial - José Mourinho. É esperar para ver... Apurado - Manchester United