domingo, 28 de junho de 2009

para ler e reflectir


Os milhões de muçulmanos que nos últimos anos desaguaram na Europa, vieram para cá com uma mão à frente e outra atrás, suplicando emprego e protecção democrática.
Umas vezes por caridade, outras por conveniência, outras ainda por desleixo, recebemos nas nossas casas, estes restos humanos de uma cultura retrógrada, e temo-los agora instalados no sofá, de telecomando na mão, a ditar ordens sobre o que vestimos, o que comemos, o que dizemos, o que desenhamos, e a largar postas de pescada sobre aquilo que somos e o que, na sua opinião, devemos ser.
Um pouco por toda a Europa, estas guardas avançadas da jihad contam com aliados compreensivos e dispostos a pôr-se de gatas, declamando o credo multiculturalista que, manejado por uma certa esquerda, divide as sociedades e detrói o pluralismo.A História ensina-nos que uma sociedade dividida em comunidades que recusam as regras nas quais assenta a vida em comum, dificilmente sobreviverá ao tempo, especialmente quando uma dessas sub comunidades se apoia no dogmatismo e é geneticamente intolerante.


Os exemplos do suicídio europeu abundam


Ainda à poucas semanas, por exemplo, o Presidente da Câmara de Treviso, Itália, decidiu que as mulheres podiam frequentar a escola vestidas com a burka, com o apoio entusiasmado da Ministra da Família, a Srª Rosy Bindi, pertencente a um governo de esquerda.
A Srª Rosy, chegou mesmo ao ponto de dizer que esse vestuário é um “símbolo de civilização” e equiparou-o ao crucifixo.
Esta discussão já aconteceu em França, no Reino Unido, na Holanda, etc, mas a esquerda repete, ali como em todo o lado, ad eternum as mesmas sentenças estratosféricas e erradas, as mesmas comparações disparatadas.
O véu islâmico não é um crucifixo, mas sim um símbolo externo da submissão feminina e uma marca do seu papel subordinado na vida social e familiar.
A burka é um caso extremo e tapa totalmente o rosto, deixando apenas os olhos descobertos, se bem que existam versões que até os olhos ocultam, obrigando as mulheres a ver o mundo aos quadradinhos, por detrás de uma rede. Isto cria problemas para elas, podemos imaginar, mas também para a sociedade, uma vez que dificulta a identificação e a interacção social. Mas é sobretudo uma maneira de proclamar a impureza da mulher e o seu estatuto de mera propriedade do macho.
Nas nossas sociedades, a igualdade entre sexos é algo que não podemos relativizar em função de banalidades multiculturalistas. Faz parte, tal como a liberdade de expressão, dos alicerces da civilização e tenho a certeza de que nenhum pai gostaria que as suas filhas vivessem numa sociedade onde fossem sujeitas a este tipo de imposições. É por isso que é obsceno que uma governante diga que esta vergonha é um “símbolo de civilização” .
É também falacioso comparar o uso de um crucifixo ao pescoço, com a exigência islâmica quanto ao vestuário feminino. Desde logo porque o crucifixo é um símbolo discreto, não implica discriminação sexual, nem é uma imposição cultural.
Este tipo de comparações disparatadas revela apenas a hipocrisia dos multiculturalistas sempre prontos a criticar e condenar de forma intolerante, a "sua" cultura e sociedade, ao mesmo tempo que manifestam uma excepcional tolerância e total compreensão para com as culturas alheias. É caricato que pessoas que se consideram a si mesmas “progressistas”, tenham atitudes e opiniões sobre a dignidade humana, que chocam directamente com tudo aquilo que foi duramente alcançado ao longo de séculos de luta. Em vez de procurarem alargar essa dignidade a grupos descriminados de outras culturas, dispõem-se a perpetuar situações a intoleráveis, reconhecendo estatutos opressores e discriminatórios, como aconteceu recentemente na Alemanha, onde uma juíza sentenciou que os homens muçulmanos podiam bater nas mulheres, porque era “uma questão cultural”.
No caso do véu, o argumento de que as mulheres o usam porque querem, é obsceno. Desde pequenas são sujeitas a uma pressão social e familiar a que poucas conseguem fazer frente. Em França, foram referidos inúmeros casos de ameaças explícitas e agressões por parte de “vigilantes” islâmicos, sobre as raparigas em idade escolar.
A chantagem parece resultar e aí temos as democracias a renunciarem aos seus princípios fundamentais, em nome de um multiculturalismo imbecil e suicida.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

de volta à estrada

areal do porto santo
eira do serrado

sempre glorioso

caniçal

penha d'águia em fundo

segunda-feira, 8 de junho de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

ARTIGO DE NUNO MARKL P/ OS TRINTÕES


A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.

E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. 'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...

Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.

O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche;
Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs;

Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares;

O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus;

O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos;

A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?);

O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa.

Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso.

Não estamos cá?

Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?

E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'

(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)

publico porque sim, só lê quem quer..


"A SIC montou uma gigantesca campanha de promoção para a sua nova série/novela/monte de merda, que dá pelo nome de Rebelde Way.Depois de anos a apanhar bonés, percebeu que a melhor maneira de combater a morangada da TVI era...imitar. É lógico. Era inevitável.Depois de 20 minutos a ver a nova série (o que me provocou uma crise de cólicas da qual só um dia depois começo a recuperar) sinto-me preparado para uma análise.Bora lá. A fórmula é a mesma nos dois canais. Aqui fica a receita:

1 - Pitas boas. Muitas, quanto mais descascadas melhor (as séries de verão são, naturalmente, as melhores, porque eles vão todos juntos para a praia).

2 - Gajos "estilosos". A coisa divide-se em dois: há aqueles que têm quase 30 anos mas fazem de adolescentes, e depois há os que são mesmo adolescentes. Estes últimos são aqueles que se levam a sério enquanto "actores". O requisito essencial para qualquer gajo que entre nestas séries é ter um penteado ridículo.

3 - O Rebelde Way tem gajas do norte. Fazem de gajas daqui, mas aquele sotaque é fodido de perder. Fica ridículo, mas as gajas são boas.

4 - Nos Morangos, a palavra "pessoal" é dita 53 vezes por minuto, normalmente inserida nas frases "Eh pá, pessoal!", no início de cada conversa, ou então "Bora lá, pessoal", antes do início de qualquer actividade.

Agora vamos à bosta que a SIC acabou de parir, com pompa, circunstância, varejeiras e mau cheiro. Chama-se Rebelde Way. Cool, man! O slogan dos Morangos era "Geração Rebelde", mas a inspiração deve ter vindo de outro lado, de certeza.

O que me irrita na poia da SIC é que os gajos são todos betinhos (até os mânfios são todos giros e cool e com uma caracterização ridícula, como se fossem a um baile de máscaras vestidos de agarrados ou arrumadores de carros). Mas depois são bué rebeldes. São bué mauzões, man! A brincar com os seus iPhone, com as suas roupinhas fashion, grandes vidas, mas muita mauzões.

Se há algo que esta geração de morangada não pode ser, não tem direito a ser, é ser rebelde. Rebelde porquê, contra quê? Nunca houve em Portugal geração mais privilegiada do que a actual, à qual esses putos pertencem. Nunca qualquer puto teve tanta liberdade e tanta guita no bolso como esta malta. Nunca as pitas foram tão boas e tão disponíveis para foder com a turma inteira como agora. Nunca houve tamanha liberdade de mandar os pais à merda e exigir uma melhor mesada porque é altura dos saldos.

Rebelde porquê? Em nome de quê?
É claro que isto são pormenores com os quais as novelas não se deparam, nem têm de o fazer. O objectivo é simples: para uma geração tão privilegiada como aquela que é retratada, há que criar uma rebeldia fictícia, porque não é cool ser dondoca aos 16 anos. Mas é o que todos eles são.
Há uns tempos vi, no Largo do Carmo, um bando de uns 15 putos e pitas, vestidos à "dread" com roupinha acabada de comprar na "Pepe Jeans". Um dos putos que ia à frente, não devia ter mais de 16 anos, vem a falar à idiota como se fosse dono da rua, saca duma lata de tinta e escrevinha qualquer coisa de merda na parede. Todos se riram, todos adoraram, e ele foi, durante cinco minutos, o maior do bairro. Não fiz nada, mas devia ter-lhe partido a boca toda.

Todas as últimas gerações antes desta (incluindo a minha, a Geração Rasca, que se transformou na Geração Crise - bem nos foderam com esta merda) tiveram de furar, de lutar, de fazer algo. Havia uma alienação mais ou menos real, que depois se podia traduzir nalguma forma de rebeldia. Não era o 25 de Abril como os nossos pais. A nossa revolução é a dos recibos verdes e da consolidação orçamental. Mas esta morangada sente-se, devido à merda que a televisão lhes serve e aos paizinhos idiotas que (não) a educaram, que é dona do mundo. Quando já és dono do mundo, vais revoltar-te contra quem? E por que raio haverias de o fazer?! E assim vamos nós. Com novelas de putos "rebeldes", feitas por "actores" cujo momento de glória é entrar numa boys band ou aparecer de cú ao léu na capa da FHM, ensinando a todos os outros putos que temos que ter cuidado com as drogas (mas todos os agarrados são limpinhos, assépticos, com os mesmos penteados ridículos), que a gravidez adolescente é má (mas todas as pitas querem foder à grande, porque são donas da sua própria vida e os pais não sabem nada, etc) e que, sobretudo, este mundo lhes deve alguma coisa. Os tomates!!!

A mim e aos meus, o mundo deve alguma coisa. Aos que foram atrás da merda do canudo para trabalhar num call center, aos que se matam a trabalhar e são forçados a ser adultos antes do tempo.

Não a esta cambada de mentecaptos. E depois estas séries vão retratando "problemas sociais da juventude", afagando a consciência de quem "escreve" aquela merda, enquanto ao mesmo tempo incentivam esta visão egocêntrica, egoísta e vácua desta geração acabadinha de sair do forno.

Talvez eu esteja a ficar velho e a soar como o meu pai. Lamento se não é cool. Mas esta merda enoja-me.» Vão ser rebeldes pó caralhete."

Anónimo (senão ainda vou dentro)...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ser professor

"Um grande professor tem uma vida exterior com pouca história. A sua vida integra-se noutras vidas. Estes homens são pilares na estrutura das nossas escolas. São mais essenciais do que as suas pedras e vigas. E continuarão a ser uma força estimulante, e um poder revelador na nossa vida."
anónimo

excertos..

“A juventude envelhece,
a imaturidade é superada,
a ignorância pode ser educada,
a embriaguez passa;
mas a estupidez dura para sempre.”
Aristófanes (sábio grego)

domingo, 3 de maio de 2009

Ayrton Senna da Silva


Neste dia estava em Lisboa a trabalhar na organização da prova de 1º de Maio da CGTP para a Xistarca e foi à hora do almoço que ouvimos que um acidente tinha provocado a morte de Ayrton Senna da Silva.
É impossível esquecer os três campeonatos do mundo de Formula 1 que ele venceu em 1988, 1990 e 1991; as 41 vitórias, as 65 poles, a primeira vitória em Portugal sob uma chuva copiosa ou as seis vitórias no Mónaco, um dos circuitos mais carismáticos de toda a formula 1.


O profundo conhecimento que possuía de mecânica, coragem e determinação conferiram-lhe uma extraordinária capacidade competitiva que dificilmente será igualada.
Numa era em que a formula 1 dependia verdadeiramente das capacidades competitivas dos pilotos, é impossível relembrar o passado sem um travo de emoção e angustia no peito.
O dia 1 de Maio de 1994 eternizou na nossa memória o nome de Ayrton Senna da Silva, o "mago da chuva", o Rei do Mónaco. "O Rei morreu, viva o rei".

Depois desse dia a Formula1 para mim simplesmente acabou..

Estaremos na ante-véspera do Apocalipse??

Armagedon, segundo o Livro do Apocalipse, é o mítico vale em que vai ocorrer o confronto final entre Deus e os espíritos malignos.



Estamos a caminho do Armagedon?

Os sombrios cenários actuais fazem com que biólogos, bioantropólogos e astrofísicos avaliem a possibilidade de extinção da espécie homo sapiens demens, ainda neste século. Apresentam argumentos que merecem ser ponderados. O mais forte parece ser o da superpopulação, articulada com a dificuldade de adaptação às mudanças climáticas.
Na escala biológica verifica-se um crescimento exponencial. A humanidade precisou de um milhão de anos para atingir, em 1850, uma população de um bilião de pessoas. Os espaços temporais entre os índices do crescimento populacional diminuem cada vez mais, e é cada vez mais previsível que até 2050 haverá dez mil milhões de humanos.

É um triunfo da espécie ou um prejuízo para toda a humanidade?


A bióloga Lynn Margulis e seu filho, o escritor científico Dorion Sagan, afirmam no livro Microcosmos que um dos sinais do colapso que afectará a espécie é a rápida superpopulação, com base em dados dos registos fósseis e da própria biologia evolutiva.

Microcosmos da bióloga Lynn Margulis e do filho Dorion Sagan

Isto pode ser comprovado colocando-se colónias de bactérias e nutrientes na cápsula de Petri. Pouco antes de chegarem à beira da placa cilíndrica, e antes de esgotarem os nutrientes, os microorganismos se multiplicam de maneira exponencial. E, repentinamente, morrem. Para a humanidade – comentam os autores – a Terra pode assemelhar-se a uma cápsula de Petri. De fato, ocupamos quase toda a superfície terrestre e deixamos livres apenas 17%: desertos, floresta amazónica e regiões polares. Estamos bem perto da borda física do planeta.

Será um sinal precursor de nossa próxima extinção?



O prémio Nobel de Medicina em 1974, Christian de Duve, afirma no seu livro Vital Dust que estão sendo verificados sintomas que no passado precederam grandes extermínios. A cada ano desaparecem 300 espécies vivas porque chegam ao seu clímax evolutivo. Devido à pressão industrial global sobre a biosfera, o total de desaparecimento de espécies está a chegar a 3,5 mil por ano.


Esta destruição progressiva não ameaça também a nossa espécie?




O falecido astrónomo Carl Sagan via, na tentativa humana de explorar a Lua e enviar sondas espaciais para fora do sistema solar, uma manifestação do inconsciente colectivo que pressente o risco de uma extinção próxima.
A vontade de viver induz-nos a imaginar formas de sobrevivência além da Terra. O astrofísico Stephen Hawking concebe a possibilidade de uma colonização extra-solar com uma espécie de veleiros espaciais impulsionados por raios laser. Contudo, para chegar a outros sistemas planetários, teríamos de percorrer biliões e biliões de quilómetros, faltariam séculos.




O que pensa a teologia cristã deste eventual desaparecimento da espécie humana?


Se o ser humano frustrar sua aventura planetária, significará, sem dúvida alguma, uma tragédia inominável.
No entanto, não seria uma tragédia absoluta. Quando o Filho de Deus assumiu a nossa humanidade, foi ameaçado de morte por Herodes. Durante sua vida foi rechaçado, preso, torturado e, finalmente, assassinado na cruz. Somente então se formalizou o pecado original, que é um processo histórico de negação da vida. Maior perversidade do que matar uma criatura, tirar-lhe a vida, é matar o Autor da vida, o Deus encarnado. Porém, os cristãos testemunham que a última palavra não é a morte, mas a resolução, que não é a reanimação de um cadáver. É a plena realização das potencialidades do ser humano, uma verdadeira revolução dentro da evolução.
Talvez aconteça um salto na direcção anunciada por Pierre Teillhard de Cardin, em 1933: uma irrupção da noosfera, isto é, daquele estado de consciência e de relação com a natureza que inaugurará uma nova convergência de mentes e corações e daí a uma nova era da condição humana. Nesta perspectiva, o cenário actual não seria de tragédia, mas de crise. A crise é purificação e maturidade. Prenuncia um novo início, a dor de um parto promissor e não as penas do naufrágio da aventura humana. O que pode acabar não é a vida humana, mas esta vida humana insensata que ama a guerra e a destruição em massa.
Temos que inaugurar um mundo humano que respeite a vida, dessacralize a violência, que seja pródigo em amor e cuidado a todos os seres, que pratique a justiça verdadeira, que venere o mistério do mundo ao qual chamamos fonte originária ou Deus. Ou, simplesmente, que aprendamos a tratar humanamente todos os seres humanos e com compaixão e respeito toda a criação. Tudo o que existe merece existir. Tudo o que vive merece viver. Especialmente o ser humano.


Autor: Leonardo Boff - Portal do Meio Ambiente

por vezes é precisso pensar qual o fim..

simples exemplos da destruição que estamos a provocar na nossa casa comum

Crescimento urbano de Sidney: 1975 e 2002..

(Fonte: UNEP)

Desflorestação no estado brasileiro da Rondônia: 1975 e 2001..

(Fonte: UNEP)

O Tsunami que atingiu a Indonésia, 2004..

(Fonte: Guardian)

O Lago Chade, em África: 1972 e 2001..

(Fonte: UNEP)

PORTUGUESES os peregrinos do mundo


(Início: 1415; Fim: 1999 ou 2002)

Norte de África:

Aguz (1506-1525) • Alcácer-Ceguer (1458-1550) • Arzila (1471-1550, 1577-1589) • Azamor (1513-1541) • Ceuta (1415-1640) • Mazagão (1485-1550, 1506-1769) • Mogador (1506-1525) • Safim (1488-1541) • Agadir (1505-1769) • Tânger (1471-1662) • Ouadane (1487-meados do século XVI)


África subsariana:

Acra (1557-1578) • Angola (1575-1975) • Ano Bom (1474-1778) • Arguim (1455-1633) • Cabinda (1883-1975) • Cabo Verde (1642-1975) • São Jorge da Mina (1482-1637) • Fernando Pó (1478-1778) • Costa do Ouro (1482-1642) • Guiné Portuguesa (1879-1974) • Melinde (1500-1630) • Mombaça (1593-1698, 1728-1729) • Moçambique (1501-1975) • Quíloa (1505-1512) • Fortaleza de São João Baptista de Ajudá (1680-1961) • São Tomé e Príncipe 1753-1975 • Socotorá (1506-1511) • Zanzibar (1503-1698) • Ziguichor (1645-1888)



Ásia Ocidental:

Bahrein (1521-1602) • Ormuz (1515-1622) • Mascate (1515-1650) • Bandar Abbas (1506-1615)


Subcontinente indiano:

Ceilão Português (1518-1658) • Laquedivas (1498-1545) • Maldivas (1518-1521, 1558-1573) • Índia Portuguesa: Baçaím (1535-1739); Bombaim (Mumbai) (1534-1661); Calecute (1512-1525); Cananor (1502-1663); Chaul (1521-1740); Chittagong (1528-1666); Cochim (1500-1663); Cranganor (1536-1662); Dadrá e Nagar-Aveli (1779-1954); Damão (1559-1962); Diu (1535-1962); Goa (1510-1962); Hughli (1579-1632); Nagapattinam (1507-1657); Paliacate (1518-1619); Coulão (1502-1661); Salsete (1534-1737); Masulipatão (1598-1610); Mangalore (1568-1659); Surate (1540-1612); Thoothukudi (1548-1658); São Tomé de Meliapore (1523-1662; 1687-1749)


Ásia Oriental e Oceânia:

Bante (séc. XVI-XVIII) • Flores (século XVI-XIX) • Macau, como estabelecimento português, colónia e província ultramarina (1557-1976); como território chinês sob administração portuguesa (1976-1999) • Macáçar (1512-1665) • Malaca Portuguesa (1511-1641) • Molucas (Amboina 1576-1605, Ternate 1522-1575, Tidore 1578-1650) • Nagasaki (1571-1639) • Timor Português (Timor-Leste), como colónia e província ultramarina (1642-1975), invadida pela Indonésia, sob o nome de Timor Timur (1975-1999), como protectorado (1999-2002)



América do Norte:

Terra Nova (1501–1570?) • Labrador (1501-1570?) Nova Escócia (1519–1570?)


América Central e do Sul:

Brasil (1500-1822) • Barbados (1536-1620) • Província Cisplatina (1808-1822) • Guiana Francesa (1809-1817) • Colónia do Sacramento (1680-1777) • (Colonização do Brasil)



Madeira e Açores

Estes dois arquipélagos, localizados no Atlântico Norte, foram colonizados pelos portugueses no início do século XV e fizeram parte do Império Português até 1976, quando se tornaram regiões autónomas de Portugal; no entanto, já desde o século XIX que eram encaradas como um prolongamento da metrópole europeia (as chamadas Ilhas Adjacentes) e não colónias. O estatuto especial dos arquipélagos (região autónoma) continuou até hoje, sem grandes alterações.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

29 de Abril de 2009

Confesso que hoje é um dia especial para mim.. é como que o terminar de uma época na minha vida que em bom pensamento marxista diria que foi um plano quinquenal concluído com sucesso na curta, longa caminhada que é a vida temporal.
E nesta hora que chega à hora de ver terminada a hora de conduzir este sonho tornado realidade deixo-vos aqui como tudo começou.. e no início era a delegação regional da Associação de Professores de Geografia..


Junho de 2004


Passámos a grande ilha da Madeira,
Que do muito arvoredo assi se chama;
Das que nós povoamos a primeira,
Mais celebre por nome, que por fama;
Mas nem por ser do mundo a derradeira,
Se lhe avantajam quantas Vénus ama;
Antes, sendo esta sua, se esquecera
De Cypro, Gnido, Paphos e Cythera.”
In Lusíadas


Estrutura Regional do Secretariado

“... porque não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares e a experiência social que eles têm como indivíduos”
Paulo Freire

Assembleia-geral:

Presidente:
Maria Filomena Alves Velho Soares (Escola Secundária Jaime Moniz) número 1174
Secretários
Marco Barbosa Teles (Escola Básica e Secundária de Machico) número 937
João Daniel Gomes Luís (Escola Básica e Secundária da Torre) número 838

Conselho fiscal:
Presidente
Maria Hiolanda da Silva Vieira (E. B. e S. Ângelo Augusto da Silva) número 1172
Secretários
Maria Inês Mendonça Andrade (Escola Básica e Secundária de Santana) número 1175
Edgar Valter Castro Correia (Escola Básica e Secundária do Porto Moniz) número 1177

Direcção:
Presidente:

Joaquim José Sousa (Escola Básica do Porto da Cruz) número 1167
Vice-Presidente
José Ilídio Sousa (E. B. e S. Ângelo Augusto da Silva) número 1178
Vogais
Ana Luísa Cunha Rodrigues (Escola Básica e Secundária de Santa Cruz) número 1166
Hélder Joaquim Ferreira de Sousa (Escola Básica do Porto da Cruz) número 1169
Sara Cristina Caldeira Martins dos Santos (E. B. D. Lucinda de Andrade ) número 1180
Sérgio Paulo Alves Carvalho (Escola Básica e Secundária de Machico) número 1168
Tesoureiro
José Arlindo Aguiar Gouveia (Escola Básica e Secundária de Santa Cruz) número 1163


Áreas de Intervenção/Actividades


“A Educação Geográfica contribui para (...) que os indivíduos tenham consciência do impacto do seu próprio comportamento e do das sociedades onde vivem”.


Relações Institucionais
Coordenador: Joaquim Sousa


A Nível Regional


Secretaria Regional da Educação – Trabalhar em conjunto com a Secretaria Regional de Educação para a implementação da Geografia como disciplina geradora de princípios básicos de cidadania;
Defesa da habilitação própria dos docentes de Geografia para a docência da disciplina de História e Geografia de Portugal;
Elaboração do manual de Geografia da Madeira, enquanto complemento do processo de ensino aprendizagem;
Integração da Geografia nos projectos de desenvolvimento educativo;
Desenvolvimento de todos os protocolos que visem uma melhoria e um aprofundamento da Educação Geográfica em geral e da que diz respeito à Região Autónoma da Madeira, em particular.


A Nível Regional/ Nacional/Internacional

Congressos e Seminários – propõe-se a delegação da Madeira dar visibilidade à actividade dos professores de Geografia, assim como à importância que os mesmos podem ter para o desenvolvimento da região, através da realização de um congresso anual e de outras actividades, das quais destacamos as seguintes:

- Julho de 2004 – “Repensar a Madeira no contexto das Regiões Ultra-periféricas da União Europeia” – integrada no âmbito da Madeira Região Europeia de 2004;

- 2005 – Organização de Congressos – para o qual nos propomos fazer parcerias cientificas e logísticas com diversas entidades, nomeadamente Universidades e Departamentos do Governo Regional

- 2006 - Organização do XX Encontro Nacional de Professores de Geografia;

- Relações com organizações internacionais que possam contribuir para a valorização da educação geográfica.


- Regionalização do currículo de Geografia.


Formação Contínua
Coordenadora: Bernardete Gonçalves


Formação – pelo menos quatro acções por ano;
· As novas tecnologias e o ensino da Geografia;
· A educação Geográfica como factor de Cidadania;
· Geografia – da investigação aplicada à sala de aula;
· Expressão Dramática – práticas de intervenção/animação no quotidiano da Escola;
· Formação dos docentes de Geografia ao nível da Geografia Regional;

- A formação contínua terá, sempre que o solicitar, o apoio do Centro de Formação Professor Orlando Ribeiro, nas modalidades que vierem a ser definidas caso a caso.

- Ligação às Escolas – Pretende a delegação apoiar os docentes de Geografia em todas as suas actividades, na sua integração no meio, na actividade lectiva através de uma base de recursos que os docentes poderão utilizar.


Centro de Recursos
Coordenador: José Ilídio Sousa

Multimédia – Grupo de trabalho que pretende estimular a ligação em rede de todos os docentes de modo a possibilitar um real intercâmbio de informação
· Criação de um grupo de trabalho para, em conjunto com os órgãos nacionais da APG, produzir e fazer a manutenção da página do Secretariado e da Delegação Regional da Madeira;
· Divulgação na Internet do trabalho desenvolvido pelos professores;
· Ligar a página desenvolvida pelo Secretariado Regional da Madeira à página da Associação de Professores de Geografia;
· Criação e manutenção de uma base de dados de e-mails, de modo a possibilitar a troca de experiências e práticas didácticas;

- Mediateca – A delegação na Madeira da A.P.G. propõe-se organizar na sua sede uma biblioteca temática com o apoio de instituições públicas e privadas.

- Promover protocolos com editoras, entidade públicas e privadas de modo a podermos sem despesa criar um espólio bibliográfico.


Publicações
Coordenador: Sérgio Carvalho


- Boletim “ Geo-madeira ”– A delegação propõe-se divulgar as actividades desenvolvidas pelos professores de Geografia em toda a região, assim como as actividades desenvolvidas pela Associação e pela delegação da Madeira.

- Arquivo – A delegação pretende fazer a recolha de todas as informações/ notícias de carácter geográfico na imprensa escrita, na T.V. e na Rádio, regional e nacional.

· Associações de Professores e Sindicatos - Pretende a delegação da Madeira da A.P.G. estabelecer com todas as associações de professores e instituições sindicais relações de partilha de informação, sempre no âmbito pedagógico-didáctico.

Educação Ambiental
Coordenador: Sara Santos


A humanidade vive um momento de viragem decisiva na sua história. Pela primeira vez, é legitimo falar num futuro comum a todas as mulheres e homens. Hoje, ao contrário do que sempre ocorreu nas épocas históricas anteriores, as transformações técnicas, científicas, políticas e económicas não demoram milénios ou séculos a manifestar-se à escala global. As grandes mutações do nosso tempo tornam-se planetárias, nas suas consequências positivas e negativas, quase em tempo real.
Esta é uma época de vertiginosa e acelerada transição. Uma mudança atravessada, todavia, pela presença de forças e tendências fortemente contraditórias.
Nunca o conhecimento atingiu horizontes tão vastos, contudo, jamais foram tão penosos os obstáculos para gerir com sabedoria e equidade as suas aplicações técnico-práticas.
Neste contexto esta associação procurará ser o elo de ligação entre a preservação e a protecção do meio ambiente.

- Secretaria Regional do Ambiente. Se um dos pressupostos do ensino da Geografia é o desenvolvimento de competências ambientais, e se a Secretaria Regional do Ambiente tem por objectivo a defesa e preservação do ambiente, propõe-se o Secretariado da Delegação R.M., trabalhar conjuntamente com esta SRA em projectos de sensibilização e protecção do ambiente.

- Associações de defesa do ambiente – Pretende a Delegação Madeira da A.P.G. estabelecer protocolos com ONGA’s, de modo que o trabalho de uns e a função dos outros se tornem realmente complementares, em continuidade com o trabalho já desenvolvido a nível nacional, pela APG.

- Projectos de inovação ambiental – a escola tem de ser um espaço moderno e activo, nesse sentido procurará esta delegação participar (e proporcionar informação a todos os grupos disciplinares) em todos os projectos regionais, nacionais e internacionais de educação ambiental.


Educação para o Ordenamento do Território
Coordenador: Ana Luísa Carvalho


O ordenamento do território é uma das preocupações fundamentais da sociedade em que vivemos, pois constitui um elo importante para a qualidade de vida dos cidadãos. A Geografia tem aqui um papel de primazia no sentido de educar as novas gerações para um correcto olhar sobre o território e o seu ordenamento. Neste contexto esta Delegação diligenciará várias acções, nomeadamente junto das seguintes instituições:


- Câmaras Municipais no sentido dos geógrafos participarem em grupos de trabalho, seja ao nível do plano sócio ambiental. Esta interacção permite ao Geógrafo desenvolver-se enquanto profissional pois está a diversificar a sua área de actuação e ao mesmo tempo está valorizar a formação e o papel da Geografia na sociedade.


Valorização Sócio-Educativa da Geografia
Coordenador: Hélder Sousa

- Projectos e concursos – ligação e cooperação entre professores, intra e inter-escolas, nomeadamente através da promoção de actividades de diferentes tipos, que permitam a partilha e o aprofundamento de aspectos lúdico-didácticos valorizadores do papel formativo da educação geográfica.

· Organização de passeios pedestres pelas levadas da Madeira.

· Concurso de Fotografia – “Madeira uma terra de mil lugares” para alunos de Geografia;

· Organização em conjunto com a APG nacional da quinzena da Geografia;

· Concurso Regional de Geografia – com o apoio da Secretaria de Educação e da RTP- Madeira; - para os alunos de Geografia da Região;

· Taça da Madeira de Futsal – com a supervisão da Associação de Futebol da Madeira – e aberto a todos os professores a leccionarem nas escolas da Região

· Gala anual da Geografia - com a apresentação pública de trabalhos realizados pelos alunos de todas as escolas da região, assim como a atribuição dos prémios de mérito


Prioridades

“... porque não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares e a experiência social que eles têm como indivíduos” Paulo Freire


Estabelecem-se as seguintes metas para os próximos cinco anos:
· Instalação física da Delegação da A.P.G., e do centro de formação Prof. Jorge Gaspar;
· Estabelecimento de protocolos com instituições públicas e privadas no sentido de articular a Delegação, as escolas e a comunidade;
· Promoção de estratégias que permitam a formação integral do aluno com sucesso;
· Participação em todas as actividades que tornem a Escola um lugar privilegiado de estudo e de reflexão onde o trabalho em equipa e a interdisciplinaridade seja uma realidade;
· Participar activamente em consultas públicas relacionadas com a gestão e ordenamento do território;



e assim foi até 29 de Novembro de 2004..dia que conjuntamente com o Zé Ilídio e o marco Melo decidimos avançar para a AIG

Ontem como hoje padecemos do mesmo mal e deviamos seguir a mesma sugestão..


terça-feira, 28 de abril de 2009

e pensar??? não..


Quando a última árvore tiver tombado,


Quando o último rio tiver secado,


Quando o último peixe for pescado,


Vamos entender que o dinheiro não é comestivel.


(Greenpeace)