quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

sonhos de infância



tinha viste em 1983 - 84 e voltei a ver agora novamente e o encanto mantém-se..

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Champions League - 2008/ 2009

José Águas
Primeiro capitão de uma equipa portuguesa campeã europeia
O sorteio para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões Europeus colocou frente a frente alguns dos grandes favoritos ao título. O que significa que oito destas equipas serão eliminadas nesta fase. Os principais confrontos serão Chelsea x Juventus, Real Madrid x Liverpool e Inter de Milão x Manchester United.

Os confrontos:

Chelsea x Juventus – Serão dois grandes jogos, onde estarão frente a frente Deco, pelos Blues, e Del Piero, pela Velha Senhora. O ponto fraco da Juventus continua a ser a defesa. Como me parece uma equipa mais equilibrada nos três sectores do campo, os ingleses partem com algum favoritismo na eliminatória. – Apurado: Chelsea

Panathinaikos x Villarreal – A equipa grega fez uma fase de classificação extraordinária, tendo mostrado uma boa capacidade competitiva. Porém, o “Submarino Amarelo” tem uma equipa com mais opções e mais regular. O avançado Nihat tem feito a diferença e poderá ser o destaque do duelo. – Apurado: Villarreal

Bayern de Munique x Sporting – Se jogar como jogou contra o Glorioso Benfica o Sporting poderá ter uma palavra a dizer – há que dizer a Liedson que o Bayern é o Benfica. A equipe do Bayern é mais compacta e tem nos seus quadros atletas como Lúcio, Lanm, Zé Roberto, Ribery, Van Bommel, Klose e Luca Toni. Os bávaros devem ganhar o primeiro jogo e empatar o segundo. Apurado – Bayern de Munique

Atlético de Madrid x Porto – Com um investimento forte para a temporada 2008/2009, a segunda equipa da capital espanhola realizou uma óptima primeira fase na Champions. Já a segunda equipa de Portugal o Futebol Clube do Porto não ficou atrás. Tendo-se reforçado com o super herói Hulk primeiro destaque da Liga Portuguesa, o Porto ficou em primeiro lugar no seu grupo à frente do favorito Arsenal. Será um jogo muito equilibrado. Ainda para mais quando dum lado estará um conjunto de grandes jogadores Kun Aguero, Maxi Rodrigues, Forlan, Simão Saborosa (Atlético) x e do outro uma Equipa com grandes jogadores como Lucho González ou Hulk (Porto). Apurado – Porto

Lyon x Barcelona – O tradicional vencedor do campeonato francês defronta o melhor ataque da Europa. O trio catalão Messi, Henry e Eto’o vão atormentar a defesa do Lyon. Mesmo com o Lyon muito perto de conquistar o oitavo título nacional seguido, este será o duelo mais desequilibrado de todos. O Barcelona deve atropelar e vencer as duas partidas. Apurado – Barcelona


Real Madrid x Liverpool – Para mim este será o confronto mais espectacular desta eliminatória Serão certamente dois jogos fantásticos e que prometem muito aos adeptos do futebol. Grandes jogadores dum lado e de outro e dois estilos antagónicos de encarar o jogo. O Real joga mais aberto pelas laterais e aposta na velocidade para surpreender os adversários. Já o Liverpool é uma equipa que privilegia a posse de bola, um jogo de passe de longa distância, alicerçado numa forte componente física. Comparando as duas “escolas”, e a história recente o lógico seria a classificação do Liverpool. Porém, não será tão fácil assim, o Real de Juande Ramos está confiante e a jogar muito futebol, e depois a camisa blanca dos merengues tem muito peso. O problema é que a vermelha dos “Reds” também tem. Apurado – Liverpool
Arsenal x Roma – Provavelmente dois jogos de futebol de ataque, solto, alegre e bonito. As duas equipas estão a fazer um campeonato abaixo das expectativas nas respectivas ligas, mas têm grandes jogadores e de grande qualidade técnica. Os ingleses do Arsenal já devem poder dispor da muita artilharia ofensiva que dispõem. Pelo lado italiano, a Roma ainda que tendo perdido alguns jogadores para esta temporada, mantém a base do ano anterior. Apurado - Roma
Inter de Milão x Manchester United – Provavelmente o melhor confronto dos oitavos de final! Os actuais campeões terão pela frente a experiente equipa de José Mourinho o Inter de Milão, tri-campeão italiano. Certamente serão duas verdadeiras batalhas técnico-tacticas para definir o vencedor. Cristiano Ronaldo, Tevez, Berbatov, Ferdinand e Rooney do lado inglês e Adriano, Figo, Muntari e Ibrahimovic para os italianos. Se nos concentrarmos no ataque então os campeões europeus serão os favoritos. No entanto, o clube neroazzuri tem um técnico especial - José Mourinho. É esperar para ver... Apurado - Manchester United

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

para reflectir


"Despejar milhões numa economia endividada é como tratar a cirrose de um alcoólico com mais uma garrafa de vinho e outra de uísque".

Paulo Baldaia, "Jornal de Notícias", 07-02-2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

13. Depois das festas e das prendas, perguntemo-nos o que podemos esperar de 2009?


fêqêpê 2007/2008

campeão nacional


m - O FC Porto vai ser de novo campeão nacional

Despindo a camisola, tirando os óculos avermelhados, parece-me que a resposta será sim, se olhar para as três últimas décadas do futebol nacional, em que os "dragões" reinam com 17 campeonatos

a máfia que domina o futebol português

ganhos, apenas menos um do que a história centenária do Sporting. Jesualdo Ferreira arrisca-se a entrar para a história com um tri-campeonato (tetra para os portistas).


Mas continuo à espera que a resposta seja, não, já que foi o Benfica quem chegou ao Natal na frente do campeonato.

o Benfica dos tempos gloriosos

Nos últimos 15 anos, só por duas vezes o FC Porto não dobrou o ano na frente - e sempre que isso aconteceu, não festejou o título no final do campeonato, conquistado pelo Benfica, primeiro, e Sporting, depois. O início temerário dos "azuis e brancos" esta temporada (com três empates e duas derrotas em 12 jornadas) faz com que este fim de ano não seja líder da prova, estatuto entregue ao Benfica.


o treinador

Mas Jesualdo já mostrou que é perito em ultrapassar as adversidades: depois da crise de Setembro (derrotas com Leixões, Naval e Arsenal), o técnico conseguiu dar a volta, recuperou alguns lugares na prova doméstica, é o único dos três "grandes" que se mantém na Taça de Portugal e passou à frente no grupo da Liga dos Campeões.

o autor do único golo justo

1 - 1 Um mau jogo, duas equipas com medo e um arbitro com problemas por ser assumidamente benfiquista e que se torna figura principal com influência decisiva no resultado.. (assim se vencem campeonatos)

simplesmente - falta de classe

um senhor do futebol

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

south dakota

vou continuar a passear pelos estados unidos méxico e canadá

domingo, 1 de fevereiro de 2009

12. Depois das festas e das prendas, perguntemo-nos o que podemos esperar de 2009?


L - O mundo vai pôr-se de acordo para adoptar um novo tratado internacional sobre as alterações climáticas?

o degelo
O mundo espera que os países participantes na Conferência de Copenhaga, prevista para Dezembro de 2009, se disponibilizem a chegar a acordo sobre o esforços que os países irão ou não fazer após terminar o calendário do protocolo de Quioto, em 2012.

A pressão é muita e o empenho da nova presidência dos EUA dá alento aos optimistas.

Mas persistem nuvens negras, a mais grave das quais a crise que o mundo atravessa e que retrai o empenho dos Governos em tomar medidas mais ambiciosas.

o mundo está numa espiral destrutiva
Há também questões logísticas a considerar, refere Francisco Ferreira, da Quercus. É que até Dezembro decorrerão inúmeras reuniões que prepararão a Cimeira de Copenhaga; e os EUA, que são uma peça central, só deverão começar a participar com fôlego na reunião de Junho dado o calendário da tomada de posse da nova presidência.

E resta saber que compromissos os países estarão dispostos a assumir, já que, além das metas de redução, há questões cruciais como o apoio aos países em desenvolvimento, sem os quais qualquer acordo sairá coxo.

o planeta azul que aquece e desertifica
"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer."
Albert Einstein

fenómenos extremos que se repetem

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

de 11/09/2001 a 20/01/2009



Nos seus últimos discursos aos americanos George W. Bush passou uma ideia em meu entender muito acertada - só o tempo e a História poderão avaliar o seu mandato. Para a maioria dos cidadãos seus contemporâneos, nacionais ou estrangeiros, a sentença está proferida: culpado. Tomou (pois o vencedor que o mundo queria era Al Gore) o poder numa América que era vista como "a terra da liberdade". E acaba por deixar ao sucessor e vencedor aclamado a nível mundial uma América menos poderosa e mais consciente dos seus limites - o que, noutras circunstâncias, não seria grande pecado. Mas a "tempestade perfeita" nascida da invasão do Iraque deixou a cena internacional às portas do caos. A fatalidade consuma-se com a explosão da crise financeira, de que não foi o responsável directo mas que constitui a maldição final da sua presidência.Depois de, no primeiro mandato, ter assumido o objectivo de reformular o mapa do mundo, dedicou os três últimos anos a tentar corrigir os efeitos da cadeia de desastres iniciada em 2003.

Al Gore - perdeu o mundo um grande líder

A campanha presidencial de 2000 indiciava que George W. Bush seria um país muito virado para o interior dos Estados Unidos, negligenciando o papel do país no mundo, tendo apelado à humildade na relação com os outros países. No discurso de posse, prometeu defender "os nossos aliados e os nossos interesses", mostrando "resolução sem arrogância".

Que aconteceu?

procura-se vivo ou morto

A organização terrorista Al-Quaeda de Bin Laden e o dia da infâmia - 11 de Setembro mudaram-lhe os planos. A mudança foi evidente logo no dia 12 de Setembro de 2001, em que proclama: "Encontrámos a nossa missão". A missão era a "guerra contra o terrorismo", o combate entre o Bem e o Mal, rapidamente transformado numa operação de "engenharia geopolítica global" que deu lugar à arrogância, à desmesura e, por fim, à perda.

o ataque da besta

A nova era americana.
O 11 de Setembro é o marco nas relações internacionais, à um antes e um depois, evidente como afirmou o autor Pierre Hassner "através da reacção dos Estados Unidos e, ainda mais, através da reacção do mundo àquela reacção". O infame ataque abriu caminho aos falcões da administração, liderados pelo vice-presidente Dick Cheney e pelo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, e afastou os moderados, como o secretário de Estado, Colin Powell. George W. Bush é atraído para o novo paradigma do século americano a guerra contra o terrorismo a chave para um realinhamento democrático do Médio Oriente dentro da nova ordem internacional. O Pentágono acaba por substituir o Departamento de Estado como primeira fonte da política externa. A derrapagem começa no Iraque, pois o ataque ao estado fantoche comandado pela Al-Qaeda em 2001, teve uma legitimação internacional.

antes um tirano assassino - hoje um democrata!!!

Os neoconservadores nunca esqueceram o Iraque e Saddam, este será o primeiro acto de um vasto jogo, que deveria reordenar por etapas o mapa do Médio Oriente. A resolução do conflito israelo-árabe é o grande objectivo, no entanto por hora relegado para segundo plano: A estrada para Jerusalém passa por Bagdad. A América reconstrui-se como única super-potência global. Foi a "ilusão do Império", escreveu em 2004 o americano John Ikenberry. Entramos na então chamada "Doutrina Bush" que assentava na teoria da guerra preventiva, no unilateralismo, na troca das alianças permanentes por coligações de interesses de bases variáveis consoante o inimigo a combater, no antagonismo com a ONU, na diminuição dos tratados internacionais em função dos interesses dos Estados Unidos. E na imprevisibilidade dos limites da força militar: o exercito dos EUA derrota rapidamente as forças de Saddam, mas os políticos norte-americanos não conseguem vencer a batalha dos mass-media e da opinião pública global.

Foram criadas quezílias diplomáticas com os tradicionais aliados europeus que Rumsfeld, classificou entre "nova e velha Europa".

a esperança num mundo melhor que continua a ser impossível no mundo árabe

O Grande Médio Oriente.
A estratégia é muito simples: a invasão do Iraque teria o apoio dos iraquianos e à sua democratização servindo este país de catalisador para ocorrerem reformas democráticas em toda a região, do Egipto à Arábia Saudita, do Líbano ao Yemen. Aos resistentes, expeculativamente a Síria e/ou o Irão, seria aplicada a coerção militar. Em Maio de 2003, Bush anuncia um projecto de remodelação político-social do Grande Médio Oriente, que será lançado no início do ano seguinte. Visava a modernização e a democratização do mundo islâmico, do Magrebe ao Paquistão. Declarara Bush no discurso sobre o Estado da União: "Enquanto o Médio Oriente permanecer um lugar de tirania, desespero e cólera, continuará a produzir homens e movimentos que ameaçam a segurança dos Estados Unidos e dos nossos amigos. Assim, a América prossegue uma estratégia de avanço da liberdade no Grande Médio Oriente."
"A democracia não se pode exportar", advertiu Samuel Huntington. Em 2005, escrevia um jornalista libanês: "Após décadas de seca, parece que chove democracia no Médio Oriente": eleições no Iraque, anúncio da "eleição democrática" do Presidente do Egipto, minieleições sauditas, a sublevação pacífica no Líbano e a preparação de eleições na Palestina. "Terá Bin Laden desencadeado uma revolução democrática no Médio Oriente?", interrogava-se o britânico Timothy Gorton Ash. E o neoconservador Charles Krauthammer apelava: "As revoluções não estacionam; ou avançam ou morrem. Estamos na aurora de um glorioso, delicado e revolucionário momento no Médio Oriente."Áreas houve, como a Ásia ou África, em que a política de Bush alcançou sucessos. Mas será o fiasco no Médio Oriente que quase tudo domina, suscitando a ideia de que, afinal, "o mundo se tornou mais perigoso".

Os anos de contrição.

E de repente tudo corre mal, afinal não existiam armas de destruição maciça (ADM) no arsenal de Saddam. Rapidamente os falcões afirmam que a guerra continua a ser justa, pois o grande objectivo era a democracia, e que as ADM foram o pretexto para obter um consenso internacional para a invasão.

o Pentágono antes de 11 de Setembro

e depois do infame ataque

Começa, o caos iraquiano aumentam o número de mortos, o sentimento de "falsa vitória", agravada com as denuncias de tortura em Abu Ghraib e Guantanamo provocam efeitos sociais devastadores.
abu graib

Guantanamo

e continua o caus: na Palestina, o Hamas vence as eleições parciais e expulsa a Fatah da faixa de gaza, no Afeganistão, regressam os taliban, até o Irão e a Venezuela se sentem com força de desafiar os EUA. A partir de fins de 2005, a situação descontrola-se. Nos EUA, a opinião pública, inicialmente favorável à cruzada de Bush, começa a mudar. O ódio aos Estados Unidos torna-se preocupantes.
No Verão de 2006, dá-se o regresso dos realistas, mas já sem Colin Powel. Bush afasta Rumsfeld e Wolfowitz e o vice-presidente Cheney perde influência. No final do Ano de 2006, sai o relatório da comissão Baker-Hamilton que afirma que os Estados unidos não estão a ganhar a guerra no Iraque - é a confirmação da falência da política internacional da Administração Bush propondo uma "ofensiva diplomática geral", contrária ao conceito de "guerra ao terrorismo" que se seguio ao 11 de Setembro.
A mudança não demora.
Reaproximação aos aliados europeus. Aposta na iniciativa política em detrimento da iniciativa militar no Iraque. É relançado, o processo de paz israelo-palestiniano. São desligados os motores da guerra contra o Irão. Condoleezza Rice e a diplomacia ganham protagonismo.
Bush sai de cena quando começava a aprender que a sua cruzada contra o terror, mais do que eliminar o terrorismo, se tornara na arte de criar novos inimigos.

Condoleezza Rice