domingo, 3 de dezembro de 2017

Discurso de apresentação do Projecto Educativo da Escola do Curral das Freiras a 13 de Março de 2015

Exmo. Sr. Vice-presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos
Exmo. Presidente do Conselho da Comunidade Educativa
Exma. Sr.ª Presidente do Conselho Pedagógico
Exma Sr.ª Presidente do Conselho Administrativo
Exmo. Sr. Presidente da Associação de Pais
Exma. Sr.ª Professora Margarida Pocinho
Exmas senhoras vice-presidentes da direção da escola
Exmos  Senhores Coordenadores de Departamento de Ciclo e de Cursos
Exmos Senhores Delegados e assessores de disciplina
Exmos Senhoras educadoras, professoras e professores
Exmos Senhores funcionários
Exmos Sr.s Encarregados de Educação
Caros colegas

Porque razão estamos hoje aqui? Porque razão valorizamos o saber e o conhecimento, porque enaltecemos a história e a cultura, porque é que promovemos respeito e a os valores da família, porque é que nos encantamos com a paisagem que vislumbramos neste vale de cantos recantos e encantos? Que coisa é essa que nos leva a procurar uma razão em e para tudo, desde o simples sorriso duma criança até à eterna pergunta - qual a minha função neste universo imenso.. 
A razão é aquilo que justifica as nossas ações e interações com o próximo, mas onde a encontramos em si mesma? Nos nossos interesses pessoais ou nos superiores interesses comuns? Diria que a razão está evidentemente no superior bem comum, nos seus pressupostos, na justiça, na igualdade, na inclusão de todos, com a certeza que a razão não pode ser razão sem alguém que a assuma como razão e a ache justa e correta, e isso mostra a evidência que a razão está evidentemente em todos e em cada um.
Enquanto organização procuramos que os ensinamentos ministrados na nossa escola sejam significativos para a vida dos nossos alunos – pretendemos que a nossa organização cumpra com os presupostos da lei tirando o maior partido dos recursos disponiveis – pretendemos manter sempre uma dimensão humana que nos leve a cumprir os objetivos sociais do serviço educativo – que desenvolva a sua atuação sempre com grande noção de Equidade de modo a minimizar o impacto das origens sociais no desempenho académico dos nosso alunos e na relação laboral que é mantida entre docentes funcionários alunos, pais e restante comunidade com a organização escola, cumprindo as expectativas dos diferentes atores educativos. A igualdade entre todos é justa porque achamos que a igualdade é uma coisa correta, sem a nossa assunção de que a igualdade é correta a mesma para nós não é justa. Todas as pessoas, todos os povos, todas as culturas procuram construir uma sociedade mais justa assente na razão. O que só é possível se respeitarmos as diferenças entre cada individuo, se assumirmos o bem comum como ideário de atuação, com a certeza que a ideia de bem comum deve ser sempre mais importante que os interesses particulares, com a certeza que todos somos diferentes, caros colegas a título de exemplo há quem como eu ache sublimes os versos épicos de camões e há quem prefira a beleza dum romance histórico inovador como é o memorial do convento de Saramago.
Dirão, meus caros amigos, que poderei pecar por excesso de ingenuidade e de algum idealismo utópico. Mas podem crer que só pecados destes me retiram do recato da família e da recompensa de uma profissão de professor e investigador que continuo a amar como se fosse a única possível.
Estes quase seis anos têm sido uma viagem extraordinária, pela escola pública, pelo Curral, pela Madeira, por Portugal.
Somos e afirmamo-nos claramente como uma escola comunidade, que trabalhe em prol do todo e nunca em beneficio daqueles que mandam ou detêm o poder, que estabelece fortes laços profissionais e afetivos entre todos os seus pares, que semeamos e alimentamos expectativas nos nossos alunos, pois para cada um temos um sonho de vida um sonho de futuro.
Muitos dos nossos estudantes partiram em busca de um amanhã melhor, em sítios tão dispares como as terras de sua majestade, a Alemanha, a frança, a Venezuela, o Canadá, a Africa do Sul ou a Suíça, mas também temos aqueles que estão a frequentar alguns dos mais respeitados cursos universitários: seja medicina ou direito a título de exemplo. Ao longo dos anos temos afirmado o nosso compromisso com esta população, temos reiterado a nossa autonomia, ainda que por tal paguemos um preço muito elevado, temos afirmado a validade do nosso projeto educativo, assente no sucesso dos nossos alunos, nas suas aprendizagens, na diversidade de oportunidades que temos criado de acordo com as capacidades de cada um. Não nos resignamos, sempre procuramos inovar e fazer. Quando o mais comodo é desistir de sonhos e princípios, nós temos mostrado que garantidamente nunca o faremos. A força e o saber que ao longo destes anos temos adquirido, tem sido posta por inteiro ao serviço dos nossos jovens e do nosso futuro coletivo.
Portugal já passou por momentos piores do que os atuais: a fome e a morte durante as grandes guerras do século XX, a noite de chumbo do Estado Novo e a guerra colonial, a guerra civil e as invasões francesas no século XIX, a perda de independência no final do século XVI e a guerra para a recuperar no século XVII, o garrote da inquisição dos séculos XVI a XVIII, as pestes recorrentes na Idade Média, entre muitos outros e sempre houve solução para estes problemas.
Sobreviveremos também a esta crise, bem menor que essas outras. Na região autónoma da madeira, sempre caímos e nos levantamos como um todo, como um povo. E, neste dia é exatamente isso que vos propomos, que se juntem a nós no árduo trabalho de fazermos da escola do Curral uma das melhores escolas de Portugal, da única forma que sempre foi feito na Madeira nos últimos 500 anos – bloco a bloco, de mão calosa em mão calosa nunca perdendo noção que a mudança de valores que propomos  - o acreditar no esforço trabalho em detrimento do conformismo nacional tão bem definido por camões na personagem do velho do restelo – SIM NÓS ACREDITAMOS NO NOSSO  POVO E NUMA TERRA POTENCIADORA DO SUCESSO e perdoem-me a imodéstia – bem o provamos nestes últimos anos – a título de exemplo – se nos rankinks regionais do 3º ciclo nos habituamos a ver a nossa escola permanentemente no topo, continuando esta equipa a afirmar que acreditamos de tal modo nos nossos alunos, que me atreveria a afirmar que um dia lideraremos o Ranking nacional das escolas públicas, pois a implementação do projeto iniciado em 2010 e a progressão do trabalho dos nossos alunos e professores é realmente de qualidade 2010 – lugar 1222  - 2011 – 563 – 2012 – 421 – 2013 – 365 – 2014 - 137  - é este o caminho que os nossos alunos nos tem obrigado a trilhar o caminho da EXCELÊNCIA.
Quero por isso renovar a palavra simples que vos quis trazer nesse já distante dia 22 de setembro de 2009: O OTIMISMO. Creio firmemente que a Escola e os profissionais que nela desenvolvem a sua atividade com elevado brio profissional, verão a sua relevância reforçada com a resposta que tem dado a esta crise – pois o conhecimento sempre foi e continuará a ser a força motriz de toda e qualquer sociedade que se quer desenvolvida.
Há, no entanto um grave perigo que paira sobre nós: a descrença, alicerçada numa desastrosa gestão da educação pública. Uma escola é, em primeiro lugar, as pessoas que a compõem, e nenhum diretor pode assistir, sem manifestar a sua indignação, perante as situações a que temos sido expostos.
Permitam-me ainda reafirmar um princípio antigo, para os portugueses o Atlântico não é uma opção. Para nós madeirense é a nossa condição – é obrigatório para o nosso desenvolvimento apostar no espaço lusófono, na interligação com a macaronésia, nunca esquecendo a nossa comunidade espalhada pelo mundo.
Eu tenho imenso orgulho em Portugal, nestas gentes que são as minhas gentes, com quem quero viver e junto de quem desejo morrer em paz, quando for a hora.
Neste dia uma palavra é devida às dificuldades que todos sentimos no funcionamento desta escola, se entre 2009/2010 e 2012/13 vivemos anos difíceis seja por falta de orçamento, pela falta de equipamento, pelo 20 de fevereiro, pela volatilidade do corpo docente, pela falta de funcionários, foram anos terríveis – mas estimulantes, com os cortes orçamentais e a integração das escolas 2013/14 foi um ano ainda mais duro, mas nada que imaginasse o annus horribilis de 2014/15 que tivemos – NÓS COM ETICA ASSUMIMOS E SEMPRE ASSUMIREMOS A NOSSA RESPONSABILIDADE EM TODOS OS MOMENTOS SEM IDEIAS DE VINGANÇAS VANS OU DE RETALIAÇÕES INFANTIES. A nossa luta é justa pois é pelos nossos alunos desde a creche que apenas na próxima segunda feira estará com condições mínimas de funcionamento, seja no ensino profissional onde apenas a 17 de abril os alunos conhecerão finalmente todos os docentes. Perante os resultados menos bons do 1º ciclo intervimos e posso afirmar hoje que temos senão o melhor, pelo menos um dos melhores mapas de complemento curricular neste ciclo de ensino, pois nós não nos conformamos com o insucesso.
A estrutura e funcionamento da administração tem sido continuamente analisada, daí resultando frequentes ajustes a nível dos processos de trabalho, da definição das áreas de intervenção de cada setor, dos circuitos de troca de informação e da própria estrutura da administração. Tenho tido a preocupação de não gerar roturas e de consensualizar as mudanças para obter o máximo de adesão por parte de todos os envolvidos. Os resultados positivos são visíveis, mas este é mais um daqueles trabalhos permanentemente inacabados, pois a avaliação tem de ser permanente e a mudança responsável.
Essa é a verdadeira genialidade da Escola: a sua capacidade de mudança. A nossa união pode ser perfeita. O que conseguimos dá-nos ainda mais esperança em relação ao que os podemos ajudar os nossos jovens a conseguir amanhã.
Sim, somos capazes.
Aceitamos esta missão, com o sentido de aproveitar esta oportunidade de responder a essa questão. Este é o nosso momento.
Este é o nosso tempo, com ou sem crise temos o dever e a obrigação de tudo fazer para voltar a abrir as portas da oportunidade aos nossos alunos /filhos; de reclamar o sonho da liberdade e de reafirmas a verdade fundamental de que nós professores – somos no meio de muitos os verdadeiros fazedores de sonhos; que enquanto respiramos, mantemos a esperança. E aqui estamos nós, frente a frente com o cinismo e as dúvidas daqueles que nos dizem que não somos capazes, e a quem respondemos com o credo intemporal que representa o espírito de uma classe com dois mil e quinhentos anos: Sim, nós somos capazes.
Senhores encarregados de educação, o futuro dos vossos filhos é para nós algo de fundamental, não acreditamos em facilidades nem em facilitismos a escola é trabalho e o sucesso só está ao alcance daqueles que verdadeiramente se empenham, que acreditam, que se esforçam, que muitas vezes abdicam de muitas outras coisas para serem mais competentes no vosso trabalho. Nós escola, continuaremos a fazer o nosso trabalho e a acreditar em vós, e isso meus amigos quer dizer que nunca desistiremos de nenhum, que não desistimos dos vossos sonhos. Ao assumirmos isto mesmo, assumimos que vamos trabalhar arduamente com todos os alunos de modo a que os mesmos possam nos dar a todos um melhor futuro coletivo – e para isso precisamos de continuar a contar com os profissionais dedicados e empenhados que temos tido nesta escola..
Reafirmamos a importância que o crescimento do universo escola está não só na valorização dos nossos alunos, mas também na valorização do trabalho dos docente. Senhores Encarregados de Educação, caros colegas, com a contínua redução da natalidade e a constante imigração – de futuro irão bastar um ou dois autocarros para transferir a nossa escola de volta para Santo António.. Será isso que queremos senhores autarcas?..
Senhores governantes, senhores encarregados de educação, meninos e meninas, apenas podemos assumir convosco um único compromisso, vamos continuar a lutar por um amanhã melhor, pelos vossos sonhos, pelo vosso/ nosso futuro e acreditamos QUE SE TRABALHARMOS JUNTOS, TODOS PELOS MESMOS OBJETIVOS – O SUCESSO DOS NOSSOS ALUNOS, A VALIDADE DOS ENSINAMENTOS MINISTRADOS E O RIGOR DAS AVALIAÇÕES – então realmente estaremos a cumprir a nossa missão.
termino recordando José Carlos Ary dos Santos
“Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas.
É também aprender a ser livres, sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas
também a sonhar.
É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo e ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro, pode ser a mais bela redacção do mundo…


………..Estudar é muito
……………..mas pensar é tudo!”

domingo, 6 de novembro de 2011

vamos refletir um pouco..

A Evolução da Educação:





Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...



Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...





Leiam o relato de uma Professora de Matemática:





Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.



Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.



Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.



Por que estou contando isso?



Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:





1. Ensino de matemática em 1950:



Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.



O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.



Qual é o lucro?





2. Ensino de matemática em 1970:



Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.



O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?





3. Ensino de matemática em 1980:



Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.



O custo de produção é R$ 80,00.



Qual é o lucro?





4. Ensino de matemática em 1990:



Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.



O custo de produção é R$ 80,00.



Escolha a resposta certa, que indica o lucro:



( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00





5. Ensino de matemática em 2000:



Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.



O custo de produção é R$ 80,00.



O lucro é de R$ 20,00.



Está certo?



( )SIM ( ) NÃO





6. Ensino de matemática em 2009:



Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.



O custo de produção é R$ 80,00.



Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.



( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00





7. Em 2010 ...:



Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.



O custo de produção é R$ 80,00.



Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.



(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).



( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00







E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.



Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)





- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:



Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...



Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"





Passe adiante!



Precisamos começar JÁ!



Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!!



in anonimos

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Acordemos

"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.Acabou o recreio e o receio ! Se todos vocês reencaminharem, como eu faço ao fim do dia, seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar



Nenhum governante fala em:



1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;



2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério.. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;



3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;



4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.



5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? e os aparelhos não são verificados porquê?é como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?



6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;



7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200€ ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 €, ? nas Juntas de Freguesia.



8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;



9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;



10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...



11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;



12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado.. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;



13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....



14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA....;



15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...



16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;



17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado .



18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;



19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.



20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.



21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.



22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).



23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;



24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;



25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;



26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";



27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;



28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.



29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.



30. Pôr os Bancos a pagar impostos.



Façamos um grande corrente de denúncia passando este email a todos de modo a que chegue a todo o povo português, a cada casa, a cada um, para que haja uma revolta nacional contra a corrupção que instauraram em Portugal.
Como podemos extirpar esta corja?



COMPARECENDO EM MASSA NAS URNAS E VOTANDO EM BRANCO PORQUE NENHUM PRESTA.



Não podemos parar.
Nós contribuintes pagamos tudo. E só temos culpa porque somos frouxos, passivos, indolentes.
SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, se não escreverem absolutamente nada no
boletim de voto, é muito mais eficiente do que riscá-lo.


VOTEM EM BRANCO.


A maioria de votos em BRANCO anula as eleições..... e demonstra que
não queremos ESTES políticos!!!



OS NOSSOS FILHOS MERECEM TER UM FUTURO


anónimo

Eu amo o meu País



MUDEMOS DOS CORRUPTOS COM PROFISSÃO POLITICO PARA TÉCNICOS COMPETENTES NA POLITICA





Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).




Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas.



Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins.



Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.



Eu conheço um país que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).



Eu conheço um país que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo, que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).


Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis (PT), que é líder mundial em software de identificação (NDrive), que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da Nasa (Critical)e que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra).



Eu conheço um país que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano.



E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.



Eu conheço um país que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e que revolucionou o conceito do papel higiénico (Renova).



Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas (Via Verde).



Eu conheço um país que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).



Eu conheço um país que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim, que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos, que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto, que tem uma das melhores selecções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).



Eu conheço um país que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).



Este país é Portugal.



Tem tudo o que está escrito acima, que tem ainda muito mais …um povo maravilhoso…



…mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, óptima gastronomia.


…..Mas que não pode ter tudo bom !!!...tem a pior e mais corrupta classe política que se conhece a seguir aos países de 3º Mundo !!


Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL



anónimo

domingo, 3 de abril de 2011

Glória ao Futebol Clube do Porto


e parabéns a todos os meus familiares e amigos pela conquista justa do vosso clube, para o ano daremos luta e vamos torcer mais ainda pelo nosso GLORIOSO
BENFICA SEMPRE

sábado, 2 de abril de 2011

Geração à Rasca - A Nossa Culpa




Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que *educaram* os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos. Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheio, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada. Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos *qualquercoisaphones ou pads,* sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum.

Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada;

uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso.

Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.

Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último *Prós e Contras*) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço? Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta. Pode ser que nada/ninguém seja assim.

in: anónimo

sexta-feira, 1 de abril de 2011

não calemos mais a revolta

Portugal A Caminho do Abismo


Portugal tem um governo que não sabe fazer mais nada senão prometer e nunca cumprir.


Sócrates e os socialistas que nos (des)governaram durante quase 15 anos, prometeram tudo!


Prometeram um mundo de sonho mas os portugueses despertaram com um pesadelo: o pesadelo do Buraco das Contas Públicas (BCP).


Pode agora prometer "mundos e fundos" que já poucos acreditam nele. Ele prometeu Aeroportos e TGV's... prometeu melhor saúde, melhor educação, melhor segurança social, melhores reformas, melhor estado social... melhor tudo... Mas nada cumpriu. E despertamos, de um dia para o outro com a realidade, nua e crua das contas públicas. Buracos e mais buracos... E os Gestores Públicos levam a maior fatia. É incrível como apenas 46 gestores já levam 7,5 milhões de euros. Um autêntico assalto aos cofres das empresas públicas. Não faz qualquer sentido. Vêm sempre com a desculpa da excelência nos resultados, quando os há e são bons. Mas quando há prejuízos (como os da TAP) aí a coisa já muda de figura. Ora, se gerem bem, não fazem mais do que a sua obrigação. Foi para isso que os contrataram E se gerem mal a empresa, rua com eles. E que paguem pelos prejuízos... ! Afinal, quando houve ganhos, levaram a pasta...! Mas não é isso que se passa! Se as empresas dão prejuízo (como o caso da TAP) pagamos nós, os portugueses, com os impostos. Onde está a política do utilizador pagador se quem nunca andou de avião está a pagar os prejuízos da TAP?


Lérias, lérias... Claro. Os ricos (ou remediados na sua maioria!) que viajam diariamente de avião (por certo devem lembrar-se da notícia sobre As Viagens da deputada Inês de Medeiros...!) que paguem os bilhetes mais caros ou que fechem a companhia. Vamos lá jogar com as mesmas regras dos demais sectores... Ou só se fala de excelência quando dá jeito?


Afinal, Ryanair consegue vender os bilhetes muito mais baratos para um grande número de destinos. E terá de dar lucro caso contrário fecharia. mas as empresas do estado funcionam de maneira diferente. Se dão lucro, distribuem a maioria dos ganhos entre os seus administradores subindo-lhes o ordenado (e o Estado fica a ver navios!). Se dão prejuízo, lá vão buscar dinheirinho dos contribuintes ao Orçamento de Estado... Mas que porcaria de governação é esta? Até quando teremos de aguentar com isto? E, o pior ainda, é que muitas daquelas que dão prejuízo anualmente desde longa data, têm administradores ou gestores com salários chorudíssimos (como o caso da TAP, superior a 400.000 euros por mês!...). Uma vergonha nacional. Um atentado à dignidade de quem se suja e sua a camisa para no fim do mês ganhar menos de 600 euros!



Por isso, este governo incompetente pode até prometer a Lua e as Estrelas... prometer o Céu e a Terra... que o único que deles poderemos esperar é um Inferno. É um Governo medíocre que só sabe exigir aos outros "excelência" mas que é constituído, essencialmente, por incompetentes. Por isso caminhamos, seguramente e a passos largos, para o abismo. Ora, temos um governo chefiado por um vaidoso que nunca irá perceber que, quando o destino é o abismo... a melhor forma de seguir em frente é... dar um passo atrás ! Por isso, Sócrates só se dará conta do destino do barco tiver o mesmo destino do que aparece na Tempestade Perfeita.


Os governos de José Sócrates tentaram destruir o que funcionava bem nos mais diversos sectores da sociedade. Simplesmente porque há que mudar as coisas. O objectivo é claro: justificar a nomeação de uma quantidade de amigos para os mais diversos lugares públicos. E isso só se consegue destruindo o que funciona bem para, funcionando mal, justificar a intervenção dos (ainda que mais incompetentes) boys do partido que se encarregarão de dominar as classes e destruir o funcionamento do sistema democrático.



Desde a saúde à Educação, passando pelas estruturas rodoviárias, Portugal está cada vez mais na cauda da Europa. Aos socialistas portugueses ficaremos, eternamente gratos, por nos darem esta honra de sermos os melhores em alguma coisa: a afundar o país. Aliás, Sócrates é o timoneiro de um barco que enfrentou a Tempestade Perfeita. Eram estes os temos que Sócrates utilizava para, vaidosamente (pobre, coitado, nem sabia de que ia o filme!) resumir o balanço final da sua primeira legislatura. É triste. Mesmo muito triste. É triste que Portugal tenha um Primeiro Ministro que, mesmo com um diploma de licenciado em engenharia envolvido em tantas polémicas, seja tão ignorante. Para onde vamos com tanta incompetência? Vejam o noticiado no PÚBLICO :


Carlos Moreno (O autor do livro "Onde o Estado Gasta o Nosso Dinheiro") auditou os contratos de muitas das PPP quando estava no Tribunal de Contas. E disse que os contratos da Parcerias Público-Privadas (PPP) deveriam ser renegociados. Ora, tal situação só confirma a incompetência de governantes que sempre falam de exigir mais e mais excelência aos trabalhadores da Função Pública, mas que mais não fazem senão arruinar as finanças do país, de dia para dia... Percebe-se! Percebe-se! Com as "Novas Oportunidades" são os incompetentes que têm direito a exigir mais competência a quem já deu provas dela. Enfim. Uma palhaçada criada pela incompetência (de que nunca serão responsabilizados) dos nossos (des)governantes que continuam a arruinar o país. Nos contratos efectuados, o Estado fica seriamente prejudicado. Carlos moreno referiu que é preciso renegociar os contratos das PPP. E especificou: "Aqueles que se mostram manifestamente desequilibrados em desfavor do Estado concedente, na relação entre o risco assumido pelo Estado, nomeadamente financeiro e comercial, e a taxa de rentabilidade dos concessionários." Exemplos: Metro Sul do Tejo, novas subconcessões da Estradas de Portugal e renegociações dos contratos Scut.



Carlos Moreno disse ao Público que há contratos de PPP que é urgente renegociar. Enquanto membro do tribunal de Contas, Carlos Moreno contabilizou 50.000.000.000 € (CINQUENTA MIL MILHÕES DE EUROS) de encargos só nas parcerias rodoviárias, ferroviárias e da saúde.



Porém, incompetentemente (ou, talvez apenas para enganar, uma vez mais o pacóvio que, com o caminho que Sócrates empreendeu para a Educação, cada vez menos perceberá de contas mercearia quanto mais de finanças...) os documentos publicados pelo Governo "só" atingiam os 28.000.000.000 (VINTE E OITO MIL MILHÕES DE EUROS . Legitimamente, queremos saber, por onde andam os restantes 22 mil milhões? E reafirma que "os bancos e os consórcios concessionários devem participar, ao lado do povo, no saneamento das contas públicas".



E esperam-se novos cortes... É claro que depois é o povo que terá de "apertar o cinto". E optam sempre pelo caminho mais fácil. E a medida mais fácil, como se pode ver, é reduzir os apoios às famílias... Prometeram fazer uma coisa na campanha eleitoral e agora levam a cabo políticas totalmente contrárias às promessas eleitorais que serviram para derrotar a oposição. A isto se chama "jogo sujo". Agora que chegaram ao poleiro, deveriam ser postos na rua imediatamente a seguir à primeira medida que tomaram contrária ao seu programa eleitoral. E, se Durão Barroso, em 2002, desconhecia a situação das finanças (porque quem governava anteriormente era o partido socialista em que o Estado fazia vida de milionário!) que os amigos deste senhor José Sócrates (que já então também fazia parte do (des)Governo da Nação, quando José Sócrates se recandidatou a um novo mandato depois da Tempestade Perfeita do primeiro (que, como se pode ver no vídeo acima, só poderia ter como objectivo afundar o barco!) não tem qualquer desculpa para não saber o estado em que tinha deixado as contas públicas. Ainda assim, na campanha eleitora, prometeu mundos e fundos: desde o TGV ao novo aeroporto (como que se estivesse a sonhar da mesma forma irresponsável com que sonhava Alice no País das Maravilhas). Ora, ele bem sabia como tinha o país. Por isso se recandidatou para continuar a enganar o país... Não estava lhe interessava que viesse "outro como o Durão Barroso" e lhe desmascarasse mais rapidamente a incompetência governativa de que a sociedade se vai agora dando conta, a conta-gotas, porque os mercados internacionais e a Alemanha assim o exigiu: Transparência. Verdade. Eficiência. É o "vale tudo" para se manter no poder deu no que deu. Eles compraram carros novos, submarinos, carros de combate... Eles pagaram para GNR's no Iraque e no Afganistão... Enfim... E o povo que passe fome.



Ora perguntamos:


Por que não se corta na despesa e luxos dos representantes máximos do Estado, ou nos salários milionários de administradores ou gestores de empresas públicas? Ah. Isso, nem pensar: é lá que se encontram os boys nomeados pelo partido. Claro. É lá que estão os boys... E nos boys não se pode mexer... O Zé pavóvio que pague a crise... enquanto outros vão enchendo cada vez masi os bolsos e as contas off-shore até o país ir de uma vez por todas à ruína, isto é, até que se cumpra o destino da Tempestade Perfeita.



E Perguntamos também:


Por que motivo se recuou na medida anunciada segundo a qual "O Governo avança ainda com a eliminação da possibilidade de acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação. "


Mas, se é verdade neste jogo de poder, com a viabilização do Orçamento do Estado para 2011, José Sócrates acaba de ganhar "mais uma vida", não é menos verdade que ela está por um fio. Temos que esperar que essa vida seja suficiente para que o Governo de Sócrates encontre onde cortar os 500 milhões que faltam para acertar as contas do Estado.



Por tudo isto se conclui que na campanha eleitoral José Sócrates enganou o povo. José Sócrates enganou o país. e o Presidente da República. Apresentou um país com capacidade económica e financeira para grandes investimentos e nem sequer tem a possibilidade de manter o abono de família... Uma vergonha, senhor "injinheiro"...


Assim se confirma o que há já muitos anos defendemos: que enquanto um Presidente da República não for eleito para um único mandato (de 7 anos, por exemplo) nunca mais teremos um Homem na Presidência da República (que é eleito nominalmente!) capaz de obrigar os governantes eleitos (sejam de que partido forem) a falar verdade ao povo, a servir o país e não a servirem-se do país. Só num democracia retrógrada como a nossa é possível que um bando de incompetentes enganem o povo e continuem no poder...


in: http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/38917.html