domingo, 28 de dezembro de 2008

já não sou Virgem..


ontem comi no McDonald's e,... não gostei mesmo nada :(
1ª São Silvestre de Lisboa
Director Desportivo - António Sousa
Dia - 28 de Dezembro
Estado do Tempo - Temporal
Dia especial pois para além de todas as contrariedades tive o privilégio de passar frio, apanhar uma molha histórica, andei a carregar com grades, bases de cimento, conduzir em contra mão, almoçar no McDonald's, jantar na vitrina do restaurante descarregar camiões às 3 da manhã, não receber um cêntimo e estar profundamente feliz por ter o privilégio de voltar a trabalhar com os meus irmãos António João sousa e António José Sousa e com o nosso futuro - João Sousa..
Em suma um grande dia..

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

natal em família


É Natal, é Natal

Aqui está uma época que sempre me deu uma duplicidade de sentimentos, se por um lado reencontro a felicidade de criança com a abertura das prendas e com o olhar de ansiedade dos meninos, por outro sinto a dor de saber que àquela mesma hora muitos outros meninos não mergulham no mundo encantado dos brinquedos, dos sonhos, da família ou da mesa farta.. E esta é uma das dores que este nosso mundo perpetua, "Porque sofrem as crianças pergunto".

É Natal e sinto falta de meu pai que tanto gostava de ver a família reunida à mesa assim como me recordo daquele que nunca chegou a chegar, tendo partido ainda antes de cumprir os seus desígnios mínimos..
eles são o meu Natal:
Mami, mano velho, mano, cunhadinha, júnior - João e o benjamim - Cláudio

sábado, 29 de novembro de 2008

hoje faço anos e estou feliz..

voltei a casa e tive a minhã mãe, irmãos, cunhada e sobrinhos a cantarem-me os parabéns

Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida!
Hoje é dia de festa
Cantam as nossas almas
Para o menino Joaquim
Uma salva de palmas!
Tenha tudo de bom
Do que a vida contém
Tenha muita saúde
E amigos também
Hoje o Joaquim faz anos
Porque Deus assim quis
O que mais desejamos
É que seja feliz!
Espanhol
Cumpleaños feliz,
Te deseamos a ti,
Cumpleaños Joaquim,
Cumpleaños feliz.
Inglês
Happy birthday to you,
Happy birthday to you,
Happy birthday dear Joaquim,
Happy birthday to you.
Francês
Joyeux anniversaire,
Joyeux anniversaire,
Joyeux anniversaire Joaquim,
Joyeux anniversaire.
Italiano
Tanti auguri a te,
Tanti auguri a te,
Tanti auguri a Joaquim,
Tanti auguri a te.
Esperanto
Bondezirojn al vi,
bondezirojn al vi,
en la dato naskigxabondezirojn al vi.
Romeno
Multi ani traiasca,
Multi ani traiasca,
La multi ani!
Alemão
Zum Geburtstag viel Glück,
Zum Geburtstag viel Glück!
Zum Geburtstag, liebe Joaquim,
Zum Geburtstag viel Glück!
Chinês
Tchou ni chan gu kouaï leu,
Tchou ni chan gu kouaï leu,
Tchou ni chan gu kouaï leu Joaquim,
Tchou ni chan gu kouaï leu.
Árabe
Sana hiloi ya gamil,
Sana hiloi ya gamil,
Sana hiloi ya Joaquim,
Sana hiloi ya gamil.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

E se Obama fosse africano?

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de “nosso irmão”. E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: “E se Obama fosse camaronês?”. As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente “descobriram” que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado ‘ilegalmente”. Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um “não autêntico africano”. O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos “outros”, dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso “irmão” teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada “pureza africana”. Para estes moralistas - tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
Mia Couto (Jornal Savana, Maputo, 14.11. 2008)

sábado, 15 de novembro de 2008

Meus caros Ilídio (Parabens pelos teus 29,6 anos), Marco, Uriel e Balau

O CASO CALABOTE


Vivemos um tempo em que o FC Porto, melhor os portistas não têm razões de queixa das arbitragens e de quem manda nos árbitros. Bem pelo contrário! O futebol que vejo nos últimos 20 anos foi dominado pelo clube primeiro das antas e agora do dragão, por mérito, também, mas igualmente devido a muitas manobras de bastidores, sobretudo nas arbitragens (olha o Kostadinove Marco... penalti :)). Pior cego é aquele que não quer ver. E já se sabe como reage um portista a uma critica... fala em Salazar, do antes do 25 de Abril e no... Calabote. Ou seja, para eles o que se passa do 25 de Abril para cá é só honestidades e antes do Dia da Liberdade o seu Porto só não ganhava porque era constantemente prejudicado! A isto chamar-se-á desonestidade intelectual ou pura demagogia! E que tal pensarmos e reflectirmos sobre factos e não boatos ou lendas! Aqui fica um excerto de uma publicação que tenta dar a conhecer aos mais novos os factos daquela tarde de 22 de Março de 1959. Boas leituras!
"Onde se recorda a célebre arbitragem do Benfica-Cuf (7-1) da última jornada do campeonato de 1958/59 (ganho pelo FC Porto), jogo que, diz-se agora, o árbitro terá prolongado por dez minutos, à espera de um golo que daria o título ao Benfica. Nem o Benfica ganhou esse campeonato, nem o jogo demorou tanto: o árbitro deu não mais de três a quatro minutos de descontos, plenamente justificados pelas constantes perdas de tempo dos jogadores adversários. Basta reler os jornais da época…
Desde os anos oitenta, quando se acentuou o domínio do FC Porto sobre a arbitragem nacional, culminado, duas décadas depois, com a tardia “Operação Apito Dourado”, passou a ouvir falar-se muito no antigo árbitro Inocêncio Calabote e nos favores que teria feito ao Benfica num célebre jogo com a Cuf na última jornada do Campeonato Nacional de 1958/59 (22 de Março), terminado com o resultado de 7-1 e que teria tido, no dizer de quantos o recordam agora, dez minutos a mais, dados pelo árbitro à espera que o Benfica marcasse mais um golo que lhe daria o título. Nada mais falso.
Quando se chegou à 26ª e última jornada deste campeonato, marcado por inúmeros casos (ver texto à parte), FC Porto e Benfica estavam igualados em pontos e na primeira fórmula de desempate, já que haviam empatado os dois jogos entre ambos. O FC Porto tinha então uma vantagem de quatro golos na diferença total entre tentos marcados e sofridos, pelo que tudo se iria decidir na última jornada, nos jogos Torreense-FC Porto e Benfica-Cuf. Apesar de uma e outra destas equipas estarem em perigo de descer de divisão (o Torreense desceu mesmo e a Cuf acabou por ter que disputar o então chamado Torneio de Competência com os melhores classificados da II Divisão), é muito natural que tanto os jogadores da Cuf como os do Torreense tenham tido prémios especiais (e secretos) para dificultarem a vida aos dois candidatos ao título.


Rádios acesos e… seis minutos de atraso

Sem televisão a transmitir, era através da rádio que, num e noutro campo, os adeptos iam seguindo a marcha dos marcadores. E a grande questão, que dá origem a todos os exageros que hoje se propalam, residiu no facto de o jogo do Benfica ter começado seis minutos mais tarde que as tradicionais 15 horas, então o horário de início de todos os jogos. A nossa equipa demorou a entrada em campo o mais que pode, de forma a poder vir a beneficiar do conhecimento do resultado em Torres Vedras, facto que levou a que o clube fosse então (justamente) multado. Esses seis minutos (mais uns “pozinhos” no segundo tempo) juntos com os três a quatro minutos que o árbitro prolongou o jogo para compensar percas de tempo, levou a que o jogo da Luz tivesse terminado apenas mais de dez minutos depois do de Torres Vedras, tempo durante o qual a equipa do FC Porto esperou em pleno campo, para depois festejar a conquista do título. E foi essa longa espera, superior a dez minutos, que deu origem à lenda-Calabote, que tão aproveitada (e distorcida) tem sido ao longo dos tempos. O Benfica não foi em nada beneficiado com essa arbitragem. E o árbitro até teria tido todas as possibilidades de «dar» o título ao Benfica, já que o nosso clube marcou o seu último golo aos 38 minutos da segunda parte e, quando o jogo de Torres Vedras terminou, o Benfica ainda teve cerca de dez minutos (seis regulamentares e mais três a quatro de “descontos”) para marcar aquele que lhe daria o título.



O que disseram os jornais

Folheando os três jornais desportivos da época, nada faria supor que, várias décadas depois, o jogo fosse tão falado. Vejamos o que então se escreveu sobre o tempo de desconto, não sem que, antes, se recorde que, na altura, a missão dos árbitros era bem mais difícil, pois não havia cartões amarelos, o guarda-redes podia passear com a bola na grande área, batendo-a no chão as vezes que entendesse e a demora nos lançamentos da linha lateral não era castigada com lançamento a favor da equipa adversária. Mas vejamos o que disseram os jornais. Alfredo Farinha, em “A Bola”, foi bem claro: «O recurso sistemático aos pontapés para fora do rectângulo, a demora ostensiva na marcação dos livres e lançamentos de bola lateral, as simulações de lesionamentos, o uso e abuso, enfim, de todos esses vulgarizados meios de “queimar tempo” (…) dificilmente encontram, no caso de ontem, outra justificação se não esta: a Cuf não jogou, exclusivamente, para si mas também para uma outra equipa (a do FC Porto) que estava à margem da luta travada na Luz.» Mais adiante, na apreciação ao trabalho do árbitro, acrescenta Alfredo Farinha: «No que se refere ao prolongamento de quatro minutos, cremos ter deixado, ao longo da crónica, justificação bastante para o critério do Sr. Inocêncio Calabote.» No “Mundo Desportivo”, Guilhermino Rodrigues não comungava da mesma opinião, mas até considerou menor o tempo de desconto e acabou por o justificar: «Exagerado o período de três minutos que concedeu além do tempo regulamentar para contrabalançar os momentos gastos em propositada demora pelos cufistas.» No “Record”, em crónica não assinada (um antigo hábito do jornal), uma outra opinião: «Deu quatro minutos (…) pela demora propositada dos jogadores da Cuf – alguns deles foram advertidos – na reposição da bola em jogo. Não compreendemos porque não usou do mesmo critério no final do primeiro tempo, dado que aquelas demoras se começaram a registar desde início.» Esclarecedor…


Dois “penalties” indiscutíveis, um duvidoso

A acrescentar à fantasia dos dez minutos de descontos, há também quem fale nas três grandes penalidades que o árbitro assinalou a favor do Benfica. Os jornais foram unânimes em considerar indiscutíveis o primeiro e o terceiro e apenas o segundo deixou dúvidas. “A Bola”: «Quanto aos “penalties”, não temos dúvida de que o primeiro e o terceiro existiram de facto; dúvidas temos, porém, quanto ao segundo, pois Cavém, ao que se nos afigurou, não foi derrubado por um adversário, antes foi ele próprio que se descontrolou e desequilibrou.» “Record”: «Regular comportamento no julgamento das faltas. Só não concordamos com a segunda grande penalidade. A falta existiu, na verdade, mas só por ter sido executada fora de tempo merecia livre indirecto.» “Mundo Desportivo” (a propósito do segundo penalty): «Cavém obstruído quando perseguia a bola dentro da área. A falta só exigia livre indirecto.”
Já agora, recorde-se também a declaração de Cândido Tavares, treinador da Cuf, ao “Mundo Desportivo”: «O resultado justifica-se. Mas o árbitro foi demasiado longe na marcação das grandes penalidades. Não achei justo que assim sucedesse. Pena foi que não adoptasse agora no final o mesmo critério, não assinalando um autêntico “penalty” quando Durand derrubou Cavém. Era quanto a mim mais razoável.” Elucidativo! Se o árbitro tivesse desejado “oferecer” o título ao Benfica teria tido flagrante oportunidade…



FC Porto marcou dois golos no fim e Torreense acabou com nove

O outro jogo decisivo da última jornada deste campeonato de 1958/59 foi o Torreense-FC Porto. O FC Porto entrou com quatro golos de vantagem sobre o Benfica (na decisiva diferença total de golos) mas, ao intervalo, o Benfica já estava em vantagem: ganhava por 5-0 à Cuf, enquanto o FC Porto vencia em Torres Vedras por 1-0. Entretanto, na Luz o resultado foi fixado em 7-1 quando havia sete minutos para jogar, mas em Torres Vedras, a dois minutos do fim, o FC Porto fazia 2-0 e, a vinte segundos do final, Teixeira marcou o terceiro e decisivo golo. O Benfica jogou ainda dez minutos, mas não conseguiu o golo que lhe faltava. O Torreense, que sofrera o primeiro golo quando tinha um jogador fora de campo, lesionado, jogou com dez jogadores, por expulsão de Manuel Carlos, desde os 20 minutos da segunda parte, e ainda viu ser expulso outro jogador a seguir ao 2-0 (por pontapear a bola para longe depois do golo), sofrendo o 3-0 quando já só tinha nove homens em campo. Casos houve, pois, no jogo Torreense-FC Porto, com a arbitragem de Francisco Guiomar a ser contestada pelos jogadores locais…"

Os portugueses não têm cultura desportiva? afirma Rui Costa

Não me parece que isso não se resolve de um dia para o outro, mas vale a pena procurar as razões que estão por de traz do fenómeno. E sem pensar muito sou de imediato assaltado por duas razões: falta de princípios - vede os casos recentes do Sporting contra o arbitro Bruno Paixão pela sua falta de competência em campo e a situação vergonhosa e recorrente do Estrela da Amadora que recorrentemente não paga os salários aos seus funcionários e uma herança histórica de desculpabilização do insucesso com recurso a factores externos, que pelo menos desde 1966 marca os adeptos do futebol, quem entre as novas gerações nunca ouviu ao pai ao tio ou ao avô (verdades de la palisse, que repetimos até à exaustão) dizer que o nosso país só não foi campeão do mundo em 1966 porque a Inglaterra foi despeduradamente ajudada pela FIFA que foi em socorro dos Ingleses e mudaram o local da meia-final de Liverpool para Londres? E mais recentemente quem não se lembra de Marc Batta (que nos tirou do Mundial de França), ao penalti de Abel Xavier visto por Slomka (que nos afastou do Euro 2000), ou meu caro amigo Melo à mais que recorrente história de um homem que poucos se lembram mas muitos não benfiquistas tem na memória independentemente de realmente saberem o que o sr. Calabote fez?, tudo isto simplesmente para evitarmos reconhecer ou aceitar o peso do insucesso?
Para que serve o desporto?

Que sociedade realmente queremos?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

pergunto a Deus simplesmente, ... porquê??


Mais de 50 por cento das meninas casam-se antes dos 18 anos
Nojood, 10 anos, divorciou-se e agora é Woman of the Year 2008



A revista Glamour descreveu-a como "a mais célebre divorciada" do mundo, mas não foi por isso que a distinguiu, esta semana, como uma das dez Women of the Year 2008. Nojood Mohammed Ali, de dez anos, viajou de Sanaa, capital do Iémen, até Nova Iorque, para partilhar o prémio com Hillary Clinton, Condoleezza Rice ou Nicole Kidman por ter aberto o caminho às meninas que querem libertar-se de casamentos forçados.Quando pisou o palco do Carnegie Hall, no dia 10, acompanhada da sua advogada Shada Nasser (também ela premiada), Nojood Ali irradiava luz, com uma túnica tradicional violeta e uma bandelette amarela a segurar longos cabelos negros. Impressionou pela timidez e valentia que fizeram dela a mais jovem receptora deste galardão, que há 19 anos é atribuído."Mal posso esperar conhecê-la, vai ser muito inspirador falar com ela. Que história incrível", disse Rice. A senadora Clinton exclamou: "Ela é exemplo de coragem. Uma das mulheres mais extraordinárias que eu já conheci."Os elogios agradaram a Nojood, mas do que ela mais gostou, segundo o New York Daily News, foi de uma visita ao Museu de História Natural, de um passeio no Central Park e de um cruzeiro no rio. Tudo tão diferente do bairro com esgotos a céu aberto e do casebre onde vivem o pai, a mãe, a madrasta e 15 irmãos. O drama de Nojood começou quando o pai, um desempregado que antes recolhia lixo nas ruas, quebrou a promessa de não a retirar da escola para lhe arranjar um marido, como fez a outras irmãs. Ela frequentava a segunda classe e adorava estudar Matemática e o Corão. Ele foi buscá-la para a entregar a um homem de 30 anos, o carteiro Faiz Ali Thamer. No dia do casamento, confiante num alegado compromisso de que a união não seria consumada antes de ela "ser adulta", a menina ficou fascinada com o dote: três vestidos, um perfume, duas escovas do cabelo, dois hijab (véu islâmico) e um anel cujo preço equivalia a 20 dólares. Este foi logo vendido por Thamer, que comprou roupas para si. A partir dali, a vida da recém-casada só piorou. "Eu corria de sala em sala para tentar fugir, mas ele acabava sempre por me apanhar", revelou Nojood ao jornal Yemen Times. "Chorei tanto, mas ninguém me ouvia. Sempre que eu queria brincar no pátio, ele vinha, batia-me e obrigava-me a ir para o quarto com ele. E se seu pedia misericórdia ainda batia e abusava mais de mim. Eu só queria ter uma vida respeitável. Um dia fugi."E esse dia foi 2 de Abril deste ano, dois meses após o casamento. Sob o pretexto de ir visitar a sua irmã favorita, Haifa (que aos nove anos vende pastilhas na rua), seguiu o conselho da "tia" (a segunda mulher do pai) e foi procurar justiça. Esta mendiga que ocupa um quarto com os seus cinco filhos foi a única que a tentou ajudar.
Nem a viam no tribunal
Nojood apanhou primeiro um autocarro e depois um táxi e foi até a um tribunal de Sanaa. Ela era tão pequenina, que quase passou despercebida aos magistrados, aos advogados e a outros funcionários. À hora de almoço, quando a multidão se dispersava, relatou o diário Los Angeles. Times, "um juiz curioso aproximou-se dela e perguntou-lhe o que fazia sentada num dos bancos". A resposta foi: "Eu vim pedir o divórcio." Mohammed al-Qadhi, o juiz, ficou comovido. "O tribunal estava quase a fechar, e ele levou-a para casa dele", contou ao PÚBLICO, por e-mail, a advogada Shada Nasser. "No sábado seguinte, ele mandou deter o marido e o pai. Foi então que eu apareci e me ofereci para a representar." (Ver caixa) Nasser ficou intrigada por Nojood ter recusado ir para um lar de acolhimento e ter preferido voltar à casa paterna, mas nunca mais a abandonou. Quando o veredicto chegou - dissolução do casamento -, a notícia espalhou-se pelo Iémen e pelo resto do mundo. A CNN incluiu a advogada numa "galeria de heróis", por ela ter aceitado defender gratuitamente todas as outras (e muitas) meninas que entretanto quiseram seguir o exemplo de Nojood.No Iémen, segundo um estudo da Universidade de Sanaa, cerca de 52 por cento das raparigas são forçadas a casar-se antes dos 18 anos. "O exemplo de Nojood vai aumentar a pressão para que se defina uma idade mínima para casar", diz ao PÚBLICO, por telefone, Mohammed al-Kibsi, do jornal Yemen Observer. "Os islamistas do Comité da Sharia [lei corânica] recusam impor limites, mas há um grande movimento da sociedade civil para que o Parlamento aprove este mês uma lei que imponha os 18 anos como idade mínima. Vai haver compromisso, para os 16 anos."Al-Kibsi lamenta que nenhum jornal em língua árabe - nem mesmo no Iémen - tenha noticiado o prémio de Nojood e Nasser. "É pena que a maioria das pessoas ignorem o que aconteceu, até porque, para a maioria das tribos, no Norte e no Sul, o casamento forçado é uma vergonha."Nojood está feliz. "A minha vida é doce como um rebuçado", disse à Glamour. Regressou à escola. Quer ser advogada. "Para proteger outras meninas como eu."

Shada Nasser ajuda crianças casadas à força

No dia 8 de Abril deste ano, Shada Nasser foi a correr para um tribunal em Sanaa, capital do Iémen, assim que soube que Nojood Mohammed Ali, uma menina de dez anos, apareceu sozinha perante um juiz a pedir para se divorciar do marido, de 30.Há uma década que a advogada de 44 anos está envolvida na luta contra as tradições tribais, por uma nova lei de protecção da família e menores. "Quando o juiz ordenou a detenção do marido e do pai de Nojood, que a obrigara a casar-se, dei-lhe um abraço forte e prometi-lhe que a ajudaria", contou Shada Nasser ao PÚBLICO numa entrevista por e-mail, antes de ambas receberem esta semana, em Nova Iorque, o prémio Women of the Year 2008 da revista Glamour. "Ela sorriu e eu fiquei confiante que conseguiria vencer este caso." O juiz dissolveu o casamento, medida mais drástica do que o divórcio, aceitando o argumento de que "não foi respeitada a lei", muito vaga sobre a "idade ideal" de ter relações sexuais, e que a menina foi violada."Eu tinha de apoiar Nojood [e outras crianças que apareceram depois], sem as oportunidades da minha filha, Lamya, nove anos, e do meu filho, Khalid, de quatro, que frequentam a British School, tocam piano e aprendem francês. Eu e o meu marido estudámos Direito. Ele é doutorado pela Sorbonne, em Paris, e eu mestre pela Universidade Charles Carlove, em Praga. Somos activistas e queremos mudar o nosso país."

14.11.2008 - Margarida Santos Lopes in Público

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Masters AIG - calendários de Tennis e Snooker

1ª jornada

Ilídio Sousa (o globetroter)___ - Jb Sousa (el peregrino)___
Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Descansa - Marco Melo
(A muralha de Freixo)

2ª jornada

Ilídio Sousa (o globetroter)___ - Marco Melo (A muralha de Freixo)___
Jb Sousa (el peregrino)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Descansa - Uriel Abreu (o Tang
erino)

3ª jornada

Ilídio Sousa (o globetroter)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Marco Melo (A muralha de Freixo)___
Descansa - Jb Sousa (el peregrino)

4ª jornada

Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Jb Sousa (el peregrino)___
Marco Melo (A muralha de Freixo)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Descansa - Ilídio Sousa (o globetroter)

5ª jornada

Marco Melo (A muralha de Freixo)___ - Jb Sousa (el peregrino)___
Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Ilídio Sousa (o globetroter)___
Descansa - Paulo Balau (o Africano)


Regulamento 2008

Os jogadores incluídos deverão jogar, em modelo round robin, todos entre si.
Os jogos deverão ser combinados entre os 2 jogadores em questão de acordo com a disponibilidade de cada jogador.
Será possível saltar jornadas e nenhum jogador deverá recusar um convite para jogar com base no argumento que está a saltar jornadas. Deverá imperar a regra do bom senso e a consciência que é difícil as pessoas terem disponibilidade para jogar, pelo que, quantos mais jogos se fizer melhor. O que conta é o resultado do ranking final.
Os jogos devem ser todos realizados ao set com dois pontos de vantagem).
A classificação é efectuada de acordo com o número de jogos ganhos (Vitórias - Derrotas) e de acordo com o número de pontos ganhos / perdidos. Em caso de empate os factores de desempate serão: Maior número de sets vencidos, Menor número de sets perdidos, confronto directo, e, finalmente, sorteio.
Os jogos podem realizar-se em qualquer tipo de piso a acordar entre os dois jogadores. O aluguer do campo, caso exista, deverá ser dividido entre ambos os participantes.



1ª jornada

Marco Melo (A muralha de Freixo)___ - Jb Sousa (el peregrino)___
Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Ilídio Sousa (o globetroter)___
Descansa - Paulo Balau (o Afri
cano)


2ª jornada

Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Jb Sousa (el peregrino)___
Marco Melo (A muralha de Freixo)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Descansa - Ilídio Sousa (o globe
troter)

3ª jornada

Ilídio Sousa (o globetroter)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Marco Melo (A muralha de Freixo)
___
Descansa - Jb Sousa
(el peregrino)

4ª jornada

Ilídio Sousa (o globetroter)___ - Marco Melo (A muralha de Freixo)___
Jb Sousa (el peregrino)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Descansa - Uriel Abreu (o Tangerino)


5ª jornada

Ilídio Sousa (o globetroter)___ - Jb Sousa (el peregrino)___
Uriel Abreu (o Tangerino)___ - Paulo Balau (o Africano)___
Descansa - Marco Melo (A muralha
de Freixo)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

12 de Novembro de 1991 - TIMOR-LESTE, UM POVO, UMA NAÇÃO

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"Seja no Tibete ou na Polónia, nos Países Bálticos ou no Pacífico Sul, em África ou nas Caraíbas, está demonstrado que a força e a repressão nunca puderam sufocar por completo o que se constitui a própria razão de ser de cada povo: o orgulho de ser ele mesmo; a capacidade de poder preservar, sem restrições, tudo quanto o identifique como tal; a liberdade de transmitir tudo isso à gerações vindouras; em súmula, o direito de gerir o seu próprio destino".
Xanana Gusmão, 5 de Outubro de 1989.



Loro = Sol;
Sa’e = subir, elevar-se, ascender;
Loro Sa’e =Nascer do Sol;
Lorosa’e = Nascente, Oriente;
Timor do Oriente = TIMOR-LESTE;

Terra onde, para Camões, “O Sol nasce primeiro” e onde a lenda do crocodilo é a primeira identificação a fazer.

A lenda e o mapa da terra, com forma de crocodilo:Em tempos que já lá vão, vivia na ilha Celebes um crocodilo muito velho, tão velho que não conseguia caçar os peixes do rio.Certo dia, morto de fome, decidiu aventurar-se pelas margens em busca de algum porco distraído que lhe servisse de refeição. Andou, andou, até cair exausto e desesperado, sem forças para regressar à água. Quem lhe valeu foi um rapaz simpático e robusto que teve pena dele e o arrastou pela cauda .Em paga pelo serviço prestado, o crocodilo ofereceu-se para o transportar às costas sempre que ele quisesse navegar. Foi assim que começaram a viajar juntos. Mas, apesar da amizade que sentia pelo rapaz, quando o crocodilo teve novamente fome, lembrou-se de o comer. Antes, porém, quis ouvir a opinião dos outros animais e todos se mostraram indignadíssimos. Devorar quem o salvara? Que terrível ingratidão! Envergonhado e cheio de remorsos, o crocodilo resolveu partir para longe e recomeçar a sua vida onde ninguém o conhecesse. Como o rapaz era o único amigo que tinha, chamou-o e disse-lhe assim: -Vem comigo à procura de um disco de ouro, que flutua nas ondas perto do sítio onde nasce o sol. Quando o encontrarmos seremos felizes. Mais uma vez viajaram juntos, agora sulcando o mar que parecia não ter fim mas, a certa altura, o crocodilo percebeu que não podia continuar. Exausto, deteve-se na intenção de descansar apenas um instante mas, logo que parou, o corpo transformou-se numa ilha maravilhosa! O rapaz, que se viu homem feito de um momento para o outro, verificou, encantado, que trazia ao peito o disco de ouro com que o crocodilo sonhara. Percorreu então as praias, as colinas e as montanhas e compreendeu que aquela era a ilha dos seus sonhos. Instalou-se e escolheu o nome para a ilha. Chamou-lhe Timor, que­ significa "Oriente".

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

11 de Novembro de 1975 - foi há 33 anos

ANGOLA
os ultra esquerdistas da revolução destroem a pátria

Na Lunda, no Zaire e no Cuangar foram encontrados instrumentos de pedra e outros, dos homens do Paleolítico. No Deserto do Namibe forem encontradas gravuras rupestres nas rochas. Trata-se das gravuras do Tchitundu-Hulo atribuídas aos antepassados dos khoisan.
Nos primeiros 500 anos da era actual, os povos bantu da África Central, que já dominaram a siderurgia do ferro, iniciaram uma série de migrações para leste e para sul.
Um desses povos emigrantes foi se aproximando do Rio Congo (ou Zaire), acabando por atravessá-lo já no século XIII e instalar-se no actual Nordeste de Angola. Era o povo quicongo (ou kikongo).
Outra migração fixou-se inicialmente na região dos Grandes Lagos Africanos e, no século XVII, deslocou-se para oeste, atravessando o Alto Zambeze até ao Cunene: era o grupo ngangela.
No ano de 1568, entrava um novo grupo pelo norte, os jagas, que combateram os quicongos e os empurraram para sul, para a região de Kassanje.
No século XVI ou mesmo antes, os nhanecas (nyanekas ou vanyanekas) entraram pelo sul de Angola, atravessaram o Cunene e instalaram-se no planalto da Huíla.
No mesmo século XVI, um outro povo abandonava a sua terra na região dos Grandes Lagos, no centro de África, e veio também para as terras angolanas. Eram os hereros (ou ovahelelos), um povo de pastores. Os hereros entraram pelo extremo leste de Angola, atravessaram o planalto do Bié e depois foram instalar-se entre o Deserto do Namibe e a Serra da Chela, no sudoeste angolano.
Já no século XVIII, entraram os ovambos (ou ambós), grandes técnicos na arte de trabalhar o ferro, deixaram a sua região de origem no baixo Cubango e vieram estabelecer-se entre o alto Cubango e o Cunene.
No mesmo século, os quiocos (ou kyokos) abandonaram o Catanga e atravessaram o rio Cassai. Instalaram-se inicialmente na Lunda, no nordeste de Angola, migrando depois para sul.
Finalmente, já no século XIX apareceu o último povo que veio instalar-se em Angola: os cuangares (ou ovakwangali). Estes vieram do Orange, na África do Sul, em 1840, chefiados por Sebituane, e foram-se instalar primeiro no Alto Zambeze. Então chamavam-se macocolos. Do Alto Zambeze alguns passaram para o Cuangar no extremo sudoeste angolano, onde estão hoje, entre os rios Cubango e Cuando.
As guerras entre estes povos eram frequentes. Os migrantes mais tardios eram obrigados a combater os que já estavam estabelecidos para conquistar as suas terras. Para se defenderem, os povos construíam muralhas em volta das sanzalas. Por isso, há em Angola muitas ruínas de antigas muralhas de pedra, abundantes no planalto do Bié e no planalto da Huíla, onde se encontram, também, túmulos de pedra e galerias de exploração de minério, testemunhos de civilizações mais avançadas do que geralmente se supõe.

o padrão português
A Chegada dos Portugueses
Os Portugueses sob o comando de Diogo Cão, no reinado de D. João II, chegam ao Zaire em 1484. É a partir daqui que os portugueses iniciam a conquista desta região de África, incluindo Angola. O primeiro passo foi estabelecer uma aliança com o Reino do Congo, que dominava toda a região. A sul deste reino existiam dois outros, o de Ndongo e o de Matamba, os quais não tardam a fundir-se, para dar origem ao reino de Angola (c. 1559).Explorando as rivalidades e conflitos entre estes reinos, na segunda metade do século XVI os portugueses instalam-se na região de Angola. O primeiro governador de Angola, Paulo Dias de Novais, procura delimitar este vasto território e explorar os seus recursos naturais, em particular os escravos. A penetração para o interior é muito limitada. Em 1576 fundam São Paulo da Assunção de Luanda, a actual cidade de Luanda. Angola transforma-se rapidamente no principal mercado abastecedor de escravos para as plantações da cana-de-açúcar do Brasil.Durante a ocupação filipina de Portugal (1580-1640), os holandeses procuram expropriar os portugueses desta região, ocupando grande parte do litoral (Benguela, Santo António do Zaire, as barras do Bengo e do Cuanza). Em 1648 os portugueses expulsam os holandeses, para contentamento dos colonos do Brasil.
Até finais do século XVIII, Angola funciona como um reservatório de escravos para as plantações e minas do Brasil. A ocupação dos portugueses não vai muito mais além das fortalezas da costa.
A colonização efectiva do interior só se inicia no século XIX, após a independência do Brasil (1822) e o fim do tráfico de escravos (1836-42), mas não da escravatura. Esta ocupação trata-se de uma resposta às pretensões de outras potências europeias, como a Inglaterra, a Alemanha e a França, que reclamavam na altura o seu quinhão em África. Diversos tratados são firmados estabelecendo os territórios que cabem a cada uma, de acordo com o seu poder e habilidade negocial.
Uma boa parte dos colonos que administravam as terras eram presos deportados de Portugal, como o célebre Zé do Telhado. Paralelamente são feitas diversas viagens com objectivos políticos e científicos para o interior do território angolano, tais como: José Rodrigues Graça (1843-1848) - Malanje e Bié; José Brochado - Huambo, Mulando, Cuanhama; Silva Porto - Bié.
Devido à ausência de vias de comunicação terrestres, as campanhas de ocupação do interior são feitas através dos cursos fluviais: Bacia do Cuango (1862), Bacia do Cuanza (1895, 1905 e 1908); Bacia do Cubango (1886-1889, 1902 e 1906); Bacia do Cunene (1906-1907); Bacia do Alto Zambeze (1895-1896); Entre Zeusa e Dande (1872-1907), etc.
As fronteiras de Angola só são definidas em finais do século XIX, sendo a sua extensão muitíssimo maior do que a do território dos ambundos, a cuja língua o termo Angola anda associado.

o estandarte nacional é Arriada
ao menos com respeito

1900-1960
A colonização de Angola, após a implantação de um regime republicano em Portugal (1910), entra numa nova fase. Os republicanos haviam criticado duramente os governos monárquicos por terem abandonado as colónias. O aspecto mais relevante da sua acção circunscreveu-se à criação de escolas. No plano económico, inicia-se a exploração intensiva de diamantes. A Diamang (Companhia dos Diamantes de Angola) é fundada em 1921, embora operasse desde 1916 na região de Luanda.
O desenvolvimento económico só se inicia de forma sistemática, em finais da década de 1930, quando se incrementa a produção de café, sisal, cana do açúcar, milho e outros produtos. Tratam-se de produtos destinados à exportação.
A exportação da cana do açúcar, em 1914, pouco ultrapassava as 6.749 toneladas. Em 1940 atingia já as 39.433 toneladas. As fazendas e a indústria concentraram-se à volta das cidades de Luanda e de Benguela.
A exportação de sisal desenvolve-se durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em 1920, foram exportadas pouco mais que 62 toneladas, mas em 1941 atingia-se já as 3.888; dois anos depois, 12.731 e em 1973 registava-se uma exportação de 53.499 toneladas. Estas plantações situavam-se no planalto do Huambo, do Cubal para Leste, nas margens da linha férrea do Dilolo, Bocoio, Bailumbo, Luimbale, Lepi, Sambo, mas também no Cuanza-Norte e Malange.
A exportação de café logo a seguir à segunda guerra mundial abriu um novo ciclo económico em Angola, que se prolonga até 1972, quando a exploração petrolífera em Cabinda começar a dar os seus resultados. A subida da cotação do café no mercado mundial, a partir de 1950, contribuiu decisivamente para o aumento vertiginoso desta produção. Em 1900, as exportações não ultrapassavam as 5.800 toneladas. Em 1930 atingiam as 14.851, 13 anos depois subiam para 18.838. No ano de 1968 Angola exportava 182.954 e quatro anos depois verificava-se o número abismal de 218.681 toneladas.
Para além destes produtos, desenvolve-se a exploração dos minérios de ferro. Em 1957 funda-se a Companhia Mineira do Lobito, que explorava as minas de Jamba, Cassinga e Txamutete. Exploração que cedeu depois à alemã Krupp.
O desenvolvimento destas explorações foi acompanhado por vagas de imigrantes incentivados e apoiados muitas vezes pelo próprio Estado. Entre 1941 e 1950, saíram de Portugal cerca de 110 mil imigrantes com destino às colónias, a maioria fixou-se em Angola. O fluxo migratório prosseguiu nos anos 50 e 60.
Na década de 40, a questão da descolonização dos territórios africanos emerge no plano internacional e torna-se incontornável. Em 1956 é publicado o primeiro manifesto do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

o medo instala-se e a Tap realiza a tristemente famosa ponte aérea
1961-1974

No princípio dos anos 60, três movimentos de libertação ( UPA - União das Populações de Angola; FNLA - Frente Nacional de Libertação de Angola; MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola e UNITA - União Nacional para a Independência Total de Angola) desencadearam uma luta armada contra a pátria multicultural portuguesa.
O governo Português até 1974, recusou-se a dialogar com aqueles que pretendiam estraçalhar a pátria lusitana a mando do império soviético e prosseguiu na defesa até ao limite da pátria portuguesa. Para África e em África foram mobilizados centenas de milhares de soldados. Enquanto durou o conflito armado, Portugal procurou consolidar a sua presença em Angola, promovendo a realização de importantes obras públicas. A produção industrial e agrícola conheceu neste território um desenvolvimento impressionante. A exploração do petróleo de Cabinda iniciou-se em 1968, representando em 1973 cerca de 30% das receitas das exportações desta colónia. Entre 1960 e 1973 a taxa de crescimento do PIB (produto Interno Bruto) de Angola foi de 7% ao ano.
Após a revolução dos cravos políticos habilidosos fizeram o injustificável e provocaram a subsequente guerra civil e a ditadura sanguinária que hipotecou gerações e gerações de portugueses de Angola nos últimos 33 anos.
e quem paga por isto??ao menos pensassem nas crianças o que fizeram ao território pátrio??
minha amada pátria portuguesa
meu país meu povo

valentes são os professores que tem de segurar o nosso triste Portugal


não nos peçam nada quando nada nos dão


Não é fácil imaginar profissão mais ingrata que a de um professor do ensino secundário público português: baixos salários, condições de trabalho rudimentares, indisciplina generalizada nas salas de aula, exercício da profissão sem autoridade, demissão dos órgãos directivos do exercício efectivo das suas responsabilidades, e, a cereja do bolo, a célebre “mobilidade”, própria dos servidores do estado napoleónico, que faz com que um cidadão de Mirandela, pai de filhos e exemplar chefe de família, tivesse que ir dar aulas a Silves para prover o seu sustento (esta situação parece, entretanto, abrandada pelo governo actual).O professor é o ponto nevrálgico de qualquer sistema educativo. Onde não houver professores bem tratados, isto é, a exercerem dignamente as suas profissões, não haverá escolas decentes. Para isso, seria necessário que os professores pudessem exercer o seu magistério nos locais onde têm família, ou onde residem em permanência; que tivessem escolas com conselhos directivos actuantes e com autoridade; que existissem infra-estruturas pedagógicas satisfatórias nas escolas (boas salas, boas carteiras, boas bibliotecas, acesso à internet e boas salas de informática, gabinetes de trabalho e salas de reuniões, etc.); que o sistema de avaliação existisse e não tivesse sido destruído por gerações de experimentalistas do Ministério da Educação; que lhes fosse permitido aceder a condições para se graduarem superiormente (mestrados e doutoramentos), de forma a poderem ampliar e melhorar os seus conhecimentos; e, last but not least, que não tivessem medo dos alunos.Ora, tudo isto está muito longe de acontecer nas escolas públicas, que são do estado português. Note-se que nas escolas privadas, as tais que estão sempre no topo dos rankings nacionais, este género de problemas não costuma verificar-se. Aí, quem avalia os professores e a qualidade de ensino são os proprietários das escolas e o mercado, isto é, os pais dos alunos que pagam o ensino que os seus filhos recebem.A conclusão é evidente: o ensino público deve ser privatizado, ou, pelo menos, passar da tutela centralista do Ministério, para órgãos políticos locais ou regionais.

Algumas medidas pela qualidade do ensino


1) Implementação de exames nacionais, todos os anos a partir da 4ª classe, que devem ser redigidos pelos professores que, nas suas respectivas áreas de especialidade, constituam a elite da corporação, em teoria, os professores mais experientes e mais graduados;

2) A partir do 5º ano, rotação anual dos professores, ou seja, em cada disciplina, os alunos devem ter professores diferentes todos os anos;

3) Introdução de um sistema de pontos que avalia o professor em função da diferença entre o aproveitamento escolar obtido pelos seus alunos nas suas turmas e no correspondente exame nacional no final do ano. Trata-se de um sistema diferencial que:
a) harmoniza as diferenças nacionais existentes entre os vários estabelecimentos de ensino espalhados por esse país fora e;
b) constitui um incentivo adicional para que os professores sejam rigorosos na atribuição das notas nas suas turmas, bem como na salvaguarda da qualidade do ensino nas aulas.

4) O sistema diferencial deve incluir as avaliações dos últimos três anos, representando um barómetro de qualidade assente numa perspectiva de médio prazo e permitindo esbater eventuais elementos subjectivos impossíveis de antecipar.

5) Os exames nacionais devem ser corrigidos pelos professores que, no ano anterior, se tenham classificado com as melhores pontuações do sistema de avaliação. Estes professores devem ser beneficiados através de aumentos salariais, promoções de carreira ou concessão de períodos sabáticos.

6) Os professores que piores classificações registarem, nomeadamente aqueles que se classificarem abaixo do percentil 10, devem ser demitidos a fim de se proceder à contratação de outros mais capazes.

7) Os professores devem fazer exames de acesso à carreira docente, em virtude da pouca qualidade do ensino superior público que ministra cursos de qualidade duvidosa.
8) Os alunos devem ser escalonados nas turmas em função das suas qualificações de modo a potenciarmos a competitividade saudável entre os discentes.

domingo, 9 de novembro de 2008

já foi à 20 anos

Antes do Muro de Berlim: Conrad Shuman salta a cerca de arame farpado e foge do inferno comunista de Berlim Oriental.
Pouco antes da Queda: Ronald Reagan no em famoso discurso proferido em 1987 junto ao Muro de Berlim e ao Portão de Brandenburgo. "Mr. Gorbachev, tear down this wall!

O Muro de Berlim (Berliner Mauer em alemão) foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em dois paises distintos, a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática da Alemanha (RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim em duas, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.
O Muro de Berlim caiu no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também com a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
a história cortada em fatias

o muro no seu esplendor


vai-se o tio Sam chega o...

a vergonha que é a justiça portuguesa

os quatro sa vida airada

Um problema para a justiça: Fátima Felgueiras foi a tribunal acusada de 23 crimes. Foi condenada por 3.Ou a acusação foi feita com ligeireza, com fracos fundamentos, ou tal ligeireza ocorreu do lado dos juízes, na apreciação da prova.
Outro problema para a justiça: os factos julgados foram conhecidos em 1999 e só foram julgados em 2008.
Ainda mais um problema para a justiça: O julgamento durou 20 meses, teve 120 sessões e 15 arguidos, tendo sido condenada uma só pessoa, a saber: 1) por se ter apropriado indevidamente do valor de 177,67 euros (cento e setenta e sete euros e sessenta e sete cêntimos), 2) por ter participado num processo de licenciamento de loteamento de um terreno de que era co-proprietária. Dois factos que lhe valeram uma condenação de 3 anos de prisão. Por ter dado boleia no carro oficial da CM a militantes do Partido Socialista a caminho de um congresso partidário realizado em Lisboa, foi condenada à perda de mandato autárquico.Tecnicamente, os crimes foram: peculato, abuso de poder e peculato de uso, respectivamente.
Para justificar tudo isto, o tribunal escreveu 718 páginas de tamanho A4 a dois espaçamentos.
Apenas em serviços de advogados da presidente da câmara e de vários vereadores acusados, parece já se ter ultrapassado os 600 mil euros. Pagos pelo erário público/contribuintes.
Felizes somos porque vai acabar por se fazer justiça, porque todos (acusação e defesa) vão recorrer, também eles, insatisfeitos com esta justiça.
tenho pena é do povo miserável que apoia estes populistas gatunos