quarta-feira, 29 de julho de 2009

As mulheres mais bonitas de Portugal

'Primeiro, as verdades.O Norte é mais Português que Portugal.As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca.
Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.
Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe.
O Sul não existe.
O Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.
Em contra partida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contra partida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável,porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas. O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis,daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos.
O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'.
Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?"

terça-feira, 28 de julho de 2009

pensar e reflectir



"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Miguel Sousa Tavares

domingo, 26 de julho de 2009

UMA NOVA GERAÇÃO DA FAMILIA SOUSA LEVENTA O TROFÉU

Se é possível nos fazemos senão o é torna-mo-lo


XIII triatlo Jovem de Avis - Juvenis
E O GRANDE VENCEDOR FOI:




JOÃO RAFAEL PEREIRA DE SOUSA
04/ 08/ 1994

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Direitos humanos à moda do islão - Ainda vamos acabar com leis assim :(


Uma modelo muçulmana foi condenada por um tribunal islâmico a ser chicoteada por beber uma cerveja num bar, revelou fonte judicial citada pelo jornal «Daily Mail».
Kartika Sari Dewi Shukarno foi esteve perante o juiz, esta segunda-feira, e este condenou a a sete chicotadas e a uma multa de 5,000 ringsit (984 mil euros) por consumir álcool. Para os muçulmanos consumir álcool é uma ofensa religiosa. É raro uma mulher receber esta pena, uma vez que este castigo é normalmente aplicado aos homens.
Shukarno, modelo de 32 anos, acabou por se declarar culpada das acusações de beber cerveja num bar de hotel, em Agosto de 2008.
Os clubes nocturnos da Malásia servem álcool, mas não são obrigados legalmente a verificar se os clientes são muçulmanos antes de os servirem. O clube não foi acusado de nenhuma ofensa.
O juiz não especificou o porquê de uma sentença tão severa, segundo a mesma fonte.
P.S.
Eu qual Viriato quando os sarracenos vierem por ai acima subo a Estrela e com paus e com pedras enquanto tiver forças hei-de lutar contra a infâmia

segunda-feira, 13 de julho de 2009

e 5 anos depois... 06 de Junho de 2004 - 29 de Junho 2009

Exmo. Senhor Director Regional de Educação
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de câmara de lobos
Exma. Senhora Presidente da Assembleia-geral da Associação Insular de Geografia;
Exmos. Colegas da Direcção da Associação insular de Geografia;
- Excelências
– Demais personalidades, minhas senhoras e meus senhores;

Boa tarde a todos e muito obrigado por se juntarem a nós nesta tarde, mau grado as vossas ocupadas agendas. A vossa presença honra-nos e por isso esperamos que o projecto que aqui vos apresentamos cumpra as expectativas e acima de tudo seja útil.

E para começar gostaria de recordar uma afirmação do Prof. Jorge Gaspar
“A constituição de uma Associação de Geografia na Região Autónoma da Madeira é um acontecimento relevante para a vida científica e pedagógica lusófona e um marco na História da Geografia portuguesa”.

É com especial emoção que participo nesta sessão, subordinada à apresentação do guia de geografia da RAM para o 9º ano e que ao mesmo tempo entronizará os novos corpos sociais da nossa Associação.

· Neste dia vão-me perdoar por falar em retrospectiva e assim começar por dizer que nem todas as nossas grandes expectativas iniciais foram atendidas em todas as áreas,
· por exemplo a revista Georam, que teve três edições e não as onze previstas para esta data”,
· mas peço-vos que regressemos dez anos atrás no tempo e ai constatamos que não tínhamos formação da nossa ciência de forma sistemática na região,
· não tínhamos esse momento memorável para alunos, famílias e professores, no qual premiamos os melhores alunos da RAM,
· não tínhamos as conferências do atlântico, seminários, encontros de geografia regional que até nós trouxemos nestes anos académicos tão consagrados como Anthoine Bailey, Louis Marrow, Eric Clark, João Ferrão, Jorge Gaspar, Carminda Cavaco, Rosário Partidário, Carlos Costa, João Albino Silva, Alejandro Gonzalez, Carlos Santana Santana, Viriato Soromenho Marques, Filipe Duarte Santos, Fernando Rebelo, João Mora Porteiro, Fancisco Ferreira, Mario Fortuna entre outros eminentes académicos que conosco partilharam o seu vasto saber na nossa região;
· ou articulistas como Durão Barroso, Alberto João Jardim, Alberto Matta, Gerardo Delgado Aguiar, Herculano Caxinho, entre outros
· Assinamos a declaração das desertas onde consagramos a importância da geografia insular e o nosso compromisso com esta.
· Hoje temos no concelho da geografia a sede social da nossa associação, e em breve certamente teremos ainda melhores instalações, com o apoio da nossa autarquia.
· Sr, presidente quando outros assobiaram para o lado dum modo desconfiado vossa excelência disse presente e sinto que vossa excelência Sabe que pode contar com a minha colaboração tal qual sempre tive a de vossa excelência.
· Instituições como a nossa só podem continuar a exercer a sua actividade com apoios, pois o saber cientifico no nosso país não dá para subsistir, ao longo destes anos a secretaria regional de educação em particular e a direcção regional de educação em especial foram garantes do funcionamento desta casa, se a câmara municipal instalou, vossa excelência sr, director regional acreditou, apoiou e deu-nos a honra de realizar um projecto que nos tínhamos proposto quando ainda éramos delegação regional da associação de professores de geografia.
· Hoje aqui neste momento concluímos o trabalho que nos solicitou com a apresentação do guia de geografia do 9º ano, Sr. Director jamais me esquecerei daquela tarde em que vossa excelência me convidou a organizar uma equipa para regionalizar os conteúdos de geografia, da confiança depositada, que foi acompanhada por efectivas condições técnicas e financeiras para realizar o projecto, sr. Director se este projecto é nosso mais foi de vossa excelência.
· E se Vossa excelência apoiou desde sempre esta instituição a mim marcou-me indelevelmente seja na maneira como exerci a liderança, seja no bom senso que me ensinou a ter nas decisões a tomar, também por isso senhor director regional estou-lhe grato e muito lhe agradeço.
· Eu agradeço a todos vós, geógrafos, tutela, autarcas, amigos pelos momentos em que tive êxito, e peço-vos desculpa pelos momentos em que dalgum modo vos defraudei.
… obrigado e bem hajam…

João Daniel, Joaquim Sousa, Rui Anacleto, Arlindo Gomes, Oliveira Rolo

domingo, 28 de junho de 2009

para ler e reflectir


Os milhões de muçulmanos que nos últimos anos desaguaram na Europa, vieram para cá com uma mão à frente e outra atrás, suplicando emprego e protecção democrática.
Umas vezes por caridade, outras por conveniência, outras ainda por desleixo, recebemos nas nossas casas, estes restos humanos de uma cultura retrógrada, e temo-los agora instalados no sofá, de telecomando na mão, a ditar ordens sobre o que vestimos, o que comemos, o que dizemos, o que desenhamos, e a largar postas de pescada sobre aquilo que somos e o que, na sua opinião, devemos ser.
Um pouco por toda a Europa, estas guardas avançadas da jihad contam com aliados compreensivos e dispostos a pôr-se de gatas, declamando o credo multiculturalista que, manejado por uma certa esquerda, divide as sociedades e detrói o pluralismo.A História ensina-nos que uma sociedade dividida em comunidades que recusam as regras nas quais assenta a vida em comum, dificilmente sobreviverá ao tempo, especialmente quando uma dessas sub comunidades se apoia no dogmatismo e é geneticamente intolerante.


Os exemplos do suicídio europeu abundam


Ainda à poucas semanas, por exemplo, o Presidente da Câmara de Treviso, Itália, decidiu que as mulheres podiam frequentar a escola vestidas com a burka, com o apoio entusiasmado da Ministra da Família, a Srª Rosy Bindi, pertencente a um governo de esquerda.
A Srª Rosy, chegou mesmo ao ponto de dizer que esse vestuário é um “símbolo de civilização” e equiparou-o ao crucifixo.
Esta discussão já aconteceu em França, no Reino Unido, na Holanda, etc, mas a esquerda repete, ali como em todo o lado, ad eternum as mesmas sentenças estratosféricas e erradas, as mesmas comparações disparatadas.
O véu islâmico não é um crucifixo, mas sim um símbolo externo da submissão feminina e uma marca do seu papel subordinado na vida social e familiar.
A burka é um caso extremo e tapa totalmente o rosto, deixando apenas os olhos descobertos, se bem que existam versões que até os olhos ocultam, obrigando as mulheres a ver o mundo aos quadradinhos, por detrás de uma rede. Isto cria problemas para elas, podemos imaginar, mas também para a sociedade, uma vez que dificulta a identificação e a interacção social. Mas é sobretudo uma maneira de proclamar a impureza da mulher e o seu estatuto de mera propriedade do macho.
Nas nossas sociedades, a igualdade entre sexos é algo que não podemos relativizar em função de banalidades multiculturalistas. Faz parte, tal como a liberdade de expressão, dos alicerces da civilização e tenho a certeza de que nenhum pai gostaria que as suas filhas vivessem numa sociedade onde fossem sujeitas a este tipo de imposições. É por isso que é obsceno que uma governante diga que esta vergonha é um “símbolo de civilização” .
É também falacioso comparar o uso de um crucifixo ao pescoço, com a exigência islâmica quanto ao vestuário feminino. Desde logo porque o crucifixo é um símbolo discreto, não implica discriminação sexual, nem é uma imposição cultural.
Este tipo de comparações disparatadas revela apenas a hipocrisia dos multiculturalistas sempre prontos a criticar e condenar de forma intolerante, a "sua" cultura e sociedade, ao mesmo tempo que manifestam uma excepcional tolerância e total compreensão para com as culturas alheias. É caricato que pessoas que se consideram a si mesmas “progressistas”, tenham atitudes e opiniões sobre a dignidade humana, que chocam directamente com tudo aquilo que foi duramente alcançado ao longo de séculos de luta. Em vez de procurarem alargar essa dignidade a grupos descriminados de outras culturas, dispõem-se a perpetuar situações a intoleráveis, reconhecendo estatutos opressores e discriminatórios, como aconteceu recentemente na Alemanha, onde uma juíza sentenciou que os homens muçulmanos podiam bater nas mulheres, porque era “uma questão cultural”.
No caso do véu, o argumento de que as mulheres o usam porque querem, é obsceno. Desde pequenas são sujeitas a uma pressão social e familiar a que poucas conseguem fazer frente. Em França, foram referidos inúmeros casos de ameaças explícitas e agressões por parte de “vigilantes” islâmicos, sobre as raparigas em idade escolar.
A chantagem parece resultar e aí temos as democracias a renunciarem aos seus princípios fundamentais, em nome de um multiculturalismo imbecil e suicida.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

de volta à estrada

areal do porto santo
eira do serrado

sempre glorioso

caniçal

penha d'águia em fundo

segunda-feira, 8 de junho de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

ARTIGO DE NUNO MARKL P/ OS TRINTÕES


A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.

E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. 'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...

Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.

O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche;
Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs;

Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares;

O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus;

O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos;

A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?);

O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa.

Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso.

Não estamos cá?

Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?

E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'

(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)

publico porque sim, só lê quem quer..


"A SIC montou uma gigantesca campanha de promoção para a sua nova série/novela/monte de merda, que dá pelo nome de Rebelde Way.Depois de anos a apanhar bonés, percebeu que a melhor maneira de combater a morangada da TVI era...imitar. É lógico. Era inevitável.Depois de 20 minutos a ver a nova série (o que me provocou uma crise de cólicas da qual só um dia depois começo a recuperar) sinto-me preparado para uma análise.Bora lá. A fórmula é a mesma nos dois canais. Aqui fica a receita:

1 - Pitas boas. Muitas, quanto mais descascadas melhor (as séries de verão são, naturalmente, as melhores, porque eles vão todos juntos para a praia).

2 - Gajos "estilosos". A coisa divide-se em dois: há aqueles que têm quase 30 anos mas fazem de adolescentes, e depois há os que são mesmo adolescentes. Estes últimos são aqueles que se levam a sério enquanto "actores". O requisito essencial para qualquer gajo que entre nestas séries é ter um penteado ridículo.

3 - O Rebelde Way tem gajas do norte. Fazem de gajas daqui, mas aquele sotaque é fodido de perder. Fica ridículo, mas as gajas são boas.

4 - Nos Morangos, a palavra "pessoal" é dita 53 vezes por minuto, normalmente inserida nas frases "Eh pá, pessoal!", no início de cada conversa, ou então "Bora lá, pessoal", antes do início de qualquer actividade.

Agora vamos à bosta que a SIC acabou de parir, com pompa, circunstância, varejeiras e mau cheiro. Chama-se Rebelde Way. Cool, man! O slogan dos Morangos era "Geração Rebelde", mas a inspiração deve ter vindo de outro lado, de certeza.

O que me irrita na poia da SIC é que os gajos são todos betinhos (até os mânfios são todos giros e cool e com uma caracterização ridícula, como se fossem a um baile de máscaras vestidos de agarrados ou arrumadores de carros). Mas depois são bué rebeldes. São bué mauzões, man! A brincar com os seus iPhone, com as suas roupinhas fashion, grandes vidas, mas muita mauzões.

Se há algo que esta geração de morangada não pode ser, não tem direito a ser, é ser rebelde. Rebelde porquê, contra quê? Nunca houve em Portugal geração mais privilegiada do que a actual, à qual esses putos pertencem. Nunca qualquer puto teve tanta liberdade e tanta guita no bolso como esta malta. Nunca as pitas foram tão boas e tão disponíveis para foder com a turma inteira como agora. Nunca houve tamanha liberdade de mandar os pais à merda e exigir uma melhor mesada porque é altura dos saldos.

Rebelde porquê? Em nome de quê?
É claro que isto são pormenores com os quais as novelas não se deparam, nem têm de o fazer. O objectivo é simples: para uma geração tão privilegiada como aquela que é retratada, há que criar uma rebeldia fictícia, porque não é cool ser dondoca aos 16 anos. Mas é o que todos eles são.
Há uns tempos vi, no Largo do Carmo, um bando de uns 15 putos e pitas, vestidos à "dread" com roupinha acabada de comprar na "Pepe Jeans". Um dos putos que ia à frente, não devia ter mais de 16 anos, vem a falar à idiota como se fosse dono da rua, saca duma lata de tinta e escrevinha qualquer coisa de merda na parede. Todos se riram, todos adoraram, e ele foi, durante cinco minutos, o maior do bairro. Não fiz nada, mas devia ter-lhe partido a boca toda.

Todas as últimas gerações antes desta (incluindo a minha, a Geração Rasca, que se transformou na Geração Crise - bem nos foderam com esta merda) tiveram de furar, de lutar, de fazer algo. Havia uma alienação mais ou menos real, que depois se podia traduzir nalguma forma de rebeldia. Não era o 25 de Abril como os nossos pais. A nossa revolução é a dos recibos verdes e da consolidação orçamental. Mas esta morangada sente-se, devido à merda que a televisão lhes serve e aos paizinhos idiotas que (não) a educaram, que é dona do mundo. Quando já és dono do mundo, vais revoltar-te contra quem? E por que raio haverias de o fazer?! E assim vamos nós. Com novelas de putos "rebeldes", feitas por "actores" cujo momento de glória é entrar numa boys band ou aparecer de cú ao léu na capa da FHM, ensinando a todos os outros putos que temos que ter cuidado com as drogas (mas todos os agarrados são limpinhos, assépticos, com os mesmos penteados ridículos), que a gravidez adolescente é má (mas todas as pitas querem foder à grande, porque são donas da sua própria vida e os pais não sabem nada, etc) e que, sobretudo, este mundo lhes deve alguma coisa. Os tomates!!!

A mim e aos meus, o mundo deve alguma coisa. Aos que foram atrás da merda do canudo para trabalhar num call center, aos que se matam a trabalhar e são forçados a ser adultos antes do tempo.

Não a esta cambada de mentecaptos. E depois estas séries vão retratando "problemas sociais da juventude", afagando a consciência de quem "escreve" aquela merda, enquanto ao mesmo tempo incentivam esta visão egocêntrica, egoísta e vácua desta geração acabadinha de sair do forno.

Talvez eu esteja a ficar velho e a soar como o meu pai. Lamento se não é cool. Mas esta merda enoja-me.» Vão ser rebeldes pó caralhete."

Anónimo (senão ainda vou dentro)...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ser professor

"Um grande professor tem uma vida exterior com pouca história. A sua vida integra-se noutras vidas. Estes homens são pilares na estrutura das nossas escolas. São mais essenciais do que as suas pedras e vigas. E continuarão a ser uma força estimulante, e um poder revelador na nossa vida."
anónimo

excertos..

“A juventude envelhece,
a imaturidade é superada,
a ignorância pode ser educada,
a embriaguez passa;
mas a estupidez dura para sempre.”
Aristófanes (sábio grego)

domingo, 3 de maio de 2009

Ayrton Senna da Silva


Neste dia estava em Lisboa a trabalhar na organização da prova de 1º de Maio da CGTP para a Xistarca e foi à hora do almoço que ouvimos que um acidente tinha provocado a morte de Ayrton Senna da Silva.
É impossível esquecer os três campeonatos do mundo de Formula 1 que ele venceu em 1988, 1990 e 1991; as 41 vitórias, as 65 poles, a primeira vitória em Portugal sob uma chuva copiosa ou as seis vitórias no Mónaco, um dos circuitos mais carismáticos de toda a formula 1.


O profundo conhecimento que possuía de mecânica, coragem e determinação conferiram-lhe uma extraordinária capacidade competitiva que dificilmente será igualada.
Numa era em que a formula 1 dependia verdadeiramente das capacidades competitivas dos pilotos, é impossível relembrar o passado sem um travo de emoção e angustia no peito.
O dia 1 de Maio de 1994 eternizou na nossa memória o nome de Ayrton Senna da Silva, o "mago da chuva", o Rei do Mónaco. "O Rei morreu, viva o rei".

Depois desse dia a Formula1 para mim simplesmente acabou..

Estaremos na ante-véspera do Apocalipse??

Armagedon, segundo o Livro do Apocalipse, é o mítico vale em que vai ocorrer o confronto final entre Deus e os espíritos malignos.



Estamos a caminho do Armagedon?

Os sombrios cenários actuais fazem com que biólogos, bioantropólogos e astrofísicos avaliem a possibilidade de extinção da espécie homo sapiens demens, ainda neste século. Apresentam argumentos que merecem ser ponderados. O mais forte parece ser o da superpopulação, articulada com a dificuldade de adaptação às mudanças climáticas.
Na escala biológica verifica-se um crescimento exponencial. A humanidade precisou de um milhão de anos para atingir, em 1850, uma população de um bilião de pessoas. Os espaços temporais entre os índices do crescimento populacional diminuem cada vez mais, e é cada vez mais previsível que até 2050 haverá dez mil milhões de humanos.

É um triunfo da espécie ou um prejuízo para toda a humanidade?


A bióloga Lynn Margulis e seu filho, o escritor científico Dorion Sagan, afirmam no livro Microcosmos que um dos sinais do colapso que afectará a espécie é a rápida superpopulação, com base em dados dos registos fósseis e da própria biologia evolutiva.

Microcosmos da bióloga Lynn Margulis e do filho Dorion Sagan

Isto pode ser comprovado colocando-se colónias de bactérias e nutrientes na cápsula de Petri. Pouco antes de chegarem à beira da placa cilíndrica, e antes de esgotarem os nutrientes, os microorganismos se multiplicam de maneira exponencial. E, repentinamente, morrem. Para a humanidade – comentam os autores – a Terra pode assemelhar-se a uma cápsula de Petri. De fato, ocupamos quase toda a superfície terrestre e deixamos livres apenas 17%: desertos, floresta amazónica e regiões polares. Estamos bem perto da borda física do planeta.

Será um sinal precursor de nossa próxima extinção?



O prémio Nobel de Medicina em 1974, Christian de Duve, afirma no seu livro Vital Dust que estão sendo verificados sintomas que no passado precederam grandes extermínios. A cada ano desaparecem 300 espécies vivas porque chegam ao seu clímax evolutivo. Devido à pressão industrial global sobre a biosfera, o total de desaparecimento de espécies está a chegar a 3,5 mil por ano.


Esta destruição progressiva não ameaça também a nossa espécie?




O falecido astrónomo Carl Sagan via, na tentativa humana de explorar a Lua e enviar sondas espaciais para fora do sistema solar, uma manifestação do inconsciente colectivo que pressente o risco de uma extinção próxima.
A vontade de viver induz-nos a imaginar formas de sobrevivência além da Terra. O astrofísico Stephen Hawking concebe a possibilidade de uma colonização extra-solar com uma espécie de veleiros espaciais impulsionados por raios laser. Contudo, para chegar a outros sistemas planetários, teríamos de percorrer biliões e biliões de quilómetros, faltariam séculos.




O que pensa a teologia cristã deste eventual desaparecimento da espécie humana?


Se o ser humano frustrar sua aventura planetária, significará, sem dúvida alguma, uma tragédia inominável.
No entanto, não seria uma tragédia absoluta. Quando o Filho de Deus assumiu a nossa humanidade, foi ameaçado de morte por Herodes. Durante sua vida foi rechaçado, preso, torturado e, finalmente, assassinado na cruz. Somente então se formalizou o pecado original, que é um processo histórico de negação da vida. Maior perversidade do que matar uma criatura, tirar-lhe a vida, é matar o Autor da vida, o Deus encarnado. Porém, os cristãos testemunham que a última palavra não é a morte, mas a resolução, que não é a reanimação de um cadáver. É a plena realização das potencialidades do ser humano, uma verdadeira revolução dentro da evolução.
Talvez aconteça um salto na direcção anunciada por Pierre Teillhard de Cardin, em 1933: uma irrupção da noosfera, isto é, daquele estado de consciência e de relação com a natureza que inaugurará uma nova convergência de mentes e corações e daí a uma nova era da condição humana. Nesta perspectiva, o cenário actual não seria de tragédia, mas de crise. A crise é purificação e maturidade. Prenuncia um novo início, a dor de um parto promissor e não as penas do naufrágio da aventura humana. O que pode acabar não é a vida humana, mas esta vida humana insensata que ama a guerra e a destruição em massa.
Temos que inaugurar um mundo humano que respeite a vida, dessacralize a violência, que seja pródigo em amor e cuidado a todos os seres, que pratique a justiça verdadeira, que venere o mistério do mundo ao qual chamamos fonte originária ou Deus. Ou, simplesmente, que aprendamos a tratar humanamente todos os seres humanos e com compaixão e respeito toda a criação. Tudo o que existe merece existir. Tudo o que vive merece viver. Especialmente o ser humano.


Autor: Leonardo Boff - Portal do Meio Ambiente

por vezes é precisso pensar qual o fim..

simples exemplos da destruição que estamos a provocar na nossa casa comum

Crescimento urbano de Sidney: 1975 e 2002..

(Fonte: UNEP)

Desflorestação no estado brasileiro da Rondônia: 1975 e 2001..

(Fonte: UNEP)

O Tsunami que atingiu a Indonésia, 2004..

(Fonte: Guardian)

O Lago Chade, em África: 1972 e 2001..

(Fonte: UNEP)

PORTUGUESES os peregrinos do mundo


(Início: 1415; Fim: 1999 ou 2002)

Norte de África:

Aguz (1506-1525) • Alcácer-Ceguer (1458-1550) • Arzila (1471-1550, 1577-1589) • Azamor (1513-1541) • Ceuta (1415-1640) • Mazagão (1485-1550, 1506-1769) • Mogador (1506-1525) • Safim (1488-1541) • Agadir (1505-1769) • Tânger (1471-1662) • Ouadane (1487-meados do século XVI)


África subsariana:

Acra (1557-1578) • Angola (1575-1975) • Ano Bom (1474-1778) • Arguim (1455-1633) • Cabinda (1883-1975) • Cabo Verde (1642-1975) • São Jorge da Mina (1482-1637) • Fernando Pó (1478-1778) • Costa do Ouro (1482-1642) • Guiné Portuguesa (1879-1974) • Melinde (1500-1630) • Mombaça (1593-1698, 1728-1729) • Moçambique (1501-1975) • Quíloa (1505-1512) • Fortaleza de São João Baptista de Ajudá (1680-1961) • São Tomé e Príncipe 1753-1975 • Socotorá (1506-1511) • Zanzibar (1503-1698) • Ziguichor (1645-1888)



Ásia Ocidental:

Bahrein (1521-1602) • Ormuz (1515-1622) • Mascate (1515-1650) • Bandar Abbas (1506-1615)


Subcontinente indiano:

Ceilão Português (1518-1658) • Laquedivas (1498-1545) • Maldivas (1518-1521, 1558-1573) • Índia Portuguesa: Baçaím (1535-1739); Bombaim (Mumbai) (1534-1661); Calecute (1512-1525); Cananor (1502-1663); Chaul (1521-1740); Chittagong (1528-1666); Cochim (1500-1663); Cranganor (1536-1662); Dadrá e Nagar-Aveli (1779-1954); Damão (1559-1962); Diu (1535-1962); Goa (1510-1962); Hughli (1579-1632); Nagapattinam (1507-1657); Paliacate (1518-1619); Coulão (1502-1661); Salsete (1534-1737); Masulipatão (1598-1610); Mangalore (1568-1659); Surate (1540-1612); Thoothukudi (1548-1658); São Tomé de Meliapore (1523-1662; 1687-1749)


Ásia Oriental e Oceânia:

Bante (séc. XVI-XVIII) • Flores (século XVI-XIX) • Macau, como estabelecimento português, colónia e província ultramarina (1557-1976); como território chinês sob administração portuguesa (1976-1999) • Macáçar (1512-1665) • Malaca Portuguesa (1511-1641) • Molucas (Amboina 1576-1605, Ternate 1522-1575, Tidore 1578-1650) • Nagasaki (1571-1639) • Timor Português (Timor-Leste), como colónia e província ultramarina (1642-1975), invadida pela Indonésia, sob o nome de Timor Timur (1975-1999), como protectorado (1999-2002)



América do Norte:

Terra Nova (1501–1570?) • Labrador (1501-1570?) Nova Escócia (1519–1570?)


América Central e do Sul:

Brasil (1500-1822) • Barbados (1536-1620) • Província Cisplatina (1808-1822) • Guiana Francesa (1809-1817) • Colónia do Sacramento (1680-1777) • (Colonização do Brasil)



Madeira e Açores

Estes dois arquipélagos, localizados no Atlântico Norte, foram colonizados pelos portugueses no início do século XV e fizeram parte do Império Português até 1976, quando se tornaram regiões autónomas de Portugal; no entanto, já desde o século XIX que eram encaradas como um prolongamento da metrópole europeia (as chamadas Ilhas Adjacentes) e não colónias. O estatuto especial dos arquipélagos (região autónoma) continuou até hoje, sem grandes alterações.