terça-feira, 12 de outubro de 2010

Será que os Portugueses estarão fartos de ser enganados!

JOSÉ SÓCRATES TAL COMO OS RESTANTES QUE NOS GOVERNARAM NOS ÚLTIMOS 35 ANOS É UM HOMEM DE CIRCO

Será que a economia vai derrotar a democracia de 1976.

José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.

O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas.

A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.

É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.

Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar.

Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"

Ainda há dias eu estava num supermercado, numa fila para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar « 6 x 3 = 18 », contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!

Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.

Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.

Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?

P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?

A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?

Quer dizer, isto está tudo louco?"

Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...

Nós tivemos nos últimos 10 / 12 anos 4 Primeiros-Ministros:

- Um desapareceu;

- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;

- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;

- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"

O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou.

Foi "exilado" para Londres.

O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris.

O Alegre depois não sei para onde ele irá...

Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.

Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400?

Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos?

E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!

De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.

Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:

- Prometem aquilo que sabem que não podem."

A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...

O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha.

Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!

A minha opinião desde há muito tempo é: TGV - Não !

Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.

Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?

Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro?

Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...

Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!

Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo?

Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros.

Olhemos para nós!

A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!

Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?

Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.

Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."

Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...

Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."

Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.

Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».

Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina...

Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...

Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...

Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."

É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.

Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.

Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...

Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...

Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...

Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...

No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?

É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...

Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.

Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.

Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!

Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...

Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...

Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.

Todos os dias tem a sensação que é enganado!

domingo, 10 de outubro de 2010

só num país de corruptos isto é possivel - está na hora da revolta

Funcionário judicial teve 'muito bom' enquanto esteve preso por corrupção


Oito anos após ter deixado o Tribunal de Santo Tirso, por ter sido acusado de corrupção num processo de fraudes com falências, um escrivão recebeu a sua avaliação dos últimos tempos de serviço: "Muito Bom". Mas, antes, o Ministério da Justiça tentou despedi-lo.

Hernâni Gomes, 53 anos e hoje advogado, chegou a estar em prisão preventiva, entre 2 de Julho de 2002 e 13 de Junho de 2003. Mas, no processo em que foi acusado de corrupção e peculato, acabou absolvido. Em causa estavam suspeitas de ter recebido comissões ilícitas no âmbito de venda de património de uma empresa falida.

Após ter saído da cadeia, pediu licença sem vencimento mas não se livrou de um processo disciplinar que, porém, ficou suspenso enquanto decorria o processo-crime. O procedimento disciplinar foi arquivado em Junho passado.

Hernâni Gomes conserva, portanto, o estatuto de funcionário público mas, mesmo assim, ficou surpreendido com a carta que, há dias, lhe apareceu no correio.

Em concreto, tratava-se do resultado da inspecção ordinária efectuada pelo serviço de Inspecção do Conselho dos Oficiais de Justiça, que incidiu sobre o período entre três de Maio de 1999 e 29 de Dezembro de 2002 - ou seja, o período em que se teria desenvolvido a suposta actividade criminosa e parte dos meses que esteve preso. A classificação final foi de "muito bom" (a nota máxima), com vários elogios nos vários itens de avaliação.

"Depois de ter sido proposta a minha demissão e, mesmo assim, ter sido arquivado o processo por falta de provas, não deixa de ser caricato que, oito anos depois, o Ministério da Justiça venha condecorar-me com muito bom. Afinal, sou um criminoso ou um bom funcionário?", comenta Hernâni Gomes ao JN.

O agora advogado explica que, tal como decidiu quando foi absolvido pelos juízes das Varas Criminais do Porto, em Janeiro do ano passado, o passo seguinte será um processo contra o Estado.

"Vou exigir 1,3 milhões de euros. Foram 11 meses de prisão preventiva. O Estado é o primeiro a violar a presunção de inocência", diz Hernâni Gomes, queixando-se, também, de perseguição do Fisco. "Queriam cobrar IVA de comissões ilícitas que nunca recebi. Tenho colocado o Estado em tribunal por causa de liquidações de impostos ilegais e tenho ganho sempre", diz.

Jornal de Noticias 2010-10-10

sábado, 9 de outubro de 2010

AUSTERIDADE PARA A CLASSE MÉDIA - A REVOLUÇÃO É UM DIREITO E COMEÇA A SER UM DEVER

Governo recua e permite a acumulação de pensões com salário aos actuais funcionários

A regra que obriga os aposentados que estão em funções públicas a prescindir da pensão só se aplicará no futuro.

Primeiro sim, depois não e agora de novo sim. O Governo recuou e, afinal, os aposentados do Estado que acumulam salários com pensões vão manter-se nesta situação e não serão obrigados a prescindir da reforma.

Em causa estão responsáveis de empresas públicas, consultores, médicos, deputados, autarcas e o próprio Presidente da República, que estejam a acumular o salário pelas funções públicas que desempenham com pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações. Quantas pessoas estão nesta situação é uma incógnita. O único número que existe diz respeito a 66 pessoas que acumulam um terço da pensão com o salário pelo exercício de funções em organismos ou empresas públicas, mas o Ministério das Finanças desconhece "quantos acumulam um terço do salário com pensão, porque esses casos não têm de ser declarados à Caixa Geral de Aposentações".

O recuo foi anunciado ontem no final do Conselho de Ministros que aprovou alguns dos diplomas que permitirão reduzir as despesas do Estado ainda este ano. A justificação dada pelo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, foi a da prudência e a tentativa de evitar eventuais choques com alguns princípios constitucionais.

"O Governo procedeu a uma ponderação acrescida após a consulta aos sindicatos, bem como dos ditames de ordem constitucional. O princípio da tutela e da não retroactividade podiam estar em causa e, por conseguinte, o Governo considerou mais prudente aplicar a norma apenas no futuro e não permitir renovações", precisou o secretário de Estado da Administração Pública, Castilho dos Santos.

Porém, confrontados com o recuo, os sindicatos manifestaram-se perplexos, já que defendiam que a regra se deveria aplicar a todos os que já estão acumular salários e com um terço da pensão ou vice-versa. "Nos encontros de quarta-feira, nada dissemos sobre esta matéria. Sempre defendemos que a regra devia abranger todos", frisou ao PÚBLICO Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que acusa o Governo de proteger estas situações à semelhança do que está a fazer quando decide cortar salários "nos escalões onde há maior número de funcionários".

Já um dos dirigentes do Sindicato para a Administração Pública, José Abraão, vai mais longe. "Estamos indignados. Como é que se corta o abono de família a quem ganha 600 euros e se mantêm pessoas a acumular vencimentos com pensões?", questiona, acrescentado que o recuo denota "falta de coragem política".

Anteontem à noite, fonte das Finanças tinha garantido que a proibição de acumular salários com pensões iria abranger todos os que estivessem já nessa situação e que seriam obrigados a prescindir de uma das remunerações. Mas ontem, e depois de uma análise "legal e de carácter constitucional", o Governo acabou por recuar na aplicação retroactiva da norma.

Só em casos excepcionais é permitido ao aposentado trabalhar no Estado e é necessária a autorização do primeiro-ministro. Mas enquanto na lei em vigor é possível acumular o salário com um terço da pensão ou o contrário, consoante o que for mais favorável para o funcionário, na proposta que o Governo ontem aprovou isso não é possível. Os aposentados que têm autorização para trabalhar nos serviços da Administração Pública têm que prescindir da pensão enquanto estiverem a desempenhar as funções pagas pelo Estado. A regra aplica-se tanto a quem trabalhe em organismos do Estado como a quem desempenha serviços de natureza pública, como os presidentes de câmara ou os deputados. A nova regra é para aplicar ainda este ano.

Público - 09 de Outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

não é inveja é vergonha..

Salários MENSAIS

420.000,00 € TAP Fernando Pinto
371.000,00 € CGD Faria de Oliveira
365.000,00 € PT Henrique Granadeiro
250.040,00 € RTP Guilherme Costa
249.448,00 € BANCO PORTUGAL Carlos Costa
247.938,00 € ISP Fernando Nogueira
245.552,00 € CMVM Carlos Tavares
233.857,00 € ERSE Vítor Santos
224.000,00 € ANACOM Amado da Silva
200.200,00 € CTT Mata da Costa
134.197,00 € PARPÚBLICA José Plácido Reis
133.000,00 € ANA Guilhermino Rodrigues
126.686,00 € EDP Pedro Serra
96.507,00 € METRO PORTO António Oliveira Fonseca
89.299,00 € LUSA Afonso Camões
69.110,00 € CP Cardoso dos Reis
66.536,00 € REFER Luís Pardal
66.536,00 € METRO LISBOA Joaquim Reis
58.865,00 € CARRIS José Manuel Rodrigues
58.859,00 € STCP Fernanda Meneses

3.706.630,00 € - TOTAL MENSAL

por onde anda o Robin Wood??

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ser Feliz - Fernado Pessoa

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornarmo-nos os autores da nossa própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

artigo de António Barreto in Público

SÓCRATES E A LIBERDADE

Em consequência da revolução de 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos.

Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres?

Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas.

Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.

Em traço grosso, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.

Por isso sinto incómodo em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.

O catálogo é enorme. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.

Mas nem é preciso ir lá fora. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A vídeovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na "comunicação social' em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.

Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.

Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação?

Acordo? Só se for medo...


António Barreto in "Público"

sábado, 31 de julho de 2010

PROVOCAÇÕES A PESSOAS INTELIGENTES:



Einstein recebeu uma carta da miss New Orleans que lhe dizia:
" Prof. Einstein, gostaria de ter um filho seu... A minha justificativa baseia-se no facto de eu ser um modelo de beleza, e tendo um filho com o senhor certamente que o garoto teria a minha beleza e a sua inteligência".

Einstein respondeu:
" Querida miss New Orleans, o meu receio é que o nosso filho tenha a sua inteligência e a minha beleza.

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Quando Churchill fez 80 anos um repórter com menos de 30 anos foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.

Resposta de Churchill:
- Por que não ? Você parece-me bastante saudável.

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Telegramas trocados entre o dramaturgo Bernard Shaw e Churchill.
Convite de Bernard Shaw para Churchill:

"Tenho o prazer e honra convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação minha peça Pigmaleão.
Venha e traga um amigo, se tiver."
Bernard Shaw.

Resposta de Churchill: "Agradeço ilustre escritor o honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver."

Winston Churchill.


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O General Montgomery estava sendo homenageado, por ter vencido Rommel na batalha de África, na IIª Guerra Mundial.
Discurso do General Montgomery:

'Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói '

Churchill ouviu o discurso e retrucou:

' Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.'


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Bate-boca no Parlamento inglês.
Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma deputada oposicionista, Lady Astor, que pediu um aparte .

Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos.
Mas concedeu a palavra à deputada.
E ela disse, alto e bom som:

- Sr. Ministro, se V. Excia. fosse meu marido, colocava veneno no seu chá !

Churchill, lentamente, tirou os óculos, seu olhar astuto percorreu toda a plateia e, naquele silêncio em que todos aguardavam, respondeu:
- Nancy, se eu fosse seu marido, tomaria esse chá com todo o prazer!
-.-.-.-.-

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

não é meu - mas algo tem de ser feito

ONDE ESTÁ A MORAL DESTA GENTE???
ARMANDO VARA, VICE-PRESIDENTE DO B.C.P., FOI APANHADO, NUMA OPERAÇÃO DA P.J., DENOMINADA "FACE OCULTA"... OS SEUS TELEFONEMAS, ESCUTADOS, ERAM A FORMA DE EXIGIR, A EMPRESÁRIOS, AS CHAMADAS "LUVAS", POR FAVORECIMENTO DE NEGÓCIOS, COM GRANDES EMPRESAS, DOMINADAS, DIRECTA OU INDIRECTAMENTE, PELO ESTADO!!! OS PEDIDOS ERAM NA ORDEM DOS 10.000€ PARA CIMA.O CASO ESTÁ CENTRADO NA INVESTIGAÇÃO DAS RELAÇÕES EXISTENTES ENTRE ARMANDO VARA E MANUEL GODINHO (ENTRE OUTROS), DETENTOR DE UM IMPÉRIO NO NEGÓCIO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS, EM OVAR, E COM AS RELAÇÕES EXISTENTES ENTRE ESTE EMPRESÁRIO E GRANDES EMPRESAS DOMINADAS, DIRECTA OU INDIRECTAMENTE, PELO ESTADO!!!MAS TAMBÉM O PRESIDENTE DA R.E.N., E SEU FILHO, SOBRETUDO ESTE ÚLTIMO, FOI "CAÇADO" A PEDIR MILHARES DE EUROS, A UM OUTRO EMPRESÁRIO, EM TROCA DE FAVORES PARECIDOS OU PARALELOS!PELO MENOS, ESTES QUATRO INDIVÍDUOS SÃO SUSPEITOS DE ACTIVIDADE CRIMINOSA, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS E CORRUPÇÃO, BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E PECULATO!SUBORNOS E COMISSÕES PASSAM POR CONTAS, DEPOSITADAS EM PARAÍSOS FISCAIS!!!
JÁ HÁ, AQUI, VÁRIAS QUESTÕES A ABORDAR, E, CUJA RESPOSTA HAVIA DE SER MUITO CLARA, PARA O POVO PERCEBER:
1º. O ENGENHEIRO JOSÉ SÓCRATES NÃO TEM VERGONHA DE QUE TUDO ISTO SE PASSE COM MEMBROS DO SEU PARTIDO, QUE JÁ FIZERAM PARTE DE ANTERIORES GOVERNOS, E QUE DEVERIAM SER OS PRIMEIROS A DAR O EXEMPLO DE SERIEDADE?
2º O ENGENHEIRO JOSÉ SÓCRATES NÃO DEVERIA ESTAR CALADO, QUANDO CRITICA ABERTAMENTE A OPOSIÇÃO, E, PARTICULARMENTE, O P.S.D. E PEDRO SANTANA LOPES, QUANDO ELE PRÓPRIO TEM ESTES RABOS DE PALHA?
3º. O ENGENHEIRO JOSÉ SÓCRATES DÁ A CARA E A VIDA POR TODOS OS MEMBROS DO SEU PARTIDO... NÃO DEVERIA ESTE SR. DEMITIR-SE, EM VIRTUDE DESTE CASO ESCANDALOSO DE GATUNAGEM E PROMISCUIDADE?
4º. NÃO DEVERIA O PRÓPRIO JORGE SAMPAIO VIR ELUCIDAR O POVO DA SEITA DE GATUNOS QUE FEZ ELEGER?
5º. QUE MORAL TEM JOSÉ SÓCRATES PARA FALAR EM ACABAR COM OS PARAÍSOS FISCAIS, SE QUEM BENEFICIA COM ESTES SÃO OS SOCIALISTAS?
6º. NÃO DEVERIA O SR. MÁRIO SOARES,PAI DA DEMOCRACIA PORTUGUESA, VIR A TERREIRO, CONDENAR ESTE ESCÂNDALO,O TEMPO QUE PASSOU O TEMPO A OFENDER A DRA. MANUELA FERREIRA LEITE, CHAMANDO-LHE IGNORANTE E IRRESPONSÁVEL? OU O SR. MÁRIO SOARES ACHA QUE ISTO ESTÁ BEM?
7º. O MINISTRO DA JUSTIÇA, DR. ALBERTO COSTA, MUDOU A LEI, PARA EVITAR A PRISÃO DE ALTOS QUADROS!!! ESTÁ TUDO DITO!!!
8º. COM A ALÍNEA ATRÁS SE PERCEBE,PERFEITAMENTE,QUE O MINISTRO ALBERTO COSTA(QUE ALGUÉM NÃO QUIS PARA CHEFE DE GABINETE, EM MACAU, E QUE MÁRIO SOARES DEFENDEU ACÉRRIMAMENTE, AO PONTO DE FICAR COM O COSTA E SANEAR O OUTRO), PARA ALÉM DE ESTÚPIDO E IGNORANTE,NÃO PERCEBE NADA DE JUSTIÇA, NÃO PERCEBE NADA DE NADA, E, PARA ALÉM DE PÔR FORA DAS PRISÕES, OS CRIMINOSOS, DROGADOS E ASSASSINOS, EVITA A PRISÃO DOS AMIGOS, PORQUE FAZEM TODOS PARTE DA MESMA SEITA, COMEÇANDO EM MÁRIO SOARES, PASSANDO POR JORGE SAMPAIO, E ACABANDO EM JOSÉ SÓCRATES (QUE TAMBÉM TEM O RABO ENTALADO NO FREEPORT... MAS, NÓS, A POUCO E POUCO, VAMOS SABENDO DAS ALTAS BRONCAS,GRAÇAS ÀS DILIGÊNCIAS E TRABALHO REALIZADO, CONSIDERADA, NO TEMPO DO ESTADO NOVO, A MELHOR POLÍCIA DE INVESTIGAÇÃO DO MUNDO... HONRA LHE SEJA FEITA!!!

Não, o que nos está a acontecer não é normal nem tolerável


Os casos recentes são apenas as últimas cenas de um pesadelo que se iniciou quando Armando Vara tutelava a RTP

A 25 de Junho de 2009, José Sócrates jantou com Henrique Granadeiro na casa de Manuel Pinho. O chairman da PT informou então o primeiro-ministro que a compra da TVI pela empresa de telecomunicações não se concretizaria. No dia seguinte, no Parlamento, Sócrates anuncia aos jornalistas que se vai opor a um negócio que, nessa altura, já não existia. Estranho? Não, como o mesmo Sócrates explicou quarta-feira: "Do ponto de vista formal, o Governo não foi informado."

Pronto, e assim está tudo resolvido. Do "ponto de vista formal" nunca nada aconteceu. A começar pelo conteúdo das escutas reveladas pelo Sol, pois o senhor presidente do Supremo Tribunal e o senhor procurador-geral entenderam não haver indícios de crime contra o Estado de direito nesses documentos.Logo esses documentos não existem. E tudo o resto quer-se fazer passar por "normal".

Ou seja, é normal que um ex-jotinha de 32 anos, Rui Pedro Soares, seja nomeado para a administração da PT e premiado com um salário anual de mais de um milhão de euros. É normal que esse "gestor" em ascensão trate com Armando Vara, um outro "gestor" de fresca data e socrático apadrinhamento, da compra da TVI pela PT e discuta com ele e com Paulo Penedos a melhor forma de afastar José Eduardo Moniz e acabar com o Jornal de Sexta. É normal que um jornal propriedade de um "grupo amigo" publique manchetes falsas para dar uma justificação política e económica à compra da TVI pela PT. É normal que seja depois esse "grupo amigo" a comprar a TVI beneficiando de apoios financeiros do BCP de Armando Vara e da PT. É normal que, na sequência dessa aquisição, Moniz deixe a direcção da estação e acabe o Jornal de Sexta.

Se tudo isto é normal, também é normal que o BCP, que tinha uma participação no jornal Sol, tenha criado dificuldades de última hora à viabilização financeira daquele título, quando nele saíram as primeiras notícias sobre a investigação inglesa ao caso Freeport. Tal como é coincidência Vara já ser nessa altura administrador do BCP. Também será normal que o Turismo de Portugal tenha discriminado a TVI em algumas das suas campanhas - o mesmo, de resto, que fez com o PÚBLICO - e que o presidente desse organismo seja Luís Patrão, o velho amigo de Sócrates desde os tempos de liceu na Covilhã. Como normal será Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas, ter reuniões no ministério com Rui Pedro Soares quando o seu interlocutor natural é o presidente da PT. Como Lino disse à Sábado, é assim quando se conhece muita gente nas empresas. Como homem bem relacionado não se estranha que tenha recebido, de acordo com o Correio da Manhã, uma "cunha" de Armando Vara no âmbito do processo Face Oculta. No fundo é tudo boa gente.

Mas como todos estas factos padecem de várias "informalidades", passemos a eventos mais formais, que sabemos mesmo que aconteceram, que foram testemunhados e até deram origem a processos na ERC. Como o das pressões exercidas pelos assessores de José Sócrates para desencorajarem qualquer referência pelas rádios e televisões à investigação do PÚBLICO sobre as condições em que o primeiro-ministro completou a sua licenciatura. Como o de o Expresso, que rompeu o bloqueio e prosseguiu com a investigação, ter sofrido depois um "boicote claro" e "uma hostilidade total do primeiro-ministro", como escreveu esta semana o seu director, Henrique Monteiro. Ou como o das palavras ameaçadoras dirigidas por Sócrates a um jornalista do PÚBLICO por alturas do congresso em que foi eleito líder, em 2004: "Você tem de definir o que quer para a sua vida e para o seu futuro."

Excessos de quem ferve em pouca água? Infelizmente não. A actuação metódica e planeada sempre foram uma marca deste primeiro-ministro e dos que lhe são mais próximos no PS. Por isso, quando Vara teve a tutela da comunicação social, criou um monstro chamado Portugal Global que integrava a RTP, a RDP e a Lusa e nomeou para a sua presidência um deputado do PS, João Carlos Silva. Pouco tempo depois, caído Vara em desgraça, seria José Sócrates a conseguir colocar na RTP o seu amigo Emídio Rangel. Um favor logo retribuído: na noite eleitoral que se seguiu (e que determinaria a demissão de Guterres), os únicos comentadores em estúdio foram o próprio Sócrates e o seu advogado, Daniel Proença de Carvalho; e na curta travessia do deserto até ao PS regressar ao poder, Sócrates pôde ter, a convite de Rangel, um programa semanal de debate com Santana Lopes. Já primeiro-ministro apressou-se a propor um conjunto de leis - estatuto do jornalista, lei da televisão, lei sobre a concentração dos órgãos de informação - que se destinavam, segundo Francisco Pinto Balsemão, a "debilitar e enfraquecer os grupos privados" de informação - ou seja, os que não dependem do Governo.

E não, não é verdade estarmos apenas perante mal-entendidos, excessos pontuais ou uma mera má relação com as críticas: estamos face a uma forma de actuar autoritária e que não olha a meios para atingir os fins. Até porque o que se relatou é apenas a pequena parte do que temos vivido (vide caso Crespo).

Da mesma forma não existe nenhuma má vontade congénita dos jornalistas para fazer de Sócrates, como lamentou Mário Soares, o primeiro-ministro mais mal tratado pelos órgãos de informação. O que houve de novo foi Portugal ter como primeiro-ministro alguém que esteve várias vezes sob investigação judicial (por causa de um aterro sanitário na Cova da Beira, por causa do Freeport), cujo processo de licenciatura levantou dúvidas e que se distinguiu como projectista de maisons no concelho da Guarda. Isto para além de ter mostrado uma tal incontinência ao telemóvel que somou e soma dissabores em escutas realizadas noutros processos, como os da Câmara da Nazaré, da Casa Pia e, agora, no Face Oculta.

Ainda é possível achar que tudo é normal? Ou porventura desculpável? Só se estivéssemos definitivamente anestesiados.


José Manuel Fernandes

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

princípios de vida


Inovação, para poder dia após dia desenvolver com maior assertividade e saber as funções de que estou incumbido, conjuntamente com toda a minha equipa de trabalho;



Justiça, decidir e avaliar com equidade enaltecendo o mérito, a formação e as relações humanas, criando em todos uma clara sensação de imparcialidade nas avaliações;



Trabalho, pelo exemplo demonstrar que com esforço, dedicação e coragem podemos nos dignificar e tornar socialmente válidos, de modo a atingirmos o reconhecimento e a estabilidade pessoal, social e profissional.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

foi à um ano

passou um ano a vida mudou completamente em todos os sentidos mas confesso que não consigo ainda escrever sobre..

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

29 de Novembro - Um dia para não mais esquecer

um postal para a memória Sandra F. - Carina E. - Emanuel R. - Pedro T. - Hélder Costa - Sandra S. - Duarte Teixeira
Carina E. - Sandra S. - Sandra F. - Margarida M. - Ana G. - Ana Filipa G. Desculpe mãe - foi oferta ;)grande Guilherme - no topo da mesa :)A minha artista e a Sr.ª professora Sandra Eco
Carina E. - Teodósio P. - Marco I. - Hélder C. - Emanuel R.
Pedro T. e Ivo G.
Hora de mais prendas..

o bolo :)
Igreja e Hélder 
Isabel - Lígia - Francisco - Marco
Carmen - Margarida - Andreia - João - Duarte
Sónia - Cátia - Sandra
Carla C. - Helena S. - ...

Leonor - Sandra - Marco - Francisco
Mafalda - Mónica - Sónia - Leonor - Cátia

Jb - Cátia - Margarida - Andreia - Lino
Ivo - Paulo
Jb - Lurdes - Luís - Ana Filipa
Jb - Ana Filipa - Lurdes - Luís - Carlos - ... - Ana Gonçalves
Paulo - Lino - Jb - Ivo - Cátia - Andreia - Margarida

Obrigado meus amigos, amei o paintball, adorei o jantar, mas acima de tudo a vossa amizade, carinho e companheirismo serão para sempre inesqueciveis.
Obrigado a todos os que alteraram a sua agenda para estarmos juntos, obrigado pelo trabalho que tiveram para organizar um dia memorável, obrigado por me terem enganado tão bem..

sábado, 28 de novembro de 2009

29 de Novembro - amanhã faço anos :)

Um dia tinha de ser :)
as forças armadas já não precissam de mim
A minha bandeira que um dia jurei defender
O Portugal no dia em que nasci
Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa, in Mensagem

A terra de Pessoa e Camões
a pérola do Atlântico - a Ilha do Curral
as ilhas açorianas

V Conferência do Atlântico

Pois é, um dia tudo muda e este ano nas conferências que criei, não fui palestrante na sessão de abertura, não fiz parte da Comissão cientifica, não, não, já não faço parte do dia a dia da Associação de Geografia, novos tempos, novas ideias, novas pessoas, novos paradigmas.. mas alguma nostalgia também :)

novas realidades, aqui na plateia com os meus alunos do 9ºB e com as senhoras professoras Carina Esteves e Florinda Gomes..

mas claro que tinha que ir à mesa ainda que tenha estado semi-calado, lá estive a moderar a mesa das realidades da Macarronésia no que concerne às Migrações - tema da Conferência

e se até à um ano a camisa tinha um logótipo azul e amarelo
agora da castanha original, surgiu um logótipo muito mais bonito trabalhado pelas professoras Carina Esteves e Carolina Sousa

sábado, 14 de novembro de 2009

O que é 2012? O que pode acontecer por volta deste ano?


Conforme o ano de 2012 se aproxima, cientistas, religiosos e místicos do mundo inteiro correm atrás de pistas deixadas por civilizações e profetas do passado explicando como será o fim dos tempos. Em diversas culturas ancestrais o ano de 2012 é marcado nos calendários como o 'Armagedão', o 'Apocalipse', o 'fim do mundo', 'o juízo final', 'o fim de um ciclo' e, nos mais optimistas, 'o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada'. Maias, Egípcios, Celtas, Hopis, Nostradamus e diversos profetas, Chineses e Budistas, WebBots, Cientistas e Religiosos das mais diferentes crenças dizem que o mundo como o conhecemos pode estar com os dias contados. Apresento a seguir algumas teorias do que poderá ocorrer em 2012, antes ou depois. Algumas teorias possuem base científica, outras são espiritualistas e místicas. Recomendo bom senso na leitura.


Segundo a cosmologia Maia, o Planeta Terra possui 5 grandes ciclos ou eras, cada um com cerca de 5.125 anos. Para eles, 4 já passaram. "Os 4 ciclos anteriores terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de Dezembro de 2012." diz Steven Alten. O quinto e actual ciclo também terminará em destruição?

O que irá desencadeá-la?

A resposta pode estar em um raro fenómeno cósmico que os maias previram a mais de 2.000 anos. "A profecia maia para 2012 baseia-se num alinhamento astronómico. Em Dezembro de 2012, o sol do solstício vai estar alinhado com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012. A cada 26.000 anos o sol se alinha com o centro da Via Láctea. Ao mesmo tempo ocorre outro raro fenómeno astrológico, uma mudança do eixo da terra em relação a esfera celeste. O fenómeno tem o nome de Precessão. A data exacta de tudo isto é 21 de Dezembro de 2012. "A Terra oscila lentamente sobre seu eixo acabando por mudar a nossa orientação angular em relação a galáxia. Uma precessão completa leva 26.000 anos." diz John Major Jenkins.

Mas o que de facto acontecerá na fatídica data de 21 de Dezembro de 2012?

Para muitos será o dia da aniquilação da raça humana devido a uma inversão dos pólos da Terra.

Como é que isso seria possível?

Devido a distúrbios nos campos magnéticos do Sol que ao gerarem colossais tormendas solares, afectarão a polaridade de todo o nosso planeta. Resultado: o campo magnético terrestre inverter-se-á imediatamente, com consequências catastróficas para a humanidade. Violentos terramotos demolirão todos os edifícios, alimentando tsunamis colossais e actividade vulcânica intensa. Na verdade, a crosta terrestre deslizará, arremessando continentes a milhares de quilómetros de sua localização actual. Alguns académicos tem desenvolvido/ projectando novos mapas da geografia terrestres após as alterações físicas que supostamente ocorrerão. Especula-se que a Europa e a América do Norte sofrerão um deslocamento de milhares de quilómetros em direcção ao Norte, e passarão a ter um clima polar.

Para a surpresa de muitos, em 2008 apareceu um Crop Circle indicando a formação planetária em 2012 e talvez antevendo o que poderá ocorrer em 21/12/2012.

Outros falam que grandes cataclismos serão gerados devido à passagem de um astro/ cometa/ planeta perto da Terra. Seria o “abominável da desolação” de Jesus, a “abominação desoladora” do profeta Daniel, a “grande estrela ardente com um facho, chamada Absinto” do Apocalipse de João, a “grande estrela“, “o grande rei do terror“, “o monstro” ou “o novo corpo celeste” de Nostradamus, o “astro Intruso” ou “planeta higienizador” de Ramatis, o “planeta chupão” citado por Chico Xavier, ou o “Planeta X” procurado pelos astrónomos, ou o “12º planeta” de Zecharia Sitchin, ou o “Nibiru/ Marduk” dos Sumérios.

Ainda que possa parecer insana a teoria de que o Sol têm uma estrela irmã mortal que vai ameaçar a vida em nosso planeta. A hipotética irmã do sol foi sugerida pela primeira vez em 1985 por Whitmire e Matese, que a baptizaram de Nêmesis, a deusa da vingança. Seria até mesmo possível que esta "estrela da morte" já estivesse presente em algum catálogo estelar, sem que ninguém tivesse notado algo incomum. Entre os defensores da existência de Nêmesis estão geólogos que apostam que a cada 26 ou 30 milhões de anos ocorrem extinções em massa da vida na Terra, paralelamente ao surgimento de uma grande cratera de impacto (ou várias delas). Registos geológicos de fato indicam uma enorme cratera de impacto no mar do Caribe, com 65 milhões de anos, do final do período Cretácico, coincidindo com o fim do reinado dos dinossauros. Esse acontecimento terá aberto caminho para que os nossos antepassados mamíferos tomassem conta do planeta e nossa própria espécie pudesse evoluir. Um ou mais cometas teria atingido a Terra, argumentam, envolvendo-a numa nuvem de poeira durante meses.

A ideia de um planeta gigante e desconhecido passar perto da Terra ou até mesmo chocar-se pode parecer absurda, mas a ciência indica que temos com o que nos preocupar. Fala-se de asteróides. Um asteróide (2003 QQ47) de pouco mais de um quilómetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta no dia 21 de Março de 2014, segundo astrónomos da agência britânica responsável pela monitorização de objectos potencialmente perigosos para o planeta. Outro risco seria o asteróide VD17 2004 descoberto em 27 de Novembro de 2004, que possui aproximadamente 500 metros de comprimento e um bilião de toneladas. A NASA declarou que o VD17 2004 poderia colidir com a Terra no início do próximo século, e com o impacto causaria a libertação de 10 mil megatons de energia (o equivalente à explosão de todas as armas nucleares existentes no planeta) causando a destruição em massa do planeta. O 2004 VD17 é o asteróide com as maiores hipóteses de entrar em colisão com a Terra. As hipóteses de uma colisão com a Terra, em 4 de Maio de 2102, foram avaliadas na ocasião como uma possibilidade de uma em 3.000. Novas observações e cálculos complementares aumentaram o risco a "pouco menos de um por 1.000". Outro asteróide que põe em alerta os cientistas é o chamado Apophis. Segundo os cientistas, há uma pequena possibilidade dele entrar em rota de colisão com a Terra nas próximas décadas. Recentemente a NASA disse que não tem condições de detectar e destruir asteróides.


Para os cientistas da NASA a data de 2012 será marcada por violentas tormentas solares e pelo degelo total do Pólo Norte. Para os governos e para a ONU algo terrível está para ocorrer no nosso planeta, por isso foi inaugurado no início de 2008 o “cofre do fim do mundo” que visa abrigar sementes de todas as variedades conhecidas no mundo de plantas com valor alimentício. Na 14ª Conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, no início de Dezembro de 2008, o ministro polaco do Meio Ambiente, Maciej Nowicki, considerou que a “humanidade com o seu comportamento já empurrou o sistema do planeta Terra para além dos seus limites”. “Continuar assim provocaria ameaças de uma intensidade jamais vista: enormes secas e inundações, ciclones devastadores, pandemia de doenças tropicais e até conflitos armados e migrações sem precedentes”, lançou, pedindo aos negociadores que não “cedam a interesses particulares obscuros neste momento em que devemos modificar a direcção perigosa que a humanidade tomou”. Críticas à comunidade financeira internacional dominaram o discurso do presidente da Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Junho de 2009, Miguel d"Escoto, na abertura da conferência sobre a crise mundial disse: 'Devemos evitar que a crise (financeira) se transforme em tragédia humanitária, e os humanos acabem como os dinossauros.'. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou, na terceira Conferência da ONU sobre o Clima que, segundo ele, o aquecimento global está a colocar o mundo à beira do abismo. "Estamos a pisar a fundo no acelerador e vamos em direcção ao abismo", denunciou Ban.

A Revista Science publicou um artigo a 26-Junho de 2009 informando que os cientistas são unânimes em dizer que não estamos preparados para a próxima máxima solar que acontecerá entre 2012 e 2013. Uma grande tempestade solar poderá trazer consequências assustadoras para a humanidade. Danos na rede de forças e nos sistemas de comunicação poderão ser catastróficos, dizem os cientistas, com efeitos que podem levar à perca de controle por parte das forças da ordem e à anarquia mundial. As previsões são baseadas na grande tempestade solar de 1859 que fez com que os fios dos telégrafos entrassem em curto-circuito nos EUA e na Europa, levando a grandes incêndios. Possivelmente foi a pior em 200 anos, de acordo com um novo estudo. Com o advento das redes de energia, comunicação e satélites actuais temos um risco muito maior.“Uma repetição contemporânea do evento [de 1859] causaria distúrbios socioeconómicos significativamente mais extensos”, concluíram os investigadores. A cada 11 anos, quando o sol entra na sua fase mais activa, ele pode enviar tempestades magnéticas poderosas que desligam satélites, ameaçam a segurança dos astronautas e até interrompem os sistemas de comunicação da Terra. Um artigo do canal americano FOXNEWS disse: "Uma brutal tempestade solar poderia 'apagar' os EUA por meses". Para piorar a situação, cientistas da NASA informaram em 2003 que foram descobertos "buracos" no campo magnético da Terra, o que pode indicar que nosso escudo protector contra as tempestades solares não suportará a máxima solar que vai ocorrer por volta de 2012. Recentemente um estudo mostrou que o sol bombardeia a Terra com rajadas de partículas – o chamado vento solar – mesmo quando a sua actividade parece estar nos mínimos. Se isso for verdade, a Terra pode sofrer grandes impactos mesmo diante de um período de mínimo solar.

Para os WebBots algo devastador vai ocorrer em 2012. Segundo os seus "profetas", os WebBots parecem indicar algum evento ligado a descarga de plasma que poderá atingir o nosso Planeta por volta de 2012. Isso poderia sugerir uma explosão de raios gama ou algum evento ligado a tormentas solares que poderá atingir o planeta por volta de 2012. Especula-se também que será por volta de 2012 que o mega vulcão de Yellowstone entrará em erupção e destruirá metade dos EUA, além de afectar drasticamente o clima de todo o Planeta. Também se especula que a Costa Leste dos EUA poderia ser atingida por um grande tsunami ocasionado por uma explosão vulcânica próximo às Ilhas Canárias. Este evento, segundo alguns cientistas. atingiria toda a costa da América central e inclusive teria efeitos no Brasil.

Especialistas consideram possível que nos próximos anos aconteça o temível "Terramoto do Tokai" no Japão, um mega terramoto de proporções catastróficas. Outra possibilidade real que aterroriza os cientistas é a ocorrência de uma mega terramoto mortal em Los Angeles, o chamado "Big One". Segundo alguns cientistas, há sinais que indicam que este evento inevitável se aproxima.

Alguns estudiosos acreditam que 2012 é a data final para encontrar-mos uma solução para o inevitável fim do petróleo que poderá ocorrer nas próximas décadas. Caso isso não seja feito o mundo poderá entrar numa recessão global e posterior colapso económico. As nações irão lutar entre sí pela última gota de petróleo. Isto poderá desencadear uma guerra no planeta e o fim da civilização como a conhecemos, alertam estes estudiosos.

O 'Código da Bíblia' parece indicar que o fim dos tempos chegou após o atentado de 11 de Setembro de 2001 e poderia culminar com a queda de um asteróide ou guerra atómica no ano de 2012. Já para o Timewave Zero a data de 21 de Dezembro de 2012 marca o equilíbrio, o fim dos velhos paradigmas, o novo começo, onde nada será mais como era anteriormente.

Estudiosos do "Livro Perdido de Nostradamus" fazem interpretações do que seria um aviso de Nostradamus sobre o período que vai de 1999 até 2012. Segundo estas interpretações, Nostradamus quer-nos avisar sobre um evento de grande magnitude que pode ocorrer por volta de 2012 no nosso Planeta.


Para alguns monges tibetanos a data de 2012 marcará o "fim dos dias", podendo ocorrer uma guerra atómica por volta deste ano. Ainda segundo este monges, o mundo não será totalmente destruído, já que haverá uma intervenção extraterrestre.

A data de 21 de Dezembro de 2012 é também a data mágica para os índios Hopis do Arizona. "A Profecia Hopi é uma tradição oral de histórias que, no dizer dos índios, previram a chegada do homem branco, as guerras mundiais e as armas nucleares. Eles prevêem também que o tempo acabará quando a humanidade passar para o 'quinto mundo'", relata Richard Boylan em Earth Mother Crying: Journal of Prophecies of Native Peoples Worldwide. Os Hopis escondem ciosamente suas profecias do público em geral, a ponto de às vezes processarem aqueles que as divulgam. No entanto, sabe-se que o Calendário Hopi combina basicamente com o dos maias: ambos marcam o começo do Quinto Mundo, ou Idade, para 21/12/2012.


Algumas fontes sugerem que estamos actualmente nos aproximando do final do Kali Yuga (Idade do Ferro) que, segundo a tradição Hindu, é a última e mais negativa das quatro eras evolucionárias do grande ciclo manvantárico. Existiu uma Idade de Ouro (Satya Yuga), mas à medida que o tempo avançou, o planeta entrou numa espiral descendente negativa e a qualidade de vida em cada Yuga (Idade ou Era) tornou-se gradualmente removida do conhecimento da verdade e da lei natural. O Kali Yuga é caracterizado pela intoxicação, prostituição, matança de animais, destruição da natureza e pelo vício do jogo. Esta é a era onde a gratificação dos sentidos é a meta da existência, onde se acredita somente no que se vê, onde não existe misericórdia e onde Deus se tornou um mito. Existem guerras, o vício e a ignorância são dominantes e a verdadeira virtude é praticamente inexistente. Os líderes que governam a Terra são violentos e corruptos e o mundo tornou-se completamente pervertido. Segundo os preceitos do hinduísmo, Kalki, o 10º e final avatar de Vishnu, virá montado num cavalo branco, manuseando uma espada flamejante com a qual irá derrotar o mal e restaurar o dharma, dando início a um novo ciclo, uma nova Idade de Ouro ou Satya Yuga. No “Brahma-Vaivarta Purana”, que é um texto religioso Hindu, o senhor Krishna diz a Ganga Devi que uma nova Idade de Ouro irá começar 5 000 anos depois do início do Kali Yuga e que esta durará 10 000 anos. Esta previsão da chegada de um novo mundo é também profetizada pelos maias. O calendário maia começou com o 5º Grande Ciclo em 3113 a.C. e terminará em 21 de Dezembro de 2012. O Kali Yuga Hindu começou em 18 de Fevereiro de 3102 a.C. Só existe uma diferença de 11 anos entre o começo do Kali Yuga e o começo do 5º Grande Ciclo dos maias. Os antigos Hindus utilizaram principalmente calendários lunares, mas também calendários solares. Se o calendário lunar normal equivale a 354,36 dias por ano, então seriam 5270 anos lunares desde que começou o Kali Yuga até à data de 21 Dezembro de 2012. São cerca de 5113 anos solares de 365,24 dias por ano desde o início do Kali Yuga até ao Solstício de Inverno de 2012. Desta forma, o calendário Maia parece corroborar o calendário Hindu. Quer por anos solares ou lunares, de acordo com as antigas escrituras Hindus, parece ter chegado o tempo da profecia de Krishna se realizar. Uma idade de ouro pode assim começar em 2012. É impressionante porque ambos os calendários começam mais ou menos ao mesmo tempo, há cerca de 5000 anos atrás e ambos prevêem um novo mundo totalmente diferente, uma Idade de Ouro que se iniciará cerca de 5000 anos depois do começo dos mesmos. E não deixa de ser espantoso porque, historicamente, estas duas culturas antigas não tiveram nenhum tipo de contacto. Mais uma vez parece existir alguma verdade por detrás disto.

Para Howard Menger, famoso por afirmar ter sido contactado por seres extraterrestres dos anos 50, os et's teriam lhe contado que retornariam à Terra em 2012. Curiosamente o sacerdote Maia Chilam Balam diz o mesmo. Segundo ele, o fim deste katum, que terminará em 2012, será marcado pelo retorno da divindade Suprema à Terra, anunciando uma nova era, nas relações humanas. O Livro Sagrado Maia do CHILAM BALAM, diz: "Ao final do último Katun (1992-2012) haverá um tempo em que estarão imersos na escuridão, mas logo virão os homens do Sol trazendo o sinal futuro. Despertará a Terra pelo norte e o poente, o ITZA despertará". Podemos ver que esta profecia Maia é compatível com os religiosos que aguardam pela volta do messias ou pelos estudiosos dos discos voadores que esperam o grande contacto extraterrestre. Todos falam que este acontecimento irá ocorrer o mais breve possível.

Os religiosos e espiritualistas esperam pelo "Juízo Final" ou "Armagedão", a separação espiritual do “joio e do trigo” ou a "batalha final entre Deus e Satanás", que se dará com a chegada de um messias (ou numa visão mais moderna dos extraterrestres) e colapso total da civilização humana baseada no materialismo/ egoísmo (colapso do sistema económico) e início de um "novo mundo", uma nova civilização voltada ao espiritualismo, amor e fraternidade. Nesta mesma linha de “juízo final”, outros falam que a chegada dos extraterrestres irá ocorrer após um cataclismo provocado pela passagem do “segundo sol” (como já expliquei anteriormente).

Estudiosos do Calendário Maia como o espiritualista Fernando Malkun também defendem a teoria que a data será marcada por uma mudança de consciência: o fim do medo.

Não podemos esquecer que na visão espiritualista do “fim do mundo”, o lado material (catástrofes, fim do dinheiro, materialismo, consumismo, etc) é colocado em segundo plano. Não que isso não acontesa. Eles afirmam que vai acontecer, mas o que vai separar um mundo do outro é a mudança de consciências: a consciência egoísta e individualista “sou ser humano, pertenço ao planeta Terra” morrerá e nascerá a consciência universalista “sou a encarnação de um espírito, pertenço ao Universo”. Lembrando que para os espíritas e muitos espiritualistas os reprovados no “juízo final”, ou seja, aqueles que não mudarem a consciência frente as últimas “provas”, serão exilados no Nibiru/ Planet X e terão que recomeçar do zero todo o processo de reencarnação, enquanto que os aprovados para a nova Terra vão estar livres de recordações do passado e qualquer traço de egoísmo e individualismo. Serão os habitantes da nova Terra, do "mundo de regeneração", como os espíritas falam.

Como podemos ver, muitos têm a sua versão do que vai ocorrer por volta de 2012. Mas se notar você vai ver que não será o “fim do mundo”, mas o fim de “um tipo de mundo”, da nossa civilização, sociedade, raça. Como sempre aconteceu, uma nova raça mais desenvolvida vai surgir após a extinção da velha.

Não tenho a menor dúvida que a nossa civilização está à beira do colapso. Nunca antes estivemos mergulhados em tantas crises ao mesmo tempo: superpopulação humana, pobreza e desigualdades sociais, crise financeira mundial, crise alimentar, crise energética, escassez de água e petróleo, consumismo frenético, ameaças de terrorismo e guerras nucleares, o reaparecimento de doenças mortais, escândalos quedas de governos, mudanças climáticas e o aumento impressionante das catástrofes naturais e da extinção de espécies, além do agravamento da violência e distúrbios civis. Qualquer um que ousar pensar compreende que, independentemente das profecias de 2012 se realizarem, nossa sociedade está a ir dum modo desenfreado em direcção ao precipício. Por mais absurdo que possa parecer, isso não é nem um pouco irracional. Se olhar-mos para a história vemos como grandes civilizações entraram em colapso quando atingiram o auge intelectual e tecnológico. Num só golpe desaparecerem da face da Terra, deixando apenas perguntas sem respostas e um grande mistério.


http://porque2012.com/porque2012.html